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Data de lançamento
28 Jan. 2025Duração
Uma equipe de filmagem que trabalha para uma empresa de mídia ousada viaja para a Argentina para traçar o perfil de um músico local, mas sua inépcia os leva ao país errado. À medida que a equipe colabora com os moradores locais para fabricar uma tendência, conexões inesperadas florescem enquanto uma crise de saúde generalizada paira sem ser reconhecida em segundo plano.
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Começa empolgante, mas decai no decorrer.
Mais um daqueles filmes que poderiam ter sido, mas não foram. Aqui até começa bem, mas com o tempo vai se perdendo até o momento que você só quer que termine de uma vez. Nota 3,0.
Ele expõe como o colonialismo funciona. Os argentinos (e a cultura local) são objetificados o tempo inteiro. É tudo muito ridículo (e talvez isso seja o ponto interessante do filme), os gringos, por sua vez, não estão nada interessados em uma experiência concreta, apenas em filmar algo que eles acham que será interessante, algo "exótico". Amalia Ulman foi eficaz, aqui, em mostrar o gesto colonial, o desconforto é o método dela, mas só mostrar, isto é, só expor a ferida, sem enroscar ela às consequências, não é suficiente, soa raso... e aqui eu acho que ela cai exatamente na estrutura que ela pretendia criticar. Para quem está do lado historicamente olhado, nomeado, confundido, exotizado, tudo não se oferece como comédia, mas como repetição. Para quem já foi objeto desse olhar, não há distância suficiente para rir. O riso exigiria a ilusão de que “não é sobre mim”, e aqui é.
Bem hipster, e eu gosto disso. Só fiquei meio confusa ali com os limites da paródia, por ter um bando de americano brincando de gringo não sei o quanto o ridicularizar a ponto da caricatura foi intencional, vou julgar que pela diretora as coisas sejam assim mesmo. Vim pela Chloe Sevigny mas Camila Del Campo roubou a cena total e meu deus como foi detestável o personagem de Alex Wolff.
Uma sátira que cai na caricatura! Péssimo!!