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9 Ago. 2017Duração
Após enterrar sua mãe falecida, o jovem Zino, de 27 anos, descobriu um grande mistério sobre seu passado. Filho de imigrantes argelinos, ele sempre acreditou que seu pai, Farid, quem não vê há 20 anos, abandonou ele e sua mãe e voltou para a Argélia. Agora, inesperadamente, ele recebe a notícia de que o pai nunca voltou para o seu país natal e, para completar, nunca se divorciou da mãe.
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O filme Francês começa muito bem, mas o roteiro em seus últimos momentos, tenta deixar tudo resolvido rápido e isso enfraquece a história.
A distribuidora Imovision, fundada no Brasil em 1987, foi uma das porta-vozes em trazer aos cinemas do nosso país fitas de arte francesas numa época em que o cinema americano dominava. A partir da metade dos anos 2000, investiu em lançamentos de filmes de outros países não só nos cinemas como também em DVD e bluray para os colecionadores, o que faz muito bem até hoje! E todos os lançamentos da Imovision pertencem ao circuito independente, quase não vemos esses filmes em TV aberta ou no streaming. Em 2021, no auge da pandemia, a distribuidora, para concorrer com diversos streaming que se popularizam no período, lançou sua plataforma online, de assinatura, o “Reserva Imovision”, em parceria com o Reserva Cultural, louvável cinema de rua de São Paulo que ainda resiste e é mantido pelo grupo da Imovision. Explico tudo isso por dois motivos: o filme que comentarei, “Lola Pater” (2017), está tanto no Reserva Imovision para quem quiser assisti-lo (é necessário assinar um plano) quanto disponível em DVD – há milhares de colecionadores de DVDs e Blurays no Brasil (eu sou um deles), e a Imovision não desistiu da mídia física, o que é extremamente positivo!
Não vi “Lola Pater” no cinema, pude conferir o filme somente agora, em DVD. E é uma das grandes produções franco-belgas dos últimos anos. Que história bonita, delicada e humana, com sabor de Almodóvar!
Escrito e dirigido pelo francês descendente de marroquinos Nadir Moknèche, de “Goodbye Morocco” (2012), conta com uma das mais belas interpretações de Fanny Ardant, estrela do cinema francês nos anos de 1980 e 1990, de “A mulher do lado” (1981) e “De repente num domingo” (1983). Com 68 anos à época, ela se desafia num personagem original, cheio de camadas, entregando um papel emocionante e sensível como uma mulher trans (o filme causou falatório na França por não terem convidado uma atriz trans, e hoje o cinema é mais criterioso nas escolhas do elenco pensando na diversidade sexual e na inclusão). No passado, Lola era Farid, um homem de origem argelina, que teve um filho e o abandonou, retornando à terra natal. Nunca mais teve contato com a família e mudou de sexo e identidade, chamando-se Lola, que atualmente trabalha como professora de dança. O filho, Zino, de 27 anos, marca então um encontro com ela para discutirem uma herança e resolverem pontos que ficaram abertos.
Exibido no Festival de Locarno, o filme é bem simples na forma, trata de reconciliação, e o ator Tewfik Jallab, de “A marcha” (2013), que interpreta Zino, tem um bom desempenho como um jovem dividido entre momentos de dor, frustração, alegria e alívio. Jallab e Fanny complementam um ao outro, tornando o resultado do filme eficiente e ao mesmo tempo surpreendente.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Ficou muito na superficie, mas foi bom.
Arrastado demais!
O filme é arrastado e força dramas e clichês.