Ari (Mikko Nousianinen) é um jovem médico que faz muito sucesso entre as mulheres. Porém, ele próprio não consegue se apaixonar por ninguém. A bela e paciente Tiina (Laura Malmivaara) faz tudo o que está a seu alcance para tentar transformar Ari no “marido ideal”, mas o rapaz, insensível, só consegue se relacionar com as mulheres pelo puro prazer sexual. A situação entre os dois piora quando Tiina convida Ari para passar o verão com um grupo de amigos dela.
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O filme é bom. Vale pelos personagens complexos e principalmente pela excelente trilha sonora.
Podem falar o que quiserem, mas pelo menos ele sempre foi sincero com elas, deixando claro que era só sexo, e nada mais. Nota 7,0. 2*
Ai RIDÍCULO ele ficar com
a sacerdote
péssimos personagens
Até hoje nunca assisti um filme finlandês que fosse ruim, sempre sai de lá filmes muito interessantes. O Insaciável (Levottmat) – 2000, de tão bom que é eu tive que tecer alguns comentários sobre essa obra.
Ari (Mikko Nousiainen) é um jovem médico que aparentemente gosta da sua vida de solteiro, sempre rodeado de belas mulheres. Num dia trivial de calor conhece a musa, lindíssima e encantadora Tiina (Laura Malmivaara) com quem inicia um affair com um grande prazer perverso, só que para ele sem compromisso algum.
Tiina é muito apaixonada, e tenta fazer de tudo para que ele se entregue mais e comece a corresponder o amor que ela lhe proporciona.
O filme é retrato fiel de muitos jovens, que sempre estão com busca incessante pelo prazer, Tiina quer que ele se torne um parceiro estável, até apresenta o médico com muito orgulho para o seu rol de amigos, mas até ali o galanteador Ari se prolifera, e com desenvolver da trama, acaba até se envolvendo com as suas amigas. Ele é indiferente a qualquer coisa, até certo ponto, muito frio e calculista.
Dizem que alguns filmes caem para nós como uma luva, expressando fielmente alguns momentos da nossa vida, ou alguns sentimentos, vergonhosamente confesso que tenho muito em comum com o protagonista desse filme. Um romance inteligente, com uma acentuada carga erótica, roteiro e elenco de boa qualidade, excelente atrizes.
O filme começa com um desabafo do Ari: “Quando comecei a faculdade de medicina, fiz uma lista dos meus sonhos: muitas crianças, uma casa na praia, paz mundial, família, um emprego que valesse a pena e uma mulher para poder amar. Alguns sonhos se tornaram realidade, outros não”.
Parafraseando um pouco com o Nietzsche, muitas vezes algumas pessoas nos roubam a solidão sem nos oferecer companhia, e era mais ou menos assim que o jovem Ari se sentia, que a sua vida estava vazia, sem sentido algum. Sempre teve medo de se apaixonar, de ficar vulnerável, de se entregar para alguém, como dizem “sentir borboletas no estômago”.
Creio que para amar temos que ter coragem, e normalmente somos bem covardes, nós homens, muitas vezes, agimos assim, ainda mais quando a oferta e a demanda de belas mulheres é alta, mais conhecido por nós como “maré alta!”
O diretor Aki Louhimies desponta como um dos cineastas mais promissores da nova geração do cinema finlandês. Originário da televisão, onde rodou inúmeros seriados, ele estreou na direção de longas-metragens com O Insaciável.
Trailer do filme
http://www.youtube.com/watch?v=bFcfwMJnYdk