Algumas décadas após a destruição do Império Inca o explorador Gonzalo Pizarro envia uma expedição para uma arriscada missão, encontrar e tomar posse do tão sonhado e enigmático "El Dorado", um lugar cheio de ouro e riquezas. Deixando as montanhas do Peru, os conquistadores rumam em direção ao rio Amazonas, e logo começam a enfrentar os perigos e dificuldades da traiçoeira selva. Além disso, obcecado e louco por riqueza e poder, Don Lope de Aguirre passa a liderar o grupo. E, em meio a sua total insanidade, parte com a expedição de conquistadores para uma bizarra jornada rumo ao desconhecido.
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É como se realmente houvessem câmeras registrando em tempo real uma expedição colonialista em pleno 1561.
É uma imersão no ambiente inóspito entre o Peru e o Rio Amazonas.
Como filme, falta uma história mais profunda, com um enredo mais complexo para os personagens serem desenvolvidos.
É, antes de tudo, uma experiência diferente!
Apesar de assumir um tom mais trágico, a expedição tem todo o jeitinho patético de um exército de Brancaleone, mesmo que aqui a comicidade sirva para causar repulsa a respeito de tudo o que envolve as empreitadas colonizadoras, e portanto não tenha o objetivo de ser carismática. É uma ficção filmada como um documentário, mostra como Herzog é brilhante.
Filme visto em 21/05/2025, na Filmoteca.
Gostei bastante do filme. Em muitos momentos, me senti como um espanhol entrando naquelas florestas densas, sem saber exatamente para onde ir, suando, com calor, doente, ouvindo os sons da mata.
Os diálogos são curtos, mas impactantes. Produzem um desconforto constante, uma sensação permanente de incerteza sobre o que vai acontecer.
Pensar que situações como aquela realmente aconteceram, em versões ainda mais selvagens, torna tudo mais perturbador.
Só fiquei triste porque o idioma era alemão; é estranho ver espanhóis falando alemão. Fora isso, perfeito.
- É o único homem que pode nos ajudar, voce é minha ultima esperança..
- "Deixastes o homem correr como um rio e teus anos não tem fim. A vida humana é como a erva, ela floresce. Mas quando vem o vento e ela é levada, acaba sendo esquecida".
Para o Bem do Senhor. Você sabe, filha... A igreja sempre está do lado do mais forte.
megalomania, ganância e poder.