Baseado em uma história verdadeira, 'Kalinka' é sobre a luta de Andre Bamberski para trazer justiça à sua filha Kalinka que morreu em circunstâncias perturbadoras. Após 27 anos de investigação para caçar o provável assassino, Bamberski vai finalmente conseguir o assassino sequestrado e levado à justiça.
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27 anos para que a justiça dê atenção para um pai tentando provar o assassinato de sua filha. Auteuil pra variar está ótimo no seu papel.
Se quiser saber um pouco mais sobre o caso, eu recomendo que assista ao documentário "O Assassino da Minha Filha"
"André Bamberski é pai de Kalinka Bamberski, que em 1982, aos 14 anos, foi encontrada morta na casa onde passava férias na Alemanha, com a mãe e o padrasto, o médico alemão Dieter Krombach. Na época, um autópsia não conseguiu estabelecer a causa da morte e Krombach não foi indiciado pela polícia alemã."
Fonte: BBC
Raiva da mãe negligente.
Este sim é um verdadeiro pai.
Muito interessante e triste a história de um pai numa longa jornada por justiça, o filme por vezes causa revolta por conta do descaço da "lei"..... achei bem marcante e gostei de não ser muito longo, foi objetivo.
"A JUSTIÇA ATRASADA NÃO É JUSTIÇA; SENÃO INJUSTIÇA QUALIFICADA E MANIFESTA."
Me senti tão impotente vendo esse filme. A dor da omissão, a dor da incompreensão, a dor da revolta, a dor do descaso. A "justiça" dos homens que, por vezes, corrompe, tripudia e escarnece dos que dela se socorrem.
É duro saber que esse pai esteve
preso, foi condenado (inúmeras vezes pelo silêncio das Autoridades) e pagou, sem benesse alguma, todos os dias, por quase 30 anos, pela morte de sua filha. Mesmo com uma "absolvição", obtida através da condenação do algoz de sua filha, sua pena será perpétua
Irônico pensar que socialmente falando, somos nós que estamos presos por grades, por boa parte de nossas vidas (dentro de casa, com portões, cerca elétrica, câmeras), nos privamos da liberdade, temos receio de adquirir bens e fazer seu uso livremente pelas ruas, tememos, fundamentalmente, por nossas próprias vidas e dos nossos pares... Quem realmente se encontra preso em nossa sociedade? aquele que transgride as regras ou quem as segue?
Há um brocado jurídico que diz "Dormientibus Non Sucurrit Ius" - “o direito não socorre aos que dormem”, muitas vezes, a música tocada faz com que tenhamos que dançar conforme seu ritmo, no caso do filme a música era uma canção de ninar, e o pai foi aquele menino "birrento" que se recusa a dormir, mas diferente de uma "birra" injustificada, havia o desejo pela Justiça ( abstratamente falando).
Enfim, um filme de difícil digestão, mesmo com um final que foi "atenuado"
pela conquista do pai.
Fica a reflexão de Rui Barbosa:
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto."