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Data de lançamento
20 Jan. 2023Duração
Situada no século 22, a mudança climática fez com que o planeta se tornasse inabitável e os humanos vivessem em um abrigo, que está em guerra. Jung Yi é a líder de elite das forças aliadas. Ela se torna o objeto de um experimento de clonagem de cérebro. Este experimento é uma chave potencial para vencer a guerra.
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⚠️ Alerta de Spoiler: Tem alguns spoilers, mas se você ainda não viu esse pastel de abacaxi, parabéns! Você economizou 1h:40 de vida e muita raiva.
O cinema sul-coreano é uma máquina de fazer filmes antológicos, isso todo mundo sabe. Os caras são monstros no terror, suspense, thriller psicológico, policial, vingança, monstros e até comédia. Mas quando resolvem meter a mão na ficção científica, misericórdia! "Jung_E" é um horror, um atestado de falência criativa, um testes de paciência grátis que a plataforma da Netflix disponibiliza em seu catálogo. E acredite, o filme saiu das mãos de Yeon Sang-ho — o mesmo que assinou a"Invasão Zumbi". O sujeito saiu de um respeitado filme de zumbi pra entregar um protetor de tela genérico misturado com dorama triste de robô.
A premissa tenta enganar no papel, com o velho e infalível clichê: futuro distópico destruído, colônias espaciais, robôs pra todo lado e uma lendária guerreira que neste caso esta mais pra lá do que prá cá. Jung Yi (Kang Soo-youn) está em coma e tem o cérebro clonado para virar a IA de um robô de combate definitivo. A execução é uma tragédia, o filme inteiro se resume a uma cientista num laboratório cinza assistindo à mãe quase robô morrer repetidamente numa simulação virtual idêntica. É repetição do nada, sem parar, que deixa a gente doido. Uma preguiça de roteiro do inferno que tenta enfiar na marra um melodrama barato pra gente assistir. É robô chorando, robô com crise existencial, robô com flashback de filha, robô ensino médio, é um intestino inflamado de narrativa que faz qualquer um tomar um laxante pra esquecer.
Para piorar o pesadelo, as atuações são um vexame. A atriz que faz a filha da cientista no laboratório passa duas horas travada: ou está fazendo bico de susto ou está arregalando o olho para o monitor de computador. Só! Um manequim no Brás, passa mais emoção que essa mulher. Já o sujeito que interpreta o diretor do laboratório, puta que pariu. Cara, mimado, muleque, histérico, que não saiu da quinta série que toma energético demais. Ele grita, faz firula, dá pulinho, dá risada idiota. Como um cara desse comanda uma corporação militar? Os dois são uma dupla sem química, sem talento e sem direção.
Visualmente, o filme parece um videogame antigo de computador com fundo verde lavado e sem vida. E quando você acha que não dá para piorar, o poço é mais fundo e abre uma tampa pra fossa. O roteiro descamba pra um final bizarro e apelativo, onde a empresa decide transformar a imagem da maior guerreira da humanidade em uma boneca sexual. Uma apelação rasa e sem propósito.
"Jung_E" é a prova cabal de que a Coreia do Sul precisa passar longe dos filmes de ficção científica espacial. O filme do Yeon Sang-ho é arrastado, mal atuado, cafona e profundamente chato. São 20 bilhões de wons sul-coreanos que convertido pro dólar gira em torno de $16,3 milhões. "Ex Machina" do Alex Garland custou 15.
As cenas de ação salvam, a personagem da Filha é bem insonsa. As poucas cenas de ação que tiveram foi o que de melhor o filme pode entregar, no todo, mediano.
05.11.2025
Sci-fi com produção caprichada e ação ma medida certa para agradar os fãs do gênero, no entanto a trama tem plot interessante mas não se desenvolve a contento. Poderia ser melhor mas dá pra passar o tempo se vc não tiver outra sugestão pra ver!
É um filme interessante, porém o tema poderia ter sido melhor explorado.
Confesso que estava planejando ser mais dura, mas aí descobri que foi o último trabalho de Kang Soo-yeon e isso me tirou qualquer vontade de comentar além do que já disse.