O filme mostra a juventude do espanhol Lope de Vega, um dos maiores dramaturgos e poetas de todos os tempos, autor de obras como "Amarílis" e "La Arcádia".
Procrastinei este filme por muito tempo, pois, além de não conhecer devidamente o personagem real (erro meu), suspeitava desse apelo romântico na sinopse. Entretanto, o filme é muito agradável de ser visto: se mantivesse o tom da primeira hora, seria um ótimo filme, visto que o elenco está ótimo (muitos aplausos para o belo e pouco conhecido Alberto Ammann), a trilha musical é linda (a canção final do Jorge Drexler, idem), a reconstituição de época é primorosa e a importância do biografado é capital (sim, já estou pesquisando mais sobre ele!). Se, no começo, o filme descreve muito bem a conjuntura espanhola no século XVI, na segunda metade, o ritmo cai, quando o roteiro adere a um lenga-lenga passional um tanto anacrônico. Os eventos finais soam muito apressados, de maneira que aquele poema sobre a pujança do amor soou-me um tanto forçado (da maneira como foi recitado), apesar de lindo. Gostei de ver o Selton Mello em cena, falando espanhol, e não reconheci a Sonia Braga de imediato, mas gostei muito de reencontrar Luis Tosar, Antonio de la Torre, Leonor Watling e tantos atores ibéricos que aprecio. Não deveria ter adiado tanto esta sessão: é um filme muito bom! (WPC>)
Filme que em termos nacionais pode ser considerado uma mega produção. Todo valor de produção aqui, desde figurinos, cenários e reconstituição de época, é maravilhoso. O filme também conta com boas atuações e uma direção inspirada na maioria das vezes, entretanto a narrativa, a meu ver, se precipita na utilização de alguns clichês românticos, o que deixa um filme com um leve tom de novela (talvez fosse até a intenção). Boa obra nacional e que deve ser vista, principalmente por quem acha que nosso cinema se restringe apenas a comédias idiotas.
Um filme nacional junto com a Espanha que conta a vida de Lope de Vega, o filme tem uma fotografia belíssima, todos os atores estão muito bem e a história é muito interessante, esse filme tem que ser prestigiado.
Bom ver filmes que resgatam a vida de outros espanhóis que contribuíram nessa questão artística e social. Lope foi tão bom e avançado do ponto de vista das obras como o próprio Cervantes, só não foi melhor em vida por carregar os preconceitos fortes de sua época. No fim das contas é um filme bem cultural, além do mais, é bem interessante saber que antes, o cômico e trágico eram algo bem distintos, e como Lope consegui transformar esse teatro elitizado e fazer teatro mais alegre, para o povo. Gostei!
creer que un cielo en un infierno cabe, dar la vida y el alma a un desengaño; esto es amor, quien lo probó lo sabe.
Procrastinei este filme por muito tempo, pois, além de não conhecer devidamente o personagem real (erro meu), suspeitava desse apelo romântico na sinopse. Entretanto, o filme é muito agradável de ser visto: se mantivesse o tom da primeira hora, seria um ótimo filme, visto que o elenco está ótimo (muitos aplausos para o belo e pouco conhecido Alberto Ammann), a trilha musical é linda (a canção final do Jorge Drexler, idem), a reconstituição de época é primorosa e a importância do biografado é capital (sim, já estou pesquisando mais sobre ele!). Se, no começo, o filme descreve muito bem a conjuntura espanhola no século XVI, na segunda metade, o ritmo cai, quando o roteiro adere a um lenga-lenga passional um tanto anacrônico. Os eventos finais soam muito apressados, de maneira que aquele poema sobre a pujança do amor soou-me um tanto forçado (da maneira como foi recitado), apesar de lindo. Gostei de ver o Selton Mello em cena, falando espanhol, e não reconheci a Sonia Braga de imediato, mas gostei muito de reencontrar Luis Tosar, Antonio de la Torre, Leonor Watling e tantos atores ibéricos que aprecio. Não deveria ter adiado tanto esta sessão: é um filme muito bom! (WPC>)
Bom filme, os valores de produção são notáveis, o elenco também está muito bem. Só não dou uma nota maior porque esse Lope é um cafajeste...
Com certeza deve ter trocado Isabel por oura, na primeira oportunidade que teve. Ou vocês acham que esses 13 filhos que ele teve foi só com ela?
Filme que em termos nacionais pode ser considerado uma mega produção. Todo valor de produção aqui, desde figurinos, cenários e reconstituição de época, é maravilhoso. O filme também conta com boas atuações e uma direção inspirada na maioria das vezes, entretanto a narrativa, a meu ver, se precipita na utilização de alguns clichês românticos, o que deixa um filme com um leve tom de novela (talvez fosse até a intenção).
Boa obra nacional e que deve ser vista, principalmente por quem acha que nosso cinema se restringe apenas a comédias idiotas.
Um filme nacional junto com a Espanha que conta a vida de Lope de Vega, o filme tem uma fotografia belíssima, todos os atores estão muito bem e a história é muito interessante, esse filme tem que ser prestigiado.
Bom ver filmes que resgatam a vida de outros espanhóis que contribuíram nessa questão artística e social. Lope foi tão bom e avançado do ponto de vista das obras como o próprio Cervantes, só não foi melhor em vida por carregar os preconceitos fortes de sua época. No fim das contas é um filme bem cultural, além do mais, é bem interessante saber que antes, o cômico e trágico eram algo bem distintos, e como Lope consegui transformar esse teatro elitizado e fazer teatro mais alegre, para o povo. Gostei!
creer que un cielo en un infierno cabe,
dar la vida y el alma a un desengaño;
esto es amor, quien lo probó lo sabe.
Gracias, Lope :)