Dirigido por
Data de lançamento
1 Junho 2012Duração
María é uma mãe solteira, de meia idade e com três filhos. Ela nunca está sozinha, toma conta de todos, dorme pouco e trabalha demais. Augustín é seu pai, que está senil e sabe disso. Uma visita de María ao escritório de previdência social revela que ela é muito pobre para colocar seu pai em um asilo, porém muito rica para receber benefícios. Ela pensa numa solução cruel: abandonar seu pai em uma praça. Augustín espera então pelo demorado retorno da filha.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Um filme que me tocou muito de diversas formas.
Enquanto uma mulher faz tudo o que pode e mais um pouco, a família e a sociedade viram as costas para ela e ela tenta uma alternativa, que é deixar o pai na praça para a assistência social o levar para o abrigo que ela não tem direito, já que ela é uma mulher muito sobrecarregada, mas acontece o que ela não poderia prever. Ela volta, se arrepende.
Um achado! Despretensioso, mas entrega bem o drama sobre idosos abandonados pelas famílias e pelo Estado. E que a camaradagem nem sempre vem da família, mas de quem cativamos enquanto estamos sós
Curtinho e legal 🫶🏻🫶🏻
Gera um sentimento bem peculiar... Entendo o lado da sobrecarga, mas é impossível não se comover com o velhinho. Eu lembrei do filme "Amour".
Maria trabalha em uma fábrica como costureira, e frequentemente tem que levar trabalho para casa; na fábrica os funcionários planejam uma greve, mas ela não será incluída porque trabalha como temporária – há cinco anos. Ela não tem férias nem direito a uma indenização se for demitida. O salário da fábrica não chega para sustentar os seus três filhos. Eles dividem o pequeno apartamento de um banheiro com o avô, Agustín. Ele está gravemente doente, possivelmente demência, mas tem momentos de lucidez, mas a cada dia sua saúde piora. Algumas vezes Maria chega a noite do trabalho e ele não está lá, e ela deve correr pelo bairro para descobrir onde ele se perdeu. Ele não pode mais ser deixado sozinho na casa, mas ela não tem escolha, com o trabalho. Maria passa dias tentando achar uma solução. Sua irmã não está disposta a ajudar. Em uma agência do governo, ela descobre que com o seu salário, a ajuda oficial do governo e a aposentadoria do pai, ela é considerada rica demais para colocar o pai em um asilo do governo. O funcionário diz que ela não deve ter esperanças porque eles são mais para os sem teto, e que o pai dela parece saudável. Não adianta ela dizer que ele precisa de assistência médica. Em um momento de desespero, Maria abandona o pai em um banco de praça em um bairro longe, sabendo que ele não vai conseguir voltar para casa. É a demora – ele espera que ela volte, sem entender o que aconteceu, enquanto a noite chega e a temperatura baixa. E ela espera que os serviços de emergência que ela chamou o levem a um asilo. O filme me lembrou Amor, de Michael Haneke, talvez porque não existam muitos filmes que tratem da situação de idosos, e das dificuldades dos que tem momentos de lucidez em meio a uma doença mental que progride. Mas enquanto os protagonistas de Amor viviam em um grande apartamento de Paris com acesso a médicos, A Demora ainda tem a dificuldade e a humilhação causadas por uma situação financeira insustentável, numa perspectiva de países pobres com nenhuma facilidade para os idosos. É uma realidade, que cedo ou tarde, baterá a porta do Brasil...infelizmente! tragédia anunciada!
Caramba, só de ler a sinopse achei pesado...!