Político, humanista, iconoclasta e brilhante, assim pode ser definido este documentário em curta-metragem da poetisa feminista iraniana Forugh Farrokhzad, em seu único trabalho como diretora. Em apenas 22 minutos, sua câmera afiada trafega por uma casa de leprosos retratando tanto a feiura não distorcida daquela realidade miserável quanto a beleza das vidas habitadas e existidas ali, sob a narração intercalada de citações do Antigo Testamento, do Alcorão e da própria poesia de Farrokhzad. Ao conseguir justapor os males do mundo à religião e à gratidão, e bebendo da fonte do neorrealismo italiano, este aclamado filme tornou-se um marco da New Wave (Nova Onda) do cinema do Irã, crescendo exponencialmente com o passar dos anos e, por conseguinte, indispensável à história cinematográfica daquele país.
Talvez uma das coisas mais tristes é saber que o "leprosário" ainda existe... Supostamente, segundo o governo, funcionando de maneira bem diferente dessa época... Mas ainda existe... Enfim... Um curta doc que é uma denúncia muito bem feita, ao mesmo tempo em que é pesado, triste e chocante.
Recentemente peguei esse filme na 36ª Bienal de São Paulo e tive uma catarse instantânea pela forma estética que esse filme se apresenta. O jogo de cores, por mais que o filtro P&B permeei os cenários, é possível ver cor naquele pequeno vilarejo de leprosos, suas crenças, ritos, brincadeiras, danças, tradição, etc. A catarse foi tremenda que eu acabei colocando os iranianos como meus preferidos no cinema, na verdade também amo os russos e qualquer coisa que brinque com o realismo e o surrealismo.
Político, humanista, iconoclasta e brilhante, assim pode ser definido este documentário em curta-metragem da poetisa feminista iraniana Forugh Farrokhzad, em seu único trabalho como diretora. Em apenas 22 minutos, sua câmera afiada trafega por uma casa de leprosos retratando tanto a feiura não distorcida daquela realidade miserável quanto a beleza das vidas habitadas e existidas ali, sob a narração intercalada de citações do Antigo Testamento, do Alcorão e da própria poesia de Farrokhzad. Ao conseguir justapor os males do mundo à religião e à gratidão, e bebendo da fonte do neorrealismo italiano, este aclamado filme tornou-se um marco da New Wave (Nova Onda) do cinema do Irã, crescendo exponencialmente com o passar dos anos e, por conseguinte, indispensável à história cinematográfica daquele país.
Terrível doença.... ainda bem que tinha profissionais dispostos a cuidar das pessoas....
05/04/26.
Talvez uma das coisas mais tristes é saber que o "leprosário" ainda existe... Supostamente, segundo o governo, funcionando de maneira bem diferente dessa época... Mas ainda existe... Enfim...
Um curta doc que é uma denúncia muito bem feita, ao mesmo tempo em que é pesado, triste e chocante.
Recentemente peguei esse filme na 36ª Bienal de São Paulo e tive uma catarse instantânea pela forma estética que esse filme se apresenta. O jogo de cores, por mais que o filtro P&B permeei os cenários, é possível ver cor naquele pequeno vilarejo de leprosos, suas crenças, ritos, brincadeiras, danças, tradição, etc. A catarse foi tremenda que eu acabei colocando os iranianos como meus preferidos no cinema, na verdade também amo os russos e qualquer coisa que brinque com o realismo e o surrealismo.
Visto em 22/09/2025.
Conseguiu tocar meu coração, a dor humana é algo universal.