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Data de lançamento
27 Jan. 2015Duração
Jupiter Jones (Mila Kunis) é a descendente de uma linhagem que a coloca como a próxima ocupante do posto de Rainha do Universo. Sem saber disto, ela segue sua vida pacata trabalhando como empregada doméstica nos Estados Unidos, país onde vive após deixar a Rússia. Um dia, ela recebe a visita de Caine (Channing Tatum), um ex-militar alterado geneticamente que tem por missão protegê-la a todo custo e levá-la para assumir seu lugar de direito.
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É um filme completo, porém com roteiro bem meia boca, tirasse 20 minutos de filme pra tocar no roteiro ficava bom.
As irmãs Lana e Lilly Wachowski são duas mentes revolucionárias do cinema que se recusam viver sob as regras covardes de Hollywood. Após mudarem a história do cinema com a trilogia Matrix, elas decidiram que deveriam arriscar tudo novamente e criar uma ópera espacial do zero, sem se escorar em nenhuma franquia ou livro famoso.
"O Destino de Júpiter" nasceu desse tesão visceral de mudar tudo. Numa indústria engessada, que só sabe reciclar sequências, com fórmulas batidas, as Wachowski entregaram uma obra que transborda realidade com imaginação, com uma identidade visual absurdamente bela e visceral. Entrar nessa projeção não é apenas assistir a uma ficção científica; é testemunhar duas diretoras jogando novamente suas almas na tela para provar que a originalidade no cinema ainda pulsa, mesmo que a indústria ainda tente sufocá-las.
Na trama, Júpiter Jones (Mila Kunis) é uma jovem imigrante que ganha a vida limpando banheiros, mas que sem saber descobre que carrega uma herança genética que a torna a legítima do nosso planeta. Para protegê-la desse segredo perigoso, entra em cena Caine Wise (Channing Tatum), um guerreiro híbrido, geneticamente modificado, que faz de tudo para salvá-la. O visual dos dois é um desbunde! As armaduras e trajes espaciais têm um design futurista impecável, mas o que impressiona mesmo são as botas de gravidade de Caine. A forma como as Wachowski filmam o herói patinando pelo ar, cortando os céus de Chicago em perseguições aéreas alucinantes e tiroteios viscerais, é de tirar o fôlego.
Existe uma paixão nítida e um instinto de proteção que dita o ritmo da dupla, que nos joga pra dentro da ação com a energia pulsante do mistério e do amor. Quando a trama se expande pro cosmos, as diretoras entregam uma mitologia de ficção científica raiz, ousada mas que assusta. Falando que a Terra é apenas uma fazenda humana, que os colhe de tempos em tempos, controlada pela dinastia alienígenas da família Abrasax. No comando desse império está Balem Abrasax, vivido por Eddie Redmayne em uma atuação teatral, visceral e insana, que entrega um vilão memorável.
O impacto gráfico de mundos como o planeta Ores é de cair o queixo, com uma direção de arte monumental que mostra naves espaciais que parecem verdadeiras catedrais góticas, misturando o futurismo com uma imponência barroca. É um banquete visual absoluto, onde cada frame explode nos nosso olhos, em cores, detalhes de cenários e criaturas exóticas, provando que a capacidade das Wachowski de arquitetar universos continua intocável e milhas à frente do arroz com feijão visual das Netflix e Marvel da vida.
Mas o "Destino de Júpiter" mexeu num vespeiro que é fatal pra qualquer filme no cinema. Falar se assuntos proibidos. O filme acabou sofrendo a mesma injustiça brutal de tantas outras obras incompreendidas. Ele foi covardemente linchado por uma crítica preparada pra essas agendas, e seguida por outras midias engessadas que ouve o berrante e rotula a coragem das Wachowski como "fracasso" em vez de aplaudir a audácia de um sci-fi que ousa sair da caixa (Matrix), ser original e livre de amarras.
Como todo filme "O Destino de Júpiter" não é perfeito, mas é uma ficção científica brilhante, um espetáculo visual inesquecível, feito por mentes brilhantes que preferem errar tentando alcançar as estrelas a acertar rastejando no chão da mesmice.
No cinema foi um espetáculo. Foi uma das experiências mais pulsantes e viscerais que eu já assisti na tela na minha vida. Infelizmente é mais uma injustiça pro genero, mas que espero num futuro próximo encontre seu valor.
revendo 04/04/26
um bom filme, melhor que muitos
O filme não é de todo mal, mas o que me fez dar uma nota tão baixa foi o sotaque (?) do Eddie Redmayne. Meu deeeeeeeus!!! Que horrível! Por que? Por queeeeee? A cada fala dele eu me contorcia de vergonha alheia!
Mas tirando isso, o filme não é de todo mal. Achava que ia ser horrível pelo o que eu ouvia, mas sinceramente? Se fosse um filme Marvel eu super acreditaria.
(27/09/2025)
Os efeitos especiais são ótimos e foi só isso mesmo que gostei.