King Kong

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King Kong (2005)
King Kong
Média do filme: 3.3 de 5 — baseado em 26136 votos
MÉDIAFILMOW
3.3
26136 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Peter Jackson
Data de lançamento 5 Dez. 2005 Outras datas
Duração 187 min (3h07)
Classificação indicativa de King Kong: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

5 Dez. 2005

Duração

187 minutos Classificação indicativa de King Kong: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
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Sinopse

Em Nova York um famoso diretor de cinema não consegue uma atriz para sua próxima produção, pois ninguém quer ir filmar em um lugar não revelado. Assim ele mesmo começa a vagar pelas ruas até que encontra uma jovem pobre, mas muito bonita, a quem imediatamente dá o emprego. A equipe viaja e vai parar em uma ilha desconhecida, na qual os nativos oferecem "noivas" para Kong, um gigantesco macaco. Após muitos perigos a equipe de filmagens conseguem capturar o macaco, pois pretendem levá-lo para Nova York para ser exibido. Paralelamente o símio se apaixona pela atriz.

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VisionQuest | Trailer Dublado

VisionQuest

Comentários 0
amigos querem ver
vagnerfoxx
vagnerfoxx
2 meses atrás

Tem Alguns Spoilers...

Quando Peter Jackson saiu do triunfo absoluto na Terra Média, eu e acredito que ninguém entendeu quando ele decidiu rumar para a Ilha da Caveira. Mas o que ele fez nesse filme não foi apenas um remake: foi a realização do sonho de infância de um cineasta no auge de seu poder, entregando uma das maiores aventuras e o filme de monstros definitivo da história do cinema. Jackson pegou o clássico de 1933 e o elevou a uma escala monumental, criando uma epopeia de mais de três horas que transborda amor pela sétima arte.

​King Kong é uma obra-prima moderna, mais um filme do diretor que colocou a tecnologia a serviço da arte, criando uma obra que alcançou um dos maiores níveis de entretenimento que eu vi numa sala de cinema.

​O filme já começa com um espetáculo de efeitos retratando a Nova York de 1929, mergulhada no colapso da Grande Depressão. O trabalho visual da Weta Digital é inacreditável: desta vez, nada de maquete, mas sim uma computação gráfica feita com alma, talento e inteligência, reconstituindo a miséria, o frio e os prédio gigantescos como torres de outro mundo. É ali que conhecemos o núcleo humano da história — a atriz faminta Ann Darrow (Naomi Watts), o escritor Jack Driscoll (Adrien Brody) e o ambicioso cineasta Carl Denham (Jack Black), um canalha fascinante que, na sua busca doentia por arte e fama, convence uma equipe desesperada a embarcar rumo ao desconhecido.

​A viagem no navio SS Venture por aquele mar de chumbo é o palco onde os personagens ganham vida e alma fazendo o famigerado filme de Carl. O romance nascente entre Ann e Driscoll, o garoto Jimmy, o veterano Ben Hayes e o cozinheiro Lumpy (Andy Serkis) mostram cenas que viram um porta-retrato feliz antes do pesadelo. Quando o navio finalmente corta o nevoeiro ao som do silêncio e o telégrafo entrega mandados de prisão, o filme muda o tom. O mapa voa, as medições de profundidade começam: "40 metros, 30, 20..." e eles dão de cara com aquela muralha monstruosa; o pesadelo ganha vida.

A maré suga a embarcação para a ilha, estátuas fantasmagóricas surgem nos corais no mar, e a Ilha da Caveira surge à frente deles como o crânio de um mundo que desmorana nas águas, mas que deixa na superfície seu mundo fantasmagórico como uma maldição para os que entrarem em suas terras malditas. É um mundo antigo, esquecido e que não existe mais, parecendo o início ou o resto da civilização que o tempo esqueceu de apagar. O choque do encontro de Carl, Driscoll, Ann, Bruce Baxter e toda a equipe com aquele mundo foi o colapso de uma era confortável com um mundo bruto e selvagem. Os nativos não se vendem por qualquer barra de chocolate: eles querem sangue. A matança começa na chuva, mas de forma seca. Todos começavam a ser mortos, até que Ann, com seus cabelos dourados, ganha a atenção de uma anciã: "Tori Kong, Tori Kong...". Se não fosse pela ajuda precisa do Capitão Englehorn e da tripulação, saberíamos antes do tempo o fascínio da tribo pela mulher loira.

​Você sente um alívio real quando eles voltam para a embarcação, mas o rapto dela mostra, além da coragem, o desespero em que eles estavam. O ritual tribal com os tambores ensurdecedores quebrando o silêncio, as tochas de fogo rasgando as trevas da noite e os nativos em transe gritando "Kong! Kong!" culminam numa das sequências mais antológicas do cinema, com Ann oferecida ao deus da ilha num espetáculo de puro pavor e delírio.

​A partir daí, Peter Jackson entrega um escândalo técnico insuperável. A estourada dos dinossauros e dos velociraptors no desfiladeiro estreito, com toneladas de carne caindo por cima dos personagens naquela curva cega de penhasco que se desfazia no ar, é um verdadeiro espetáculo de sequências em que você não acredita nas imagens que seguem na tela. É a demonstração de genialidade, inteligência, computação gráfica, ritmo, timing, edição, tudo. A descida ao abismo dos insetos gigantes entrega o filme a um verdadeiro horror, um submundo claustrofóbico real: gafanhotos e seres famintos matavam de forma brutal os poucos membros da equipe de busca da Ann. Mas nada para mim é mais tenebroso e desesperador do que o fim trágico de Lumpy, que foi engolido vivo pelas Carnictis na lama. Até hoje a cena não me sai da cabeça, e os gritos de medo, desespero e ódio podem ser ouvidos na minha estante de DVDs.

​Mas o ápice do filme — e talvez da história do cinema de monstros — é a colossal luta de Kong contra os três V-Rex. A coreografia é um absurdo de física e peso: Kong lutando com um braço só enquanto protege Ann como um cristal valioso, depois o balanço insano nos cipós da ravina com o dinossauro tentando abocanhá-la no ar, e o desfecho brutal no pântano, idêntico ao pôster clássico, onde o macaco quebra a mandíbula do réptil e ainda bate a boca do bicho morto para garantir a vitória.

​Depois de sobreviverem a essa pancadaria insana, a fuga no topo da montanha é puro desespero! Driscoll consegue o absurdo de alcançar Ann na caverna do gorila, mas a calmaria dura segundos. O gigante acorda, dá aquele olhar de ódio, mas, para a sorte de ambos, uma nuvem de morcegos-vampiros gigantes acorda junto e o ataque começa. Enquanto Kong se distrai lutando contra as criaturas voadoras, Driscoll e Ann fazem o ato mais insano da viagem: agarram-se às patas de um dos morcegos e despencam montanha abaixo, caindo direto no rio! Tomado pela fúria de ver a Bela escapando com o fura-olho, o gorilão desce a ilha rasgando tudo no caminho, cego de raiva — e corre direto para a praia, caindo na armadilha mortal de clorofórmio e arpões preparada por Carl Denham e os marinheiros.

​Quando o gigante cai no clorofórmio, o filme nos leva para Nova York, onde entramos no capítulo mais poético da história. Ali a ganância de Carl Denham se consolida ao transformar a tragédia viva de todos num show mambembe na Broadway, substituindo Ann por uma atriz genérica. A cena do show resgata a nossa lembrança desse mundo, mas quando o macaco aparece sob correntes, a imagem de um zumbi, de um fantasma, nos espanta. Parecia que ele estava entregue, parecia morto. Mas quando na encenação aparece uma mulher com cabelos dourados, ele desperta. A cara de nojo que ele faz parece que só serviu para despertar a fúria contra a farsa que estava diante dele. Ele se solta, e a destruição começa! Ele pegava tudo o que era loira no teatro, mas descartava como se fosse boneco. O ódio dele é palpável, mas quando ele vê Driscoll, seu coração vira uma rocha. Em meio ao caos na cidade congelada, surge o respiro: Ann caminhando de vestido claro pela neve, encontrando o gorila, parece parar o tempo e pausar o filme. A imagem da Bela acalma completamente a Fera. O que se segue parece um filme à parte, com cenas de absoluta pureza e delicadeza patinando no gelo do Central Park. Não há nada de grotesco ali; são duas almas solitárias de dois mundos diferentes se reconhecendo no meio do mundo.

​A fuga pela cidade em meio a tiros e explosões leva o filme ao clímax no Empire State, onde essa fábula moderna ganha sua coroa na fronte e sua estaca em sua coroação. O prédio surge desafiando a gravidade como uma montanha sagrada sob a luz amarelada e cinzenta da aurora. Acuado, o Rei se recusa a ceder e luta no pico contra os pássaros de ferro que cuspiam fogo em seu peito. Quase caído no ápice dessa torre de ferro e vidro, ele urra no ar um grito de fúria e poder que só os semideuses deste mundo têm. Ao som da trilha devastadora de James Newton Howard, as forças do deus caído começam a deixá-lo; as pupilas do gigante vão se dilatando até que o olhar vai perdendo o brilho. O monstro sumiu da torre, e a câmera, como um olho de Deus, procura. Mas seu corpo de toneladas despenca das alturas na fenda fria dos arranha-céus de Nova York.

​Novamente em sua vida desafiando o destino, a fatalidade e a morte, Driscoll surge no topo para lembrar que as coisas entre eles ainda eram diferentes. E no asfalto, no cemitério dos homens, a frase eterna de Carl Denham saía de sua boca como uma praga, como um epitáfio para o monstro: "Não foram os aviões. Foi a Bela que matou a Fera". O filme acaba, mas deixa uma marca, um nó na garganta e os olhos cheios d'água.

​"King Kong" do Peter Jackson é um monumento ao cinema de aventura, feito com amor, alma e coragem. O filme é uma verdadeira obra-prima moderna, um dos espetáculos visuais mais extraordinários que eu assisti na minha vida. Um filme único e emocionante em cada frame.

Assisti duas vezes no cinema, tenho os ingressos guardados e o DVD Duplo na coleção. Perdi as contas das vezes que vi, e, quando assisto, a emoção é quase a mesma.

editado
andrezanarella
André Zanarella
10 meses atrás

06.05.2006

andrezanarella
André Zanarella
11 meses atrás

16.12.2005

pao_doce
Pão Doce
½
1 ano atrás

Belo, comecei a assistir achando que seria apenas mais um block buster.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

O fato do diretor destruir tudo o que ama (frase de um dos personagens) em uma auto sabotagem ou ganância, pois no início ele parecia muito sério quanto a sua paixão pelo entretenimento e a arte, mas logo troca tudo pela possibilidade de dinheiro e fama

, a real sensibilidade do roteirista, a conversa sem palavras entre Ann e Kong. Ela chegou e foi capaz de oferecer um pouco de alegria à criatura solitária que vivia de fato na selvageria (cicatrizes) e ainda apreciava, como ele, a beleza do pôr do sol. Certamente ele iria preferir passar por tudo aquilo novamente só para viver de novo aqueles momentos com ela. (Não considero, obviamente, um romance, por ser absurdamente ilógico, mas a interação entre eles foi muito bem colocada)
Gostei muito da atuação de Naomi Watts. A tribo nativa da ilha foi muito bem feita, nunca vi nada parecido no cinema. A questão dos dinos é estranha mesmo, acredito que tenha sido apenas para atrair público.
Não achei que choraria por conta de um macaco grande, o negócio foi triste.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Quando ele se solta e estraçalha tudo, é bem satisfatório

vegetapioca
Vinicius
1 ano atrás

Eu sempre costumo correr de filmes grandes, então só assisti esse agora, dividido em 3 partes kkk. Os efeitos continuam surpreendentemente bons, única parte meio zoada é quando eles estão correndo entre as pernas daqueles dinossauros. Gostei de como, apesar de boa parte deles serem gananciosos, os personagens se importavam uns com os outros, se protegiam e ficavam chocados com as mortes. Teria sido muito fácil seguir o clichê e colocar eles passando por cima de tudo pela grana. Minha única crítica é que algumas cenas de ação ram tão longas que se tornavam um pouco cansativas.

editado
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Principais Notícias

Elenco de King Kong

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Adrien Brody 169 4,6K

Adrien Brody

(Jack Driscoll)
Andy Serkis 66 1,7K

Andy Serkis

(Kong / Lumpy)
Billy Jackson 0 2

Billy Jackson

(Criança em NY)
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(Mike)

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