Dirigido por
Data de lançamento
31 Out. 2007Duração
A Saga das Três Mães, iniciada por Suspiria (Mãe dos Suspiros) e seguida por Mansão do Inferno (Mãe das Trevas) chega a seu desfecho com O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas. Asia Argento é Sarah, uma restauradora de arte que descobre uma urna e ao abri-la, conduz à ressurreição a Mãe das Lágrimas - a mais poderosa de todas as bruxas. Uma onda de suicídios se inicia quando bruxas de todo o mundo vão a cidade para homenageá-la. Sarah deve usar todos os seus poderes paranormais para acabar com a maldição antes que o mundo seja dominado.
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Fime perde o ritmo, achei aquém aos demais, com final bem sem graça.
O Retorno da Maldição, dirigido por Dario Argento, é uma farofada que mistura de tudo um pouco. A ideia central, fechando uma trilogia, juntamente de Suspiria e Mansão do inferno, é até boa, mas é notório que o roteiro poderia ter sido um pouco mais elaborado. Logo de início é visível o baixo recurso do longa e isso reflete diretamente nos efeitos especiais bem toscos, mas já os práticos são aceitáveis, sem economia no sangue e gore. A trilha sonora também é boa, na grande maioria das vezes um rock pesado, casando com as cenas violentas. Enfim, esse filme aqui não é um espetáculo, mas ainda é aceitável, ainda mais se for comparado a outras obras do diretor nos anos 2000.
*** (Bom)
Pra te falar a verdade, esse filme é mais coerente e melhor montado que "Inferno". Pelas notas achava que o fim da trilogia era horrível mas deixando de lado alguns efeitos péssimos, é mais bem montado que o segundo filme. Achei legal uma certa homenagem ao George A. Romero quando saem do local onde estavam sendo feito exorcismos, visto que Argento trabalhou com ele e a Asia participou de Day of The Dead.
Esse filme contém dois grandes problemas, ao meu ver, que o colocam abaixo de "Suspiria" e "Inferno". Ambos os filmes anteriores da trilogia, não possuem roteiros muito rebuscados, grandiloquentes demais. Inclusive, "Inferno" é um pouco pior por tentar explicar demais. Como eu disse nas resenhas dos dois, o melhor deles é a atmosfera. Argento constroi narrativas pesadelares que se preocupam em construir tensão e estranhamento.
"Mother of Tears" vai no caminho contrário. Eu não me incomodaria do Argento ter se rendido ao ritmo e aos efeitos de computação gráfica (mesmo que mais "televisivos" do que cinematográficos) do século 21, se ele não tivesse abandonado a necessidade de construir tensão com o cuidado que ele costumava construir, e abraçado de vez a explicação detalhada de mitologia e o diálogo expositivo, ao invés de manter a "volúpia" do mistério que os outros dois filmes (e até mesmo alguns dos seus Giallos não sobrenaturais) criaram. Infelizmente, tudo isso datou demais o filme.
Dito isso, não é de todo ruim. Eu sou cadelinha de mistérios medianos com temática gótica e bruxesca. Algumas das sequências ainda carregam o brilhantismo da direção de Argento. É uma pena que ele não conseguiu recriar — teoricamente com mais recursos modernos disponíveis — a atmosfera visual intrigante e criativa que as obras de sua era de ouro carregam.
Mas enfim, terminei. Já posso ver o que Luca Guadagnino aprontou no seu remake de Suspiria.
Queria ter gostado, mas o filme é mó bagunça e eu não conseguia parar de rir em toda cena que tinha o macaco XD