Quando três picaretas tentam saquear os túmulos na cripta da família Valmont, um abalo sísmico provoca o derramamento de uma substância tóxica que em contato com o ar se transforma em um gás que reanima o cadáver da jovem e sensual Catherine Valmont (Françoise Blanchard). Transformada em zumbi, a garota precisa matar para saciar sua sede e fome por carne e sangue humanos. Com o auxilio de sua antiga namorada, que atrai vítimas ao castelo, a garota zumbi segue sua rotina macabra até o momento em que sua porção humana questiona a maldição e seus efeitos nefastos.
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Não acreditei que o filme teria coragem de ir pra esse final até ele chegar. Maravilhoso demais, definitivamente entrou para os favoritos.
The Living Dead Girl tem aquele ritmo lento típico dos filmes do diretor, mas mais uma vez a história e a ambientação acabaram me prendendo. Esse aqui ainda tem um ingrediente a mais que é o gore caprichado. O sangue espirra legal e as cenas de canibalismo não ficam nada a dever aos filmes do George Romero. E que final !
- os caras levaram o barril de substância tóxica do retorno dos mortos vivos para uma tumba, claro que ia dar merda
- a mulher estadunidense insuportável e xereta, merecer se dar mal
- caraca, essa amiga tava com uma crise gravíssima de afliceta. não queria deixar a outra descansar em paz de jeito nenhum
- tem até uma profundidade para se refletir, mas não me pegou
Mais um filmaço do Jean Rollin, aqui uma obra que transita entre o terror gore, o drama e o gótico, se passando em um castelo antigo e atmosférico cercado por uma floresta linda e próximo a um pequeno povoado cheio de pessoas supersticiosas. A morta-viva do título é o destaque do filme, com seus momentos raivosos e sanguinários e momentos de lucidez e depressão profunda por sua condição atual. Também interessante é a personagem da melhor amiga dela que faz de tudo para mantê-la "viva", de todas as formas e maneiras possíveis, mesmo que isso a leve à um espiral de assassinatos.
Um filme maravilhoso, cheio da poesia gótica que Jean Rollin sabe muito bem fazer em suas produções, locações e cenários suntuosos e de encher os olhos e um roteiro simples mas muito efetivo que nos passa o horror e a melancolia de toda a situação.
Esse diretor é bom demais, raro ele me desapontar e com certeza é um prato cheio para os amantes da arte gótica, seja na literatura ou no cinema.
Um drama com bastante gore e uma morta vida como fome de amor.