Olivia (Isabel Sandoval) é uma mulher transexual filipina que trabalha nos Estados Unidos como cuidadora de Olga (Lynn Cohen). No entanto, a falta de documentos para permanecer no país faz com que ela se envolva com Alex (Eamon Farren) em busca da cidadania americana.
Pelo trailer, sei lá porque, eu tive uma ideia de que seria um filme sobre uma mulher trans recém migrante tentando se adequar a uma nova realidade, e vivendo um amor com dilemas da família e masculinidade do tal carinha, mas não é....
É sobre ser uma mulher trans imigrante sem documentos tentando sobreviver num lugar como o EUA que é hostil à imigrantes e pessoas trans, o romance é só adendo se for parar pra pensar, um conflito pra trama. Em nenhum momento na historia ela é espezinhada, claro ser uma pessoa trans não tem como descartar as violências diárias, mas é como eu costumo dizer "trans vivendo a vida" com dilemas e experiências boas ou ruins.
Assisti esse filme nesses dias em o ICE está torando nos EUA como nunca, mas não fazia ideia que no primeiro mandato já estava assim, ou será que sempre foi assim e eu não sabia? Imagina ser o que o Trump mais ataca, imigrante e pessoa tran? Alias não qualquer imigrante, um bom paralelo é quando vemos que a idosa que ela cuida é uma mulher branca que imigrou também em algum momento do passado e parece ter mais direito naquela terra como se fosse nativo de lá, todos são imigrantes naquela terra
O personagem do Alex é bem interessante, errante na vida, instável, deslocado, passional
O final foi o mais sensato e maduro possível, incrível como Isabel Sandoval dirigiu, escreveu, produziu, atuou e editou, na garra como todos filipinos são
Muito interessante dentro da sua simplicidade, gostei muito.
Tava achando qualquer coisa, mas aí veio os minutos finais, veio a cena da dança... eu não tava preparado. É lindo.
Poderia ser menos muxoxo.
poderia ser melhor , faltou ousadia e um desfecho mais bem elaborado .