Ao se aposentar, uma mãe deixa para trás sua vida solitária na Alemanha rural e as memórias de uma vida familiar outrora perfeita e viaja para Hong Kong, um lugar que manteve seu filho longe dela por muitos anos.
Ué? cadê o filho? Bom se fosse minha mãe...não deixaria assim tanto tempo sozinha...ela foi lá pra reecontrar o filho...bom não sei se nós brasileiros temos um jeito mais apegado do que os alemães. Vi dia 13/10/22.
No início, achei que não daria em nada (não sabia ao certo se tratar de um documentário ou um longa de ficção) mas assim que a senhorinha chega em Hong Kong para visitar o filho, que o filme começa de fato a se abrir em diversas questões sobre o medo do abandono e solidão na terceira idade que não precisam especificamente de traduções por sua universalidade. A personagem está inserida da cabeça aos pés num cenário desconhecido da vida dela, então o que ela precisa é transformá-lo. E diante disso tudo, até o título vai fazendo sentido.
Adentrei a sessão deste filme sem ter assimilado adequadamente a sua sinopse. Estava abalado por causa de uma polêmica envolvendo a repercussão negativa de um comentário que escrevi sobre um curta-metragem brasileiro e temi que não conseguisse "entrar" na história. Fiquei perenemente em dúvida: é um documentário ou uma ficção? De repente, esqueci tudo isso e imergi: sentia uma solidão similar à da protagonista. Por motivos óbvios, muitos compararão a fotografia deste filme à de ENCONTROS E DESENCONTROS, em relação ao qual possui muitas similaridades, mas o interesse do diretor ao filmar seus parentes é ainda mais particular: é uma ode à descoberta epifânica do auto-encontro, numa conjuntura política atravessada por manifestações revoltosas e pela iminência de um vírus letal. A protagonista é maravilhosa, projetamo-nos nela de maneira apaixonada. E os encontros com transeuntes são soberbos. Magnífico, preenchido pela mais contagiante e duradoura das belezas! (WPC>)
Ué? cadê o filho? Bom se fosse minha mãe...não deixaria assim tanto tempo sozinha...ela foi lá pra reecontrar o filho...bom não sei se nós brasileiros temos um jeito mais apegado do que os alemães. Vi dia 13/10/22.
No início, achei que não daria em nada (não sabia ao certo se tratar de um documentário ou um longa de ficção) mas assim que a senhorinha chega em Hong Kong para visitar o filho, que o filme começa de fato a se abrir em diversas questões sobre o medo do abandono e solidão na terceira idade que não precisam especificamente de traduções por sua universalidade.
A personagem está inserida da cabeça aos pés num cenário desconhecido da vida dela, então o que ela precisa é transformá-lo. E diante disso tudo, até o título vai fazendo sentido.
Adentrei a sessão deste filme sem ter assimilado adequadamente a sua sinopse. Estava abalado por causa de uma polêmica envolvendo a repercussão negativa de um comentário que escrevi sobre um curta-metragem brasileiro e temi que não conseguisse "entrar" na história. Fiquei perenemente em dúvida: é um documentário ou uma ficção? De repente, esqueci tudo isso e imergi: sentia uma solidão similar à da protagonista. Por motivos óbvios, muitos compararão a fotografia deste filme à de ENCONTROS E DESENCONTROS, em relação ao qual possui muitas similaridades, mas o interesse do diretor ao filmar seus parentes é ainda mais particular: é uma ode à descoberta epifânica do auto-encontro, numa conjuntura política atravessada por manifestações revoltosas e pela iminência de um vírus letal. A protagonista é maravilhosa, projetamo-nos nela de maneira apaixonada. E os encontros com transeuntes são soberbos. Magnífico, preenchido pela mais contagiante e duradoura das belezas! (WPC>)