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Uma comédia/drama sobre uma professora de filosofia negra americana e seu marido artista infiel e insensível, que estão tendo uma crise conjugal. Quando a esposa sai em uma jornada quase inacreditável para encontrar êxtase, seu marido é obrigado a vê-la sob um novo ponto de vista.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Não conhecia nada sobre este filme. Pesquisei e não achei, mas percebi que ele era benquisto por amigos exigentes. Adentrei a sessão com expectativas relativamente elevadas, portanto: tratava-se do trabalho de uma diretora negra, numa época em que as questões identitárias não eram valorizadas. Achei o início um tanto 'camp', por motivos compreensíveis, relacionados às dificuldades de financiamento e produção, mas o delineamento dos dois personagens centrais impressionou-me: de um lado, a professora intelectualmente austera, que progride em direção à aceitação dos valores empoderados da 'blaxploitation'; do outro, seu marido machista, idealizando valores pretensamente não-representativos em Arte. De repente, a confluência, que carece da adesão de certo humor, reiterado pela trilha musical. Há exageros e mudanças de tom, mas também (e sobretudo) muita sinceridade na encenação, na composição moral, na conversão feminista, com vistas à emancipação da protagonista. Um filme sobre conflitos dialógicos, com vistas à auto-descoberta, mediante metalinguagem de caráter filosófico. Uma descoberta impressionante, portanto: pena que a diretora faleceu tão cedo... (WPC>)
Gostei do filme, ele é bem simples e direto!
“Sempre esqueço que você não pode dançar”
A história é sobre uma professora de filosofia e pesquisadora afro-americana, que é casada com um artista de personalidade muito diferente do que a sua. Ele é mais criativo, prefere seguir o seu instinto e etc... Enquanto ela, é mais lógica e racional. Ela está trabalhando numa pesquisa sobre o êxtase na arte e na religião, embora não tenha ainda vivenciado isso na sua vida... Diferentemente do seu marido. Então, inicia uma jornada de autoconhecimento, onde a protagonista procura se conhecer melhor e ter diferentes experiências em sua vida. Porém, o marido não aceita. É daí que surge uma crise conjugal...
É um retrato cheio de nuances sobre uma mulher negra nesse respectivo contexto. Não tem estereotípico. É simplesmente um drama da vida (não deixando de lado as questões raciais e também de gênero), repleto de conversas e etc... Isso tudo conduzido por uma diretora afro-americana muito perspicaz.
Precisa ser conhecido. Ótimo filme.