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Trevor é um jovem skinhead de 16 anos abandonado pela família, rebelde, violento e sem nenhum respeito a qualquer autoridade. Passa o seu tempo roubando carros e em atos de vandalismo, e esperando sentado em centros de detenção enquanto aguarda o seu futuro destino. Enquanto todos tentam ajudar Trevor a se adaptar as normas da sociedade, ele responde com desprezo e discursos cheios de Ódio.
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O filme, basicamente, traz um retrato social de "Trevor", um deliquente inconsequente que buscar confrontar o "status quo" social. É um filme redondinho e curto, e conta com uma ótima atuação de Tim Roth como "Trevor"...
Bom, bem feito, embora o ciclo de burrice em que ele fica preso é meio agoniante mas deve ter sido essa sensação que quis transmitir. Deve ter tido um papel na época em divulgar o que é um skinhead, hoje não traz muita novidade.
Filme para tv acima da média com bom elenco e aula de interpretação do ótimo e jovem Tim Roth.
Londres, Inglaterra, anos 80; depois de atirar um tijolo pela janela de um lojista asiático, o adolescente skinhead Trevor é enviado para um centro de avaliação residencial pelos tribunais. O assistente social Harry o acompanha até o centro e o entrega a Peter, o vice-superintendente do centro. Para seu desgosto, Trevor é colocado em uma sala com Errol, um garoto negro. Na manhã seguinte, Trevor recebe algum dinheiro para sua passagem de ônibus para o centro de emprego. Acompanhado de Errol, Trevor rouba um carro e gasta seu dinheiro de ônibus em cola, que ele e Errol cheiram juntos. Chegando ao centro de emprego, Trevor discute com o oficial de emprego e atira um tijolo pela janela da frente do centro. Trevor e Errol arrombam um centro esportivo fora de uso, onde Trevor recupera algumas ferramentas escondidas que usa para quebrar casas e roubar carros. Trevor pede a Errol que as esconda para ele. Como Trevor chega atrasado, ele perde o almoço. O chef do centro se recusa a dar a Trevor qualquer comida; então Trevor o ataca e é contido e arrastado para uma sala de aula vazia, onde Peter, outro trabalhador do centro, Barry, e o superintendente-chefe do centro o enfrentam. O superintendente-chefe explica a Trevor que o centro de avaliação é sua última chance de mudar antes que sua vida se torne um círculo vicioso de pobreza, crime e prisão. Após a partida do superintendente-chefe, Trevor diz a Peter e Barry que quer ir para a prisão e que a única razão pela qual ele está em apuros é porque ele está lutando pela Grã-Bretanha (eita, aqui tem muita coisa!). Em uma tentativa de pacificar Trevor, Peter se oferece para levar Trevor para uma corrida, se ele prometer se comportar. No caminho de volta da corrida, Trevor rouba as chaves de Peter e naquela noite ele e Errol as usam para invadir os escritórios do centro. Eles encontram seus próprios registros de avaliação e, após lê-los, Trevor urina neles. Depois, os dois garotos fogem do centro e roubam um micro-ônibus. Eles dirigem até a casa do lojista asiático cujas janelas Trevor quebrou e os dois gritam expressões racistas e quebram as janelas do lojista novamente. Errol adormece no micro-ônibus e Trevor dirige até uma delegacia de polícia local e bate deliberadamente em um carro da polícia. Trevor foge e a polícia prende Errol (a cena é emblemárica, um mazista e um negro atacando um asiático com expressões xenófobas e racistas...). Trevor vai até a casa de Harry, o assistente social do centro que acompanha seu caso e o tira da cama. Ele conta a Harry sobre o centro de trabalho e as janelas da loja, as chaves roubadas e o micro-ônibus. A pedido do Trevor, Harry chama a polícia. Trevor é colocado em uma cela na delegacia e dois policiais lhe dizem que ele ficará lá até sua comparecimento ao tribunal, na segunda-feira de manhã. Um dos policiais bate em Trevor com um bastão e o informa que ele está enfrentando uma sentença em um centro de detenção juvenil ou em um micro-ônibus. A polícia também diz a Trevor que ele se tornou um alvo e que, quando for libertado, eles estarão cuidando dele. Trevor sorri. A primeira exibição foi na Tv, em 1983, e Made in Britain foi a terceira colaboração entre Alan Clarke e o roteirista David Leland. A peça enfoca o adolescente Trevor, um skinhead violento e racista que se recusa a cooperar com qualquer tentativa da justiça ou de assistentes sociais para reabilitá-lo.
Em muitos aspectos, Trevor é um personagem arquetípico de Alan Clarke. Como Archer em Escumalha, ele é um garoto brilhante que se vê como vítima do autoritarismo e acredita que pode vencer o sistema por beligerância e rebeldia. Seu franco mas confuso senso de orgulho de sua herança branca faz lembrar as noções de Stephen de inglês no Fen de Penda e, como um precursor de Bexy no The Firm, ele é uma personificação dos representantes da classe trabalhadora empobrecida pelas políticas de Margaret Hilda Thatcher e as políticas do estado mínimo, a destruição do estado de bem estar social e o empobrecimento da população nos anos mais escuros da Grã-Bretanha dos anos 80.
Adotando estereótipos estabelecidos de skinheads como bandidos sem mente, e por acaso não seriam? Trevor é inteligente e articulado, o que acaba por torná-lo mais frustrante para aqueles que tentam ajudá-lo. Em uma cena chave, um assistente social demonstra em um quadro negro a armadilha do crime, da prisão e da pobreza em que Trevor se mete; Trevor é inteligente o suficiente para entender, mas zangado demais para se importar. Mas breves insights por trás de sua fachada agressiva, revelam vislumbres de um indivíduo desesperado e, por mais detestável que Trevor seja sem dúvida, torna-se difícil não ter pena dele (ainda para mim é quase impossível!). Formalmente, Made in Britain marcou o início do estilo de câmera cinética que dominaria os trabalhos posteriores de Clarke. Sempre ansioso para fazer a ponte entre os atores e o público e famoso impaciente ao organizar filmagens complexas, a descoberta de Clarke do Steadicam (também chamado de estabilizador de câmera em português, é um equipamento criado por Garrett Brown em 1974, consistindo de um sistema em que a câmera é acoplada ao corpo do operador por meio de um colete no qual é instalado um braço dotado de molas, e serve para estabilizar as imagens produzidas, dando a impressão de que a câmara flutua) enquanto fazia "Made in Britain" acrescentou uma fluidez ao filme e aos dramas subsequentes como Contato, Estrada, Christine, Elefante e A Firma. Made in Britain foi escrito como uma peça de companhia para Leland's Rhino, a história de uma jovem negra desprotegida, e as duas peças foram transmitidas pela primeira vez nos domingos consecutivos da tv britânica. Dedicar um filme a uma cultura ou a um aspecto específico dela é quase sempre uma operação arriscada: o resultado final pode ser didático ou, pior, moralista. O White Power, e suas variantes em outros países, é um fenômeno que se não é comemorado, tem o beneplácito do Status Quo; Made in Britain é um filme de TV de 1982, e é o quarto episódio da série Contos Fora da Escola - é um excelente exemplo de cinematografia, no qual o retrato de um membro de uma chamada subcultura - a cultura skinhead, embora em sua versão de poder branco dissuasivo - é um pretexto para abordar questões existenciais e sociais de grande importância de uma forma profunda e significativa; obviamente com a profundidade de um pires; os skinheads são, acima de tudo, criminosos, mas fazê-los parecer como vítimas da sociedade patriarcal, da sociedade capitalista e da falta de amor, é humanizar quem não é humano! Trevor não é uma figura simpática, nem a escrita do filme reserva para ele a parte do órfão de Charles Dickens: ele é um verdadeiro idiota, um verdadeiro vagabundo com uma pequena suástica tatuada no entre olho; ou seja, ele é e tem orgulho de sê-lo e um sorriso no rosto irregular. Ele odeia asiáticos e negros. O filme apresenta ao espectador o mundo do trabalho social britânico, com seus escritórios dilapidados, funcionários mal pagos, irritados e mal vestidos, que lidam com a vida complexa e abandonada de seus clientes como se fosse apenas mais um pedaço de burocracia; não vamos nos esquecer que estamos nos anos 1980. Em conclusão, Made in Britain é uma verdadeira pequena joia de autor, que mistura perfeitamente drama e humor britânico, solidão e nada de humanidade. 0 que mais impressiona é o título do filme, que sugere que Trevor é um produto da sociedade em que vive, ele não pretende ser uma desculpa para suas ações e escolhas comportamentais e é exatamente isso. Trevor pode acreditar que ele é vítima do autoritarismo, mas sua própria postura frequentemente crua em relação aos outros, especialmente às minorias, dificilmente faz dele uma figura simpática; o fato é que o garoto não está só; ele é um espécie de totem das classes trabalhadoras britânicas que vociferam que seus empregos estão ameaçados por uma invasão de estrangeiros e isso é muito útil para o estado, para a sociedade e para as relações sociais no Reino Unido, afinal, os muitos são bastantes adequados e passam a ser a personificação daquilo que não pode ser dito por todos, mas que quando alguém diz recebe aplausos calorosos, ainda que silenciosos!
Como filme as vezes é muito vago, apesar de diálogos muito bons, como sociologia é foda, por que mostra o que o tcham já diz em sua musica, pau que nasce torto nunca se endireita, temos aqui a perfeita definição de transgressivo rebelde psicótico, mesmo que em tenra idade, são frutos podres moldados pela sociedade, que por mais que linhas se justifiquem, exageram nos meios se tornam perigosos.
Trevor aqui vai ate o ultimo recurso da salvação feita pelo estado, mas sua ideologia e personalidade e muito mais forte o condenando a viver como paria, Não sou um relatório, meu futuro não é o que o estado me vê, minhas escolhas são independentes do que vocês acham que tem que ser escolhido por mim..em fim é por ai vai..
Tim tem a cara de transtornado que casou muito com o personagem, poderia ser mais denso, em muitos momentos o skinhead é apenas uma alegoria.