Comentário à parte: curioso em saber o que prevaleceu: a visão/versão do diretor na história, a visão/baseada no roteiro/livro/história dela ou a realidade. Fora isso, Stacy e Garrel estão ótimos.
Eu gostei do filme. Gostei da metalinguagem e da fotografia que parece que é, de fato, um filme do Godard de 68. Mas antes de assistir tem-se que ter uma noção de que o filme não é uma homenagem à Godard e nem um documentário realista, é uma reconstituição da visão da ex esposa sobre o relacionamento deles, nessa época utilizando a linguagem criada pelo próprio Godard. Em um certo momento o próprio personagem se desmonta e diz "eu não sou o Godard, sou um ator que está interpretando o Godard", ali, em em outros pontos, o filme se afirma como um filme, uma ficção, exatamente como se fazia na Nouvelle Vague. Vi muita gente odiando ver Godard dessa forma, mas eu achei ótimo, achei um Godard mais humano, cheio de erros e acertos, longe do mito da fama que o prescendia e que talvez ele nem quisesse.
Enfim achei um filme tecnicamente excelente, uma reconstituição da linguagem da Nouvelle Vague de Godard milimetricamente estudada, deliciosa de ver. O personagem é irritante (confesso que as vezes pensei que estava vendo o Woody Allen ali), mas é legal ver essa releitura da realidade, essas desconstrução do cinema, dos movimentos sociais e suas hipocrisias. Sabemos a continuação do filme e posso ter quase certeza que Godard odiou profundamente esse filme.
"O Formidável" (2017) é um mergulho profundo na personalidade complexa de um ícone do cinema, Jean-Luc Godard. Sob a direção de Michel Hazanavicius, somos conduzidos por uma narrativa que desafia as convenções ao retratar não apenas o brilhantismo artístico, mas também as falhas humanas de Godard.
A história se desenrola durante a tumultuada produção de "A Chinesa", revelando os bastidores de um relacionamento apaixonado entre Godard e a jovem atriz Anne Wiazemsky. Hazanavicius não hesita em expor as nuances do egoísmo e da obsessão de Godard, desafiando a imagem idealizada que muitos têm do cineasta.
Através de uma abordagem corajosa, o filme nos confronta com questões filosóficas sobre a natureza da criatividade e do compromisso artístico. Godard, interpretado brilhantemente por Louis Garrel, emerge como uma figura profundamente humana, cujas contradições e lutas internas ressoam em todos nós.
A influência da Nouvelle Vague é evidente na estética visual e na narrativa não linear, enquanto Hazanavicius presta homenagem ao legado cinematográfico de Godard. No entanto, o filme transcende as convenções do biopic tradicional, oferecendo uma reflexão provocativa sobre a relação entre arte, política e identidade.
Ao mergulhar nas profundezas da psique de Godard, "O Formidável" nos convida a questionar nossas próprias noções de genialidade e redenção. É um lembrete oportuno de que por trás das figuras icônicas existem seres humanos complexos, com todas as suas falhas e contradições.
Em última análise, "O Formidável" é mais do que apenas um filme sobre Godard; é uma exploração multifacetada da condição humana e das complexidades do processo criativo. Uma obra que desafia, provoca e, acima de tudo, nos faz refletir sobre o significado da arte e do amor em um mundo em constante mudança.
"O Formidável" (2017) para mim foi uma experiência muito agradável, de fato bem divertida.
Como me pareceu pelos números que este filme nem foi tão visto assim - por exemplo, vejo que um filme como "Pobres Criaturas" (2023), foi muito visto, e que também é um filme muito bom. Mas se tanta gente viu "Pobres Criaturas" que é um filme arrojado, acredito que certamente vão se divertir com "O Formidável", que coloca a personalidade de Godard com todos seus aspectos, no meio do imenso turbilhão de mudanças e reinvidicações dos anos 60, à disposição do expectador /a. Este é um convite: Veja, que vai se divertir !! Abraços : )
Eu estava tentando assistir esse filme há muito tempo e finalmente encontrei na Mubi. Eu lidei com esse filme como se fosse uma ficção porque quem confiaria de ter sua história contada por um ex? Então, como ficcção, eu gostei muito!! Há muito da linguagem de Godard no filme e isso foi engraçado.
Comentário à parte: curioso em saber o que prevaleceu: a visão/versão do diretor na história, a visão/baseada no roteiro/livro/história dela ou a realidade. Fora isso, Stacy e Garrel estão ótimos.
Eu gostei do filme. Gostei da metalinguagem e da fotografia que parece que é, de fato, um filme do Godard de 68. Mas antes de assistir tem-se que ter uma noção de que o filme não é uma homenagem à Godard e nem um documentário realista, é uma reconstituição da visão da ex esposa sobre o relacionamento deles, nessa época utilizando a linguagem criada pelo próprio Godard. Em um certo momento o próprio personagem se desmonta e diz "eu não sou o Godard, sou um ator que está interpretando o Godard", ali, em em outros pontos, o filme se afirma como um filme, uma ficção, exatamente como se fazia na Nouvelle Vague. Vi muita gente odiando ver Godard dessa forma, mas eu achei ótimo, achei um Godard mais humano, cheio de erros e acertos, longe do mito da fama que o prescendia e que talvez ele nem quisesse.
Enfim achei um filme tecnicamente excelente, uma reconstituição da linguagem da Nouvelle Vague de Godard milimetricamente estudada, deliciosa de ver. O personagem é irritante (confesso que as vezes pensei que estava vendo o Woody Allen ali), mas é legal ver essa releitura da realidade, essas desconstrução do cinema, dos movimentos sociais e suas hipocrisias. Sabemos a continuação do filme e posso ter quase certeza que Godard odiou profundamente esse filme.
"O Formidável" (2017) é um mergulho profundo na personalidade complexa de um ícone do cinema, Jean-Luc Godard. Sob a direção de Michel Hazanavicius, somos conduzidos por uma narrativa que desafia as convenções ao retratar não apenas o brilhantismo artístico, mas também as falhas humanas de Godard.
A história se desenrola durante a tumultuada produção de "A Chinesa", revelando os bastidores de um relacionamento apaixonado entre Godard e a jovem atriz Anne Wiazemsky. Hazanavicius não hesita em expor as nuances do egoísmo e da obsessão de Godard, desafiando a imagem idealizada que muitos têm do cineasta.
Através de uma abordagem corajosa, o filme nos confronta com questões filosóficas sobre a natureza da criatividade e do compromisso artístico. Godard, interpretado brilhantemente por Louis Garrel, emerge como uma figura profundamente humana, cujas contradições e lutas internas ressoam em todos nós.
A influência da Nouvelle Vague é evidente na estética visual e na narrativa não linear, enquanto Hazanavicius presta homenagem ao legado cinematográfico de Godard. No entanto, o filme transcende as convenções do biopic tradicional, oferecendo uma reflexão provocativa sobre a relação entre arte, política e identidade.
Ao mergulhar nas profundezas da psique de Godard, "O Formidável" nos convida a questionar nossas próprias noções de genialidade e redenção. É um lembrete oportuno de que por trás das figuras icônicas existem seres humanos complexos, com todas as suas falhas e contradições.
Em última análise, "O Formidável" é mais do que apenas um filme sobre Godard; é uma exploração multifacetada da condição humana e das complexidades do processo criativo. Uma obra que desafia, provoca e, acima de tudo, nos faz refletir sobre o significado da arte e do amor em um mundo em constante mudança.
"O Formidável" (2017) para mim foi uma experiência muito agradável, de fato bem divertida.
Como me pareceu pelos números que este filme nem foi tão visto assim - por exemplo, vejo que um filme como "Pobres Criaturas" (2023), foi muito visto, e que também é um filme muito bom. Mas se tanta gente viu "Pobres Criaturas" que é um filme arrojado, acredito que certamente vão se divertir com "O Formidável", que coloca a personalidade de Godard com todos seus aspectos, no meio do imenso turbilhão de mudanças e reinvidicações dos anos 60, à disposição do expectador /a.
Este é um convite: Veja, que vai se divertir !! Abraços : )
Eu estava tentando assistir esse filme há muito tempo e finalmente encontrei na Mubi.
Eu lidei com esse filme como se fosse uma ficção porque quem confiaria de ter sua história contada por um ex? Então, como ficcção, eu gostei muito!! Há muito da linguagem de Godard no filme e isso foi engraçado.