Wolfen (1981) começa muito bem, com uma boa premissa e uma tensão crescente muito bem construída. A fotografia é muito boa também, principalmente nas cenas diurnas da cidade de Nova York, que dão ao filme uma atmosfera urbana forte e consistente. A presença de Gregory Hines é muito boa, e seu personagem é um ponto alto do filme;
inclusive, sua morte deixa uma lacuna que enfraquece o restante da narrativa, já que o filme perde muito com sua saída de cena.
Agora, negativamente, a explicação bem vaga e mais mitológica das criaturas — que, segundo eles, não são lobos, mas “wolfen” — acaba não funcionando. Eles insistem nessa distinção, mas não há diferença perceptível em relação a lobos ou cães, e as explicações sobre sua origem ficam vagas e muito teóricas, o que ao meu ver foi bem fraco. Outro detalhe que me tirou da imersão é o Dewey usar um cabelo grande daquele sendo policial, algo bem fora da realidade. Já Diane Venora, como Rebecca Neff, para mim foi bem fraca e quase uma nulidade dentro da história.
Eu comecei sem muita expectativa, mas ela se elevou com o bom começo: uma tensão crescente muito boa, excelentes imagens de Nova York principalmente de dia e uma fotografia realmente caprichada. Porém, o desenrolar da história e a falta de solidez no roteiro acabaram me decepcionando. O filme parece construir algo grandioso, mas não consegue entregar uma explicação satisfatória nem um clímax à altura da atmosfera criada.
No fim, Wolfen é uma obra que tinha elementos para ser muito mais impactante, mas se perde em conceitos mal explorados e escolhas narrativas frágeis, deixando a sensação de potencial desperdiçado.
Uma idéia boa perdida numa má condução directiva e um roteiro perdido. Lembro vagamente de LOBOS ter sido exibido na TV aberta (o que com certeza não me marcou muito). Os efeitos da visão do lobo me incomoda bastante, de modo que, o ataque dos bichos consegue ser a melhor coisa do filme concatenado com a boa construção de suspense. Mas o elenco (que não está bem) foi desperdiçado. Definitivamente, Albert Finney não convence em seu papel. Gregory Hines está perdido. E nem a beleza de Diane Venora consegue atrair. Um desperdício roteirístico e directiva que, em mãos melhores poderia ser um filmaço.
"Wolfen" combina elementos de um filme de terror com um thriller dramático de mistério e crime. Quando se trata dos elementos de terror, este filme faz um bom trabalho. É propriamente sangrento quando membros são cortados, gargantas são arrancadas e pessoas são decapitadas regularmente. É no aspecto do mistério que este filme realmente fica aquém. A história não é nada convincente. Os efeitos de visão do lobo são irritantes, a atuação é dura, os estereótipos são desenfreados, há uma cena de sexo realmente bizarra que é totalmente inconsequente e o ritmo é atroz. Mesmo com tudo isso esperava uma resolução interessante e com uma criatura parecida com um lobo, mas tudo o que obtive foi decepção combinada com uma mensagem sobre o desrespeito do homem pelo mundo natural. Duas estrelas pela fotografia e pelas aparências assustadoras dos lobos.
Wolfen (1981) começa muito bem, com uma boa premissa e uma tensão crescente muito bem construída. A fotografia é muito boa também, principalmente nas cenas diurnas da cidade de Nova York, que dão ao filme uma atmosfera urbana forte e consistente. A presença de Gregory Hines é muito boa, e seu personagem é um ponto alto do filme;
inclusive, sua morte deixa uma lacuna que enfraquece o restante da narrativa, já que o filme perde muito com sua saída de cena.
Agora, negativamente, a explicação bem vaga e mais mitológica das criaturas — que, segundo eles, não são lobos, mas “wolfen” — acaba não funcionando. Eles insistem nessa distinção, mas não há diferença perceptível em relação a lobos ou cães, e as explicações sobre sua origem ficam vagas e muito teóricas, o que ao meu ver foi bem fraco. Outro detalhe que me tirou da imersão é o Dewey usar um cabelo grande daquele sendo policial, algo bem fora da realidade. Já Diane Venora, como Rebecca Neff, para mim foi bem fraca e quase uma nulidade dentro da história.
Eu comecei sem muita expectativa, mas ela se elevou com o bom começo: uma tensão crescente muito boa, excelentes imagens de Nova York principalmente de dia e uma fotografia realmente caprichada. Porém, o desenrolar da história e a falta de solidez no roteiro acabaram me decepcionando. O filme parece construir algo grandioso, mas não consegue entregar uma explicação satisfatória nem um clímax à altura da atmosfera criada.
No fim, Wolfen é uma obra que tinha elementos para ser muito mais impactante, mas se perde em conceitos mal explorados e escolhas narrativas frágeis, deixando a sensação de potencial desperdiçado.
Assistido em 25/11/2025
Uma idéia boa perdida numa má condução directiva e um roteiro perdido. Lembro vagamente de LOBOS ter sido exibido na TV aberta (o que com certeza não me marcou muito). Os efeitos da visão do lobo me incomoda bastante, de modo que, o ataque dos bichos consegue ser a melhor coisa do filme concatenado com a boa construção de suspense. Mas o elenco (que não está bem) foi desperdiçado. Definitivamente, Albert Finney não convence em seu papel. Gregory Hines está perdido. E nem a beleza de Diane Venora consegue atrair. Um desperdício roteirístico e directiva que, em mãos melhores poderia ser um filmaço.
Sem atrativos.
"Wolfen" combina elementos de um filme de terror com um thriller dramático de mistério e crime. Quando se trata dos elementos de terror, este filme faz um bom trabalho. É propriamente sangrento quando membros são cortados, gargantas são arrancadas e pessoas são decapitadas regularmente. É no aspecto do mistério que este filme realmente fica aquém. A história não é nada convincente. Os efeitos de visão do lobo são irritantes, a atuação é dura, os estereótipos são desenfreados, há uma cena de sexo realmente bizarra que é totalmente inconsequente e o ritmo é atroz. Mesmo com tudo isso esperava uma resolução interessante e com uma criatura parecida com um lobo, mas tudo o que obtive foi decepção combinada com uma mensagem sobre o desrespeito do homem pelo mundo natural. Duas estrelas pela fotografia e pelas aparências assustadoras dos lobos.
Filme muito parado. Achei fraco.