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Data de lançamento
13 Maio 1994Duração
No século XVI um casamento de conveniência é celebrado com o intuito de manter a paz. A união entre a católica Marguerite de Valois, a rainha Margot (Isabelle Adjani), e o nobre protestante Henri de Navarre (Daniel Auteuil) tinha como meta unir duas tendências religiosas. O objetivo do casamento foi tão político que os noivos não são obrigados a dormirem juntos. As intrigas palacianas vão culminar com a Noite de São Bartolomeu, na qual milhares de protestantes foram mortos. Após isto Margot acaba se envolvendo com um protestante que está sendo perseguido.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Em 1572, a França vivia mergulhada em violentas guerras religiosas entre católicos e protestantes. Para apaziguar os conflitos, Catarina de Médicis (Virna Lisi), mãe do rei Carlos IX (Jean-Hugues Anglade), obriga a filha Margarida de Valois, conhecida como Margot (Isabelle Adjani), a se casar com um primo distante, Henrique de Navarra (Daniel Auteuil), líder dos huguenotes (nome dado aos protestantes franceses adeptos ao Calvinismo) e primeiro monarca da Casa de Bourbon. O enlace, celebrado em Paris, deveria simbolizar a reconciliação, mas vira estopim de uma das maiores tragédias da História francesa: a Noite de São Bartolomeu, quando milhares de protestantes foram brutalmente assassinados pelos católicos.
Drama de época com ares de romance gótico, o premiado filme de Patrice Chéreau é inspirado no romance de Alexandre Dumas (pai), primeira parte de uma série de livros históricos de Dumas intitulado “Os romances Valois”. Com precisão histórica e sem economia de violência, o falecido Chéreau recriou a tensão da França no reinado de Carlos IX (compreendido entre 1560 e 1574), focando no casamento da princesa católica Margot com o protestante Henrique de Navarra, que serviria para liquidar com a guerra religiosa entre os dois grupos, travada há 10 anos. Até a metade, o filme reconta os passos desse casamento forjado, bem como a trama política por trás disso tudo, até culminar, da metade para o fim, com o trágico episódio da Noite de São Bartolomeu, que começou em Paris e se espalhou para diversas cidades da França durante dois dias. Naquela noite de 23 de agosto de 1572, houve uma terrível repressão católica contra os huguenotes – estima-se que entre 5 e 25 mil pessoas foram massacradas (os números são incertos até hoje). Isabelle Adjani brilha como Margot, ao lado de Daniel Auteuil, Vincent Perez, Jean-Hugues Anglade e Virna Lisi (que interpreta uma implacável Catarina de Médicis, uma senhora maquiavélica). A superprodução, com trilha de Goran Bregović, conquistou o Prêmio do Júri e o de melhor atriz em Cannes (justamente para Virna Lisi), e é considerada uma das mais impactantes representações da Noite de São Bartolomeu no cinema. Indicado ainda ao Oscar de figurino, ao Globo de Ouro de filme estrangeiro e ao Bafta de produção estrangeira, ganhou cinco prêmios Cesar, o Oscar francês, nas categorias de melhor atriz (Isabelle), coadjuvantes (Anglade e Virna), fotografia e figurino – aliás, figurino, direção de arte e fotografia são de um capricho ímpar, um verdadeiro estudo de representação e contexto, que recria perfeitamente a França do século XVI. Sensual, ao mesmo tempo violento, o filme ficou conhecido na época do extinto VHS, e saiu em DVD em duas ocasiões – pela editora NBO, em 2010, em formato incorreto de tela, com cortes, totalizando 143 minutos, e pela Versátil Home Video, em 2020, na versão do diretor (com 153 minutos) – a cópia da Versátil está ótima, que foi restaurada pela Pathé, e o filme vem em disco duplo com 1h30 de extras e no enquadramento correto de tela, Widescreen. Um de meus filmes de época preferidos. Recomendo!
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
Tem muitas imprecisões históricas, mas vale principalmente pela produção de arte, figurinos e pela atuação e beleza da Isabelle Adjani
Estética impecável. Amor visceral e melancólico, lindíssimo.
15.04.1996
Trágico.