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26 Junho 2018Lia, a nova minissérie bíblica da Record, contará a histórias das esposas de Jacó.
Lia foi mãe de Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom e Diná, que formaram 6 das 12 Tribos de Israel. Ela disputou com a irmã, Raquel, o amor de Jacó. A moça enfrentou muitas dificuldades na vida, mas sempre demonstrou fé em Deus para vencer os obstáculos.
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Lia foi uma ótima minissérie. Ela fala da história de Jacó que amanhece com Lia na cama. Labão disse no DVD de Jacó: "Seria muito grave pela tradição ter Raquel casada antes de Lia."
Na série "José do Egito", Lia é a vilã e Raquel é a vítima. Já nessa série, Lia é a injustiçada, enquanto, Raquel é a fútil que se aproveita do amor de Jacó.
Achei super interessante a ideia de trazer o ponto de vista de uma personagem esquecida. De fato, a Bíblia, a principal fonte de informações sobre a história, trata Lia como uma vilã e Raquel como a heroína da história de amor de Jacó. Agora, não é porque a Bíblia é o livro sagrado do Cristianismo que ela também não tenha sido escrita a partir de um ponto de vista. E o ponto de vista bíblico é o de Jacó, neto de Abraão, e de José, que virá a ser o protagonista da história que se segue à de Jacó. E para José ser valorizado, seria preciso ressaltar a importância do casamento de Jacó com Raquel. Acontece que nesse meio tempo, ninguém pensa em Lia, ninguém se pergunta o que ela sentia, se ela realmente era uma pessoa má, se ela sofria ou não com o desprezo de um homem que, independente de qualquer coisa, era seu marido. Então creio ser super válida essa iniciativa da Record de trazer um outro olhar. Agora, se está sendo bem executada, aí não sou capaz de opinar, pois não dá para agradar a todos.
Seria legal uma trama sobre Esaú, o irmão que foi enganado por Jacó.
"Lia" é uma boa produção da Record.
A Record resolveu produzir "Lia", que tem apenas 15 capítulos, servindo como uma minissérie. A trama escrita por Paula Richard e dirigida por Juan Pablo Pires, a trama conta a vida da bondosa Lia (Bruna Pazinato), jovem batalhadora que nunca deixou de acreditar no amor, mesmo diante de todos os percalços.
É a primeira história bíblica da emissora vista sob o ponto de vista de uma mulher, embora se passe 2000 anos antes de Cristo.
A protagonista cresceu cuidando da irmã Raquel (Graziela Schmitt), desde a morte da mãe, e sofreu várias humilhações da madrasta Laila (Suzana Alves). Lia se apaixona por Jacó (Felipe Cardoso), acontece que o rapaz só tem olhos para sua irmã, que só se preocupa com riquezas e ama seduzir homens. Ainda sim, Raquel cede aos cortejos de Jacó somente para fazer a irmã sofrer e a relação das duas fica cada vez mais conturbada.
O homem, então, faz um acordo com o pai das moças, Labão (Theo Becker), para trabalhar sete anos em troca da mão de Raquel. Acontece que, no dia do casamento, sete anos depois, Jacó descobre que a mulher dada pelo pai em matrimônio é Lia, logo após a protagonista retirar o véu que cobria seu rosto.
Labão afirma que a tradição é a filha mais velha se casar primeiro, e depois propõe mais sete anos de trabalho para se casar com a outra. Obcecado pela sensualidade de Raquel, Jacó aceita e acaba se casando com as duas irmãs. Lia sofre com o constante desprezo do marido, enquanto a sua irmã exige cada vez mais regalias e presentes em troca de pequenos gestos de carinho com o esposo, que faz todas suas vontades. Jacó ainda se envolve com as duas serviçais da casa: Bila (Cacá Ottoni) e Zilpa (Thais Muller). Para culminar, o homem só demonstra amor pelo único filho que tem com Raquel: José (Bruno Peixoto). Já os filhos que Lia teve com o marido ----- Rubem (Leandro Lima), Simeão (Brenno Leone), Levi (Maurício Pitanga) Judá (Bru Malucelli), Issacar (Marcus Bessa) e Zebulom (Igor Fernandez) ----- são ignorados por ele, com exceção de Diná (Júlia Magessi), a única mulher.
O primeiro capítulo explorou a vida de Lia na família
, que perdeu a mãe e precisou lidar com o desprezo da madrasta. Ao longo dos anos, Lia até consegue ganhar um certo carinho de Laila, embora sua relação com a irmã siga péssima.
Aliás, a passagem de tempo deixou o contexto pouco crível em se tratando das idades. Theo Becker e Suzana Alves não passaram por um processo de envelhecimento e ver o ator pai de Graziella e Bruna, por exemplo, é surreal. Ainda sim, deixando essa questão um pouco de lado, a história vem sendo bem desdobrada pela autora. Pena que várias cenas sejam narradas pela protagonista, o que acaba cansando. Não precisava.
Já o segundo capítulo começou a focar no enredo
em torno de Jacó e na rivalidade entre as irmãs, que chegam a trocar tapas.
O intuito do enredo é mostrar a batalha de Lia para conquistar seu marido e provar que é a mulher certa para ele. Ou seja, um contexto inadmissível hoje em dia, ainda mais diante de todas as humilhações sofridas por ela. É um romance que não desperta qualquer tipo de torcida. Portanto, a propaganda feita pela Record nos programas da emissora, tentando vender uma "produção com temais atuais e carregada de "força feminina" é irreal. Até porque nem poderia ser diferente em uma história bíblica. Então, o telespectador tem que acompanhar a trama sem esperar personagens 'à frente do tempo', como costuma ocorrer em algumas produções de época da televisão, por exemplo. E isso não é uma crítica ou um elogio, é apenas uma constatação.
"Lia" é uma boa produção da Record. É uma minissérie até simples, cuja história consegue despertar a atenção de quem aprecia o gênero.
Gostei muito da série. As atuações foram boas e o enrendo muito bem escrito. A fotografia da série estava exuberante! Assistam!
A minissérie é muito boa, as atuações até que não foram ruins. O que me incomodou, é que a Lia apesar do envelhecimento, continuou com a pele lisinha. A Record não sabe lidar com a passagem de tempo.