Nicholas Urfe (Michael Caine) é um professor que consegue emprego em uma pequena ilha grega. Ele veio substituir um tutor, que misteriosamente cometeu suicídio, e para conseguir esta posição, deixou para trás sua namorada. Lá conhece Maurice Conchis (Anthony Quinn), um rico homem que tem um lado misterioso e místico, e que tem como companheira Lily (Candice Bergen), uma mulher bastante intrigante.
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Interessante como a trama se renova muitas vezes sem deixar a sensação de pista falsa, pois consegue amarrar e articular o que já vimos antes se resignificando.
O tempo há de fazer justiça a este filme.
Fraca tentativa narrativa, usando elementos pretensamente surrealistas, metalinguagem, críticas ao chamado "porco chauvinismo", muito em voga à época, Nouvelle Vague, claramente com o uso de uma de suas mais importantes musas, Anna Karina; enfim, muita coisa para pouco resultado. Bergen aos vinte e poucos anos era um espetáculo, mas seu performance ainda pouco madura. O fracasso retumbante do filme fez Fowles nunca mais trabalhar para o cinema.
"Não retrocederemos na exploração; e o fim da nossa exploração será chegar aonde começamos e conhecer o lugar pela primeira vez"
Não chega a ser excelente mas é um filme notável por diversos motivos:
1) por nos fazer lembrar que Michael Caine já foi galã um dia.
2) é uma fantasia cheia de elementos surrealistas que aponta para várias direções; em certos momentos chegamos a ficar tão paranóico como o próprio personagem.
3) é adaptação do livro de John Fowles que também escreveu "O Colecionador"
4) tem a presença marcante de Anna Karina
É um filme normal...
*Só quem pode me jogar em fantasias e reviravoltas sem fim é o Lynch. E ponto.