"Madame Sinistra", um quase desconhecido thriller setentista, na realidade foi um piloto de uma série não realizada. Estreou na ABC e depois passou em cinemas da Europa. Robert Wagner faz uma espécie de 007 sofredor e a diva Bette Davis tá literalmente "sinistra" nesse filme. Me lembro de ter visto repentinamente, na TV Bandeirantes, na década de 80.
Filme chato... já assisti 90% da filmografia da Bette davis (ela é a minha atriz preferida) , mas esse sempre deixava pra depois. O que eu suspeitava se confirmou: o filme é bobo, arrastado e sem nexo em vários momentos.
Originalmente, Madame Sin seria um piloto para uma futura série de TV envolvendo as traquinagens da vilã-título, interpretada com muito gusto por Bette Davis; infelizmente, a série foi descartada e o piloto de uma hora e meia foi lançado como longa-metragem nos cinemas europeus e direto para cabo na América. Parodiando os velhos clichês James Bond e contando com uma trama extremamente rasa, Madame Sin é em certos aspectos uma decepção, se o título evoca possibilidades de um inesquecível clássico “campy”, o que se tem na verdade é um filme lentíssimo, dirigido de forma irregular e descuidada e que imperdoavelmente desperdiça a poderosa protagonista – com certeza o único motivo para qualquer interesse atual no filme. Davis faz festa com o material; maquiada com uma ostensiva sombra azul e fazendo questão de exaltar a voz nas poucas falas que possui, ela é certamente cativante como nunca, é uma pena que seu personagem seja tão pouco explorado, inclusive desapareçendo por boa parte da narrativa enquanto coisas pouco interessantes acontecem. O resto do elenco é competente e dá o melhor de si, mas assim como Davis, recebem material fraco e ficam a mercê da precariedade da produção – ainda que no papel o longa possa ter demonstrado algum potencial, a execução é extremamente pedestre e pouco empolgante. Madame Sin, tanto o filme quanto a protagonista, imploram a todo momento por um exagero e uma extravagância que jamais acontecem; quando se tem nada menos que Bette Davis disposta a tomar o castelo da rainha e a sequestrar submarinos militares, o mínimo que se pode esperar são algumas explosões e falas afiadas dignas da crueldade da diva.
"Madame Sinistra", um quase desconhecido thriller setentista, na realidade foi um piloto de uma série não realizada. Estreou na ABC e depois passou em cinemas da Europa. Robert Wagner faz uma espécie de 007 sofredor e a diva Bette Davis tá literalmente "sinistra" nesse filme. Me lembro de ter visto repentinamente, na TV Bandeirantes, na década de 80.
Disponível no Youtube. Vale uma conferida.
Um 007 de meia tigela .
Filme chato... já assisti 90% da filmografia da Bette davis (ela é a minha atriz preferida) , mas esse sempre deixava pra depois. O que eu suspeitava se confirmou: o filme é bobo, arrastado e sem nexo em vários momentos.
574. (10/042020)
Hoje, o que salva ai é a Bette Davis.
Teve uma hora no filme que pedia por mais...mas nada acontecia de interessante. Uma pena.
Originalmente, Madame Sin seria um piloto para uma futura série de TV envolvendo as traquinagens da vilã-título, interpretada com muito gusto por Bette Davis; infelizmente, a série foi descartada e o piloto de uma hora e meia foi lançado como longa-metragem nos cinemas europeus e direto para cabo na América. Parodiando os velhos clichês James Bond e contando com uma trama extremamente rasa, Madame Sin é em certos aspectos uma decepção, se o título evoca possibilidades de um inesquecível clássico “campy”, o que se tem na verdade é um filme lentíssimo, dirigido de forma irregular e descuidada e que imperdoavelmente desperdiça a poderosa protagonista – com certeza o único motivo para qualquer interesse atual no filme. Davis faz festa com o material; maquiada com uma ostensiva sombra azul e fazendo questão de exaltar a voz nas poucas falas que possui, ela é certamente cativante como nunca, é uma pena que seu personagem seja tão pouco explorado, inclusive desapareçendo por boa parte da narrativa enquanto coisas pouco interessantes acontecem. O resto do elenco é competente e dá o melhor de si, mas assim como Davis, recebem material fraco e ficam a mercê da precariedade da produção – ainda que no papel o longa possa ter demonstrado algum potencial, a execução é extremamente pedestre e pouco empolgante. Madame Sin, tanto o filme quanto a protagonista, imploram a todo momento por um exagero e uma extravagância que jamais acontecem; quando se tem nada menos que Bette Davis disposta a tomar o castelo da rainha e a sequestrar submarinos militares, o mínimo que se pode esperar são algumas explosões e falas afiadas dignas da crueldade da diva.