Grace Elliot (Lucy Russell) é uma jovem aristocrata escocesa que vive em Paris durante a Revolução Francesa e tem um romance com o Duque de Orleans (Alain Libolt), primo do rei da França. O relacionamento do casal é bastante complicado e, quanto mais os acontecimentos políticos se agravam, mais ele se torna complexo. Grande defensora da monarquia, Grace não é capaz de conciliar seus sentimentos com as escolhas políticas do duque, partidário da morte do monarca. Esse dilema amoroso complica a situação da moça, que corre o risco de uma condenação à guilhotina, acusada de ser espiã da Inglaterra, grande inimiga da Revolução.
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27/12/21
piada monarquista de péssimo gosto
"Diante de todos os filmes que foram feitos sobre a Revolução eu me torno monarquista, porque digo a mim mesmo: só nos mostram o povo, o bom povo. Muito bem, mas também é preciso mostrar o resto". (Eric Rohmer em entrevista a Cahiers du Cinéma)
É uma opção por mostrar a Revolução Francesa através do olhar de uma aristocrata. Não é tão comum, e isso por si só já sinaliza o quão enriquecedor é assistir essa obra. Discordâncias políticas à parte, Eric Rohmer realiza com bastante competência uma obra bastante ambiciosa. E que bela atuação da Lucy Russell. Destaco a primeira parte do filme com a história do fugitivo. Primoroso.
Uma sensacional representação do que foi, de fato, a assombrosa Revolução Francesa, que sob a máscara do Iluminismo se disfarçou de progresso, mas apenas submeteu ao mundo à sua pior crise que encontra vestígios ainda nos nossos dias. Através da rivalidade intelectual entre dois aristocratas, em cenários falsamente elaborados para aumentar o distanciamento do espectador com o período histórico retratado, Rohmer nos apresenta uma de suas mais ambiciosas obras com sua característica sensibilidade e geniosidade. Um filme para cinéfilo nenhum botar defeito, mas que pode ocasionar provocações nem sempre bem-vindas. Assista de mente aberta!
Bem produzido, com cenários que dá a sensação de ver uma pintura, aqui temos o olhar de uma estrangeira sobre a Revolução Francesa.
Um filme de retórica, muitas vezes ácido e irônico.
Belos figurinos e ótima direção de arte.