Dirigido por
Data de lançamento
5 Fev. 2016Duração
Um jovem e ambicioso advogado (Josh Duhamel) assume um grande caso contra um poderoso e corrupto executivo (Anthony Hopkins) de uma extensa companhia farmacêutica e seu principal sócio (Al Pacino). Quando o caso toma direções perigosas, ele se vê envolvido com chantagens e corrupção, tendo que descobrir a verdade antes que perca tudo.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
"É melhor ir longe demais do que não ir longe o bastante."
MISCONDUCT
Diretor: Shintaro Shimosawa
Ano: 2016
Assistido em: 16/06/2024
Eu fico simplesmente sem palavras com o quanto algumas pessoas conseguem desperdiçar as oportunidades que a vida lhes dá. Alguns diretores recebem bons orçamentos, um elenco estelar e eles têm apenas uma única missão: fazer um filme decente! Mas muitos nem isso são capazes de fazer. Misconduct é um bom exemplo disso, tinha tudo para ser bom, mas a ineficiência do roteiro e da direção criaram um verdadeiro fiasco.
Ben Cahill é um ambicioso advogado que assume um caso contra o poderoso CEO da Arthur Pharmaceutical, Arthur Denning. O problema é que a namorada de Arthur, é ex de Ben, e o procura com provas contra o magnata. Ben logo se verá envolvido em um jogo perigoso de chantagem e corrupção.
A história não tem um pingo de originalidade, não há nada aqui que já não tenhamos visto incontáveis vezes no Supercine sábado a noite. É a história do homem honesto envolvido em uma conspiração de gente muito poderosa, que se envolve com uma femme fatale, e que é arrastando para uma imensa confusão que o coloca na mira da polícia, enfim, podemos resumir centenas, talvez milhares de produções com essa mesma base, mas o diferencial desse aqui é que todos os personagens são horríveis, não são bem desenvolvidos ou muito menos interessantes para o público.
Josh Duhamel não é o que podemos chamar de grande astro, mas ele consegue desempenhar o mínimo se lhe oferecerem o suficiente para trabalhar. O diretor Shintaro Shimosawa ainda tinha nas mãos nomes como Anthony Hopkins e Al Pacino, e mesmo assim conseguiu fazer um fininho insosso e mequetrefe. Compondo o grupo dos que estão passando vergonha temos Julia Stiles e Alice Eve, resumindo, um elenco desses na mão de um bom diretor e com um roteirista competente, fariam um senhor filme, mas volto a repetir, esse aqui não foi o caso.
Misconduct é terrivelmente monótono e sem graça, é um thriller que não desperta o interesse do público e não nos deixa ansiosos para ver o que vai acontecer. Enfim é um filme gelado que quando chega ao terceiro ato e finalmente vemos os mistérios sendo desvendados, a cada revelação, a cada plot twists a história ia ficando mais chata, enfadonha e decepcionante em todos os sentidos. Em suma, esse aqui é um projeto totalmente esquecível, que assim que começam a subir os créditos já sumiu da cabeça do espectador, foi uma verdadeira tristeza acompanhar isso por quase duas horas, infelizmente, um tempo perdido que jamais iremos recuperar.
A premissa, apesar de nada inventiva, é interessante. Entretanto, tudo é muito mal desenvolvido. O roteiro se apoia em uma conjunção de clichês que denunciam a trama inúmeras vezes, no subdesenvolvimento dos personagens, suas relações e suas motivações, e, na tentativa derradeira e desesperada de encorpar a história com plot twists ineficazes. As atuações deixam a desejar, uma vez que o tempo de tela é pequeno para tantos personagens que têm (ou deveriam ter) relevância. A atmosfera tensa que poderia advir de uma sequência de escolhas erradas e más condutas não é estabelecida, o que provê um sentimento incessante de que algo está faltando, e de que as peças, são encaixadas à força. Enfim, mais um exemplo de que nem tudo que pode ser bom, bom será.
Estrelas previsíveis. Não empolgou. 01/11/2022
Um bom elenco com boas atuações mas o enredo ficou confuso, mal editado, e muito lento o que atrapalha o entendimento e deixa a gente com tédio. Sei lá, achei o enredo previsível e chato. ZZzzz