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Data de lançamento
14 Set. 2018Duração
Em 1892, na Era Vitoriana, Lizzie Borden (Chloë Sevigny) é uma mulher muito mais complexa e provocante do que a maioria das moças de sua época. Íntima de sua empregada irlandesa, Bridget Sullivan (Kristen Stewart), a jovem tem um lado aterrorizante desconhecido, mas quando um duplo homicídio acontece na família, ela é a primeira suspeita.
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Se há algo que Lizzie (2018) não tenta ser, é um grande mistério. Desde o primeiro minuto, já suspeitamos quem empunhou o machado, restando ao filme a missão de tornar essa jornada irresistível. Mas enquanto a lâmina desce com precisão cirúrgica, o roteiro se debate sem a mesma firmeza, oscilando entre o thriller psicológico, o drama de época e um romance que tenta ser transgressor, mas mal tem tempo de esquentar.
Lizzie Borden (Chloë Sevigny) vive em guerra aberta com seu pai, um aristocrata que parece ter feito curso avançado em tirania doméstica. Ele controla sua herança, ignora suas vontades e, de quebra, ainda vê na empregada Bridget (Kristen Stewart) um passatempo pessoal. É nesse ambiente que Lizzie e Bridget se aproximam, em uma relação que o filme vende como o coração da história, mas que se desenvolve mais por necessidade de roteiro do que por pulsão genuína. O problema? Bridget não passa de uma testemunha do caos, sem espaço para ser algo além da coadjuvante de um crime anunciado. E os outros personagens? Nem isso.
A estrutura da narrativa arrasta o espectador em um suspense que não chega a ser suspense, apenas um inevitável acúmulo de rancor até a explosão final – literalmente. O filme gasta seu tempo preparando o terreno para o golpe, mas quando ele acontece, percebe-se que a protagonista, supostamente complexa, é mais mimada do que brilhante, e sua grande jogada não é exatamente fruto de um intelecto afiado. O tribunal, que poderia ser um espetáculo de tensão, mal merece uma cena digna. Afinal, já chegamos ao destino, por que gastar mais tempo?
Com uma direção que aposta na frieza, Lizzie é um daqueles filmes que parece estar o tempo todo prestes a dizer algo profundo, mas se limitam a um olhar intenso e uma atmosfera calculadamente sombria. A violência chega sem censura, o romance está lá para cumprir tabela, mas falta aquele fio narrativo que amarre tudo com convicção. No fim, é um filme que, ironicamente, segura mais a lâmina do que deveria. O machado poderia ter cortado muito mais fundo.
Tem drama e tensão salpicados ao longo de uma narrativa que nem sempre entrega a dinâmica necessária para uma construção de clímax, mas que funciona enquanto uma boa adaptação de fatos.
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Kristen Stewart é linda! É um bom filme!
Kristen, se algum dia te critiquei me desculpe, eu não estava em meu perfeito juízo. Mulher perfeita da porra <3
O filme é bem realista e bem dirigido. Mas faltou intensidade dramática.