Apesar de suia genialidade, de seu talento e de sua verve crítica, o diretor Marco Ferreri ousa pouco nesta adaptação da obra-prima de Platão, o que não é necessariamente um problema, já que o texto original (devidamente respeitado) é soberbo. Porém, senti falta das marcas registradas "bizarras" do diretor, que se manifestaram principalmente na metanarração que deslinda o evento do título. A direção, aqui, assemelha-se bastante aos filmes iniciais chanchadescos da fase espanhola do diretor, mas não é ruim. Só é estranha: ele acata o amor de forma submissa e consensual aqui - e não sadomasoquista quanto o fizera brilhantemente em obras anteriores. (WPC>)
Apesar de suia genialidade, de seu talento e de sua verve crítica, o diretor Marco Ferreri ousa pouco nesta adaptação da obra-prima de Platão, o que não é necessariamente um problema, já que o texto original (devidamente respeitado) é soberbo. Porém, senti falta das marcas registradas "bizarras" do diretor, que se manifestaram principalmente na metanarração que deslinda o evento do título. A direção, aqui, assemelha-se bastante aos filmes iniciais chanchadescos da fase espanhola do diretor, mas não é ruim. Só é estranha: ele acata o amor de forma submissa e consensual aqui - e não sadomasoquista quanto o fizera brilhantemente em obras anteriores. (WPC>)