Em termos de conteúdo, achei fraco. E olha só a quantidade de roteiristas de ponta da DC que deu pitaco (faltaram somente o Frank Miller, o Grant Morrison... Alan Moore é sonhar demais..rs). Mas que delicia ouvir a narração do Christopher Lee.... vozeirão danado de bom!
Como você explica e exemplifica a frase: ''Todo vilão é o herói de sua própria história. Esse fato explica suas mentiras; contadas na mais absoluta boa-fé de seus princípios e motivações'' (Fulvius Zaborf)?
No livro "O Herói de Mil Faces", do Joseph Campbell, você descobre, dentre outras coisas, que o herói é apenas um sub-produto da ação do vilão. É o vilão que inicia o enredo, rompendo a paz do mundo. O herói apenas reage a isso, para restaurar a paz.
O vilão é o cara que quer mudanças, quer inovar, quer um mundo melhor (na visão dele), e tem um plano que segue à risca. O herói vai lutar para manter as coisas como estão, contando com a ajuda de amigos e com a sorte, por ser mais fraco que o vilão.
Tomemos o meu vilão favorito da Marvel:
Victor von Doom é um gênio da ciência e da magia. Ele se acha o ser humano mais inteligente do mundo. Defeito: arrogância. Agora o que ele quer? Resgatar a alma de sua mãe, que está presa no inferno; salvar a Latvéria, seu país de origem; e proteger a Terra de invasores alienígenas e interdimensionais como Galactus e Dormammu.
Para atingir esses objetivos ele precisa de poder. Muito poder. E fará o que for preciso para obter esse poder todo.
"Travas morais? Isso é para os fracos! Alguém com toda a minha inteligência, recursos tech e dons mágicos está acima da mera humanidade, não? E moralidade é algo que os seres humanos inferiores criaram por medo e incapacidade intelectual".
É assim que ele pensa.
Se você perguntar, ele dirá que é o herói incompreendido por idiotas como Reed Richards, o líder do Quarteto Fantástico. Que quem está contra ele são pessoas incapazes de compartilhar a visão extraordinária de futuro que ele tem.
Percebe que é o vilão que faz a história se mover? É o vilão que tem iniciativa e coragem para mudar as coisas. As virtudes heroicas (altruísmo, bondade, sacrifício pessoal) são vistas pelo vilão como fraquezas morais. Os melhores vilões são um pouco da filosofia do Friedrich Nietzsche, segundo a qual os senhores têm o direito natural, por serem fortes, de ditarem os valores morais que preferirem, e os inferiores têm vocação apenas para serem escravos, pois abraçam as virtudes morais "dos fracos".
O problema é a nossa visão de Herói e Vilão, pois além de ser subjetivo, não é uma forma bem adequada de se colocar, principalmente hoje quando temos diversos questionamentos sobre muitas etimologias de palavras.
Bom. Esta ideia é simples se aplicarmos nas histórias. Complica um pouco quando aplicamos na vida real. Afinal, é difícil imaginar o Cunha se vendo como herói. Mas te garanto que até ele acha que fez o que tinha que fazer. Seja por sua família, pelo partido, pelo status quo. Ou até mesmo pelo Brasil (!) que ele acredita.
Há sempre dois lados da mesma moeda…
Dois indivíduos podem idealizar meios diferentes para o mesmo fim, e é isso que a frase “cada vilão é o herói da sua própria história” verdadeiramente significa.
Batman e Super-Homem nem sempre lutam lado a lado. O “morcego” tem os seus métodos, pelos quais se rege e exerce a sua justiça quase como se se tratassem de regras. Já Super-Homem… Bem, é o Super-Homem. Tanto pode pegar em alguém e deixá-lo na prisão como exterminá-lo na altura, se assim lhe apetecer.
Estas divergências de abordagem e inconsistências nas suas visões de “justiça” é o que leva a Injustice 2, um jogo no qual é, praticamente, cada um por si. Um jogo no qual amigos passam a inimigos e alianças são desfeitas.
To perdidinho nos quadrinhos...gostei pela atualização que peguei aqui.
Em termos de conteúdo, achei fraco. E olha só a quantidade de roteiristas de ponta da DC que deu pitaco (faltaram somente o Frank Miller, o Grant Morrison... Alan Moore é sonhar demais..rs).
Mas que delicia ouvir a narração do Christopher Lee.... vozeirão danado de bom!
É interessante mas poderia ser melhor organizado e mais enciclopédico.
Como você explica e exemplifica a frase: ''Todo vilão é o herói de sua própria história. Esse fato explica suas mentiras; contadas na mais absoluta boa-fé de seus princípios e motivações'' (Fulvius Zaborf)?
No livro "O Herói de Mil Faces", do Joseph Campbell, você descobre, dentre outras coisas, que o herói é apenas um sub-produto da ação do vilão. É o vilão que inicia o enredo, rompendo a paz do mundo. O herói apenas reage a isso, para restaurar a paz.
O vilão é o cara que quer mudanças, quer inovar, quer um mundo melhor (na visão dele), e tem um plano que segue à risca. O herói vai lutar para manter as coisas como estão, contando com a ajuda de amigos e com a sorte, por ser mais fraco que o vilão.
Tomemos o meu vilão favorito da Marvel:
Victor von Doom é um gênio da ciência e da magia. Ele se acha o ser humano mais inteligente do mundo. Defeito: arrogância. Agora o que ele quer? Resgatar a alma de sua mãe, que está presa no inferno; salvar a Latvéria, seu país de origem; e proteger a Terra de invasores alienígenas e interdimensionais como Galactus e Dormammu.
Para atingir esses objetivos ele precisa de poder. Muito poder. E fará o que for preciso para obter esse poder todo.
"Travas morais? Isso é para os fracos! Alguém com toda a minha inteligência, recursos tech e dons mágicos está acima da mera humanidade, não? E moralidade é algo que os seres humanos inferiores criaram por medo e incapacidade intelectual".
É assim que ele pensa.
Se você perguntar, ele dirá que é o herói incompreendido por idiotas como Reed Richards, o líder do Quarteto Fantástico. Que quem está contra ele são pessoas incapazes de compartilhar a visão extraordinária de futuro que ele tem.
Percebe que é o vilão que faz a história se mover? É o vilão que tem iniciativa e coragem para mudar as coisas. As virtudes heroicas (altruísmo, bondade, sacrifício pessoal) são vistas pelo vilão como fraquezas morais. Os melhores vilões são um pouco da filosofia do Friedrich Nietzsche, segundo a qual os senhores têm o direito natural, por serem fortes, de ditarem os valores morais que preferirem, e os inferiores têm vocação apenas para serem escravos, pois abraçam as virtudes morais "dos fracos".
O problema é a nossa visão de Herói e Vilão, pois além de ser subjetivo, não é uma forma bem adequada de se colocar, principalmente hoje quando temos diversos questionamentos sobre muitas etimologias de palavras.
Bom. Esta ideia é simples se aplicarmos nas histórias. Complica um pouco quando aplicamos na vida real. Afinal, é difícil imaginar o Cunha se vendo como herói. Mas te garanto que até ele acha que fez o que tinha que fazer. Seja por sua família, pelo partido, pelo status quo. Ou até mesmo pelo Brasil (!) que ele acredita.
Há sempre dois lados da mesma moeda…
Dois indivíduos podem idealizar meios diferentes para o mesmo fim, e é isso que a frase “cada vilão é o herói da sua própria história” verdadeiramente significa.
Batman e Super-Homem nem sempre lutam lado a lado. O “morcego” tem os seus métodos, pelos quais se rege e exerce a sua justiça quase como se se tratassem de regras. Já Super-Homem… Bem, é o Super-Homem. Tanto pode pegar em alguém e deixá-lo na prisão como exterminá-lo na altura, se assim lhe apetecer.
Estas divergências de abordagem e inconsistências nas suas visões de “justiça” é o que leva a Injustice 2, um jogo no qual é, praticamente, cada um por si. Um jogo no qual amigos passam a inimigos e alianças são desfeitas.
17/09/18