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Data de lançamento
18 Nov. 2022Duração
Uma família patriarcal anseia pelo nascimento de um menino para continuar a linhagem familiar, enquanto seu filho mais novo se junta secretamente a um teatro de dança erótico e se apaixona por uma ambiciosa estrela trans. Sua história de amor impossível começa a iluminar o desejo de toda a família por uma rebelião sexual.
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O cara é pai de família, mas deixa a terefa de cuidar da família quase que totalmente para a esposa, que nem mesmo satisfaz sexualmente, ela é apenas uma máquina de fazer filhos e uma empregada perpétua. O cara se apaixona por uma mulher trans, começa um romance, se aventura, mas o que ele quer não é uma mulher, ele quer saber como é ser enrabado, quer ser uma passiva, e por isso a mina larga mão dele, aí ele volta para casa como se nada tivesse acontecido, enquanto a esposa vive um drama próprio, tenta fugir, não vai longe e volta porque sabe que não têm para onde ir naquela sociedade, tira a própria vida porque é a única forma que encontra de se libertar.
Eu não consigo simpatizar com o protagonista. Tenho dó das crianças que não têm culpa de nada e de tão ruim que é a vida da mulher do cara, a morte pareceu até bom negócio.
A identificação com a história vem do mundo ser um lugar que não aceita diferenças, uma sociedade onde o preconceito é gigantesco, e as tradições são mais importantes que a felicidade. Não se trata do Paquistão ou Brasil, mas sim do mundo todo.
Uma sociedade patriarcal, homofóbica, transfóbica, capitalista, pobre e religiosa.
Um filme adulto, que não tem vilões ou heróis, sem um protagonista perfeito, mas com personagens cheios de conflitos próprios e coletivos, assim como todos nós, que acertamos e erramos o tempo todo.
O final me deixou muito triste ao mostrar a esperança deles em fazer diferente, e isso é totalmente a vida real. Mas também me deixou emocionado com um sonho realizado, uma minúscula redenção, uma vontade própria, em meio a uma vida sufocante de julgamentos e obrigações impostas por toda uma sociedade que talvez discorde do que impõe, mas não tem coragem ou capacidade de questionar.
- pobi do haider totalmente reprimido, nunca pode ser quem ele realmente era
- mas quem parte mesmo nosso coração é a pobre da mumtaz, só queria ter sua vida, trabalhar
- maldita sociedade patriarcal que obriga mulheres a serem mães e ficarem apenas em casa
- biba é um amor! personagem forte, segue em frente mesmo com tudo que passa
- se já é difícil assumir sua orientação sexual aqui no Brasil, imagina no Paquistão que é ainda mais repressivo
Fui assistir ao filme com a expectativa bem alta, tanto pelas notas em diversos sites quanto pelos comentários, e ainda assim fui surpreendido. Joyland é um filme que vou recomendar com facilidade e que certamente ficará na minha memória por muito tempo. Ele faz jus ao verdadeiro significado da "Sétima Arte".
Cinema absoluto!!!