Manakamana

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Manakamana (2013)
Manakamana
Média do filme: 4.0 de 5 — baseado em 20 votos
MÉDIAFILMOW
4.0
20 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Duração 118 min (1h58)
Classificação indicativa de Manakamana: L - Livre para todos os públicos

Duração

118 minutos Classificação indicativa de Manakamana: L - Livre para todos os públicos
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Sinopse

Acima de uma selva no Nepal, os peregrinos fazem uma antiga viagem de teleférico para adorar Manakamana.

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Sede de Sangue | Trailer Legendado

Sede de Sangue

Comentários 2
amigos querem ver
edpersona
Ed Persona
½
3 meses atrás

Experimetalismo nível hard. Mas foi uma ótima experiência ver todos aqueles rostos e suas expressões.

Manakamana é um dos filmes mais belos e importantes ao longo dos anos; Stephanie Spray e o documentarista Pacho Velez fala-nos sobre passageiros utilizando um teleférico para irem a um templo nepalês. Os cineastas mostram uma compreensão inata do poder das imagens, mesmo que o filme seja composto em grande parte de simples filmagens. É minimalista ao ponto de abstração, mas experimental em sua forma espartana. Ele evita tanto a estrutura narrativa quanto o estilo cinematográfico, e o resultado é extraordinário. Há muita coisa para ver em Manakamana, mas tudo volta à sua brilhante simplicidade. O filme é um trabalho desafiador, e não apenas por causa de seu ritmo glacial. Em seu nível mais básico, ele desconstrói a ideia de "quietude cinematográfica". Cada filme é montado sem movimento porque a câmera e os participantes não estão em movimento? Ou as filmagens são intrinsecamente cinéticas porque o bonde sempre mantém partes do mise en scène em movimento? Mesmo que a moldura seja consistente em toda a sua extensão, cada composição é fascinante. Seu foco intenso e constante em cada passageiro justapõe as minúcias da humanidade com a grandiosidade da natureza. O filme força você a considerar essas coisas porque por um tempo, não há mais nada a se pensar. Não há diálogo durante os primeiros 25 minutos; os viajantes no início são bastante sedentários. Tudo o que lhe resta é a imagem. Em alguns aspectos, essas primeiras cenas (o primeiro segmento em particular) são espelhos, com o público instintivamente projetando seus próprios pensamentos, emoções e personalidades no filme; genial!. Como cada segmento está em uma tomada ininterrupta, cada um com cerca de vinte minutos de duração, o filme não lhe dá aonde ir senão para dentro por um longo tempo. Manakamana tem muito em sua mente. Trata-se principalmente de avanços; o elevador de montanha serve como metáfora para o aprimoramento tecnológico. Um segmento apresenta um trio de mulheres idosas devotas, das quais pelo menos uma visitou o templo por muitos anos. Em certo momento, ela olha para baixo e vê o caminho que usava para subir a montanha, observando que "demorei três dias quando caminhava desde a aldeia". O segmento seguinte apresenta um trio de homens muito mais jovens que são auto suficientes durante sua caminhada. Para o primeiro grupo, o elevador é uma mudança de vida; o que torna o querer possível; para o segundo, é apenas a vida. Eles estão acostumados com a tecnologia que facilita suas vidas. O filme não faz julgamento sobre nenhum dos dois grupos, embora sua concepção cinematográfica dificulte a realização de qualquer um deles. A maioria dos filmes sobre "tecnologia", no sentido geral, se sente obrigada a elogiá-lo ou enterrá-lo, mas a abordagem imparcial de Manakamana o torna muito mais potente. Spray e Velez nos mostram que há algo mais que a tecnologia pode fazer: permitir-nos subir a montanha tão facilmente quanto as pessoas do filme; pode ser um olhar utilitarista dos avanços tecnológicos; mas daí é fácil perceber as alterações; mas o olhar que o filme nos mostra, suponho, é que a crença, a religiosidade, o modo de ver e a forma de acolher pode não ser assim tão afetado pela tecnologia; eu creio nisso, afinal de contas o que se põe entre o eu e o mundo é a cultura, de alguma maneira é ela quem traduz a forma como vemos e reagimos, e não, pelo menos ainda, o "celebro eletrônico", que nas belas palavras de Gilberto Gil: "faz tudo, faz quase tudo...porque só eu, pessoa humana, posso pensar se Deus existe...". O medo, pelo menos meu, é imaginar que tudo isso possa mergulhar- me em uma sutil arrogância, dita cultural, dado que há um privilégio inerente associado a experimentar aspectos selecionados de um país estrangeiro e de seus cidadãos. Manakamana, literalmente, tenta nivelar o campo de jogo e é exatamente isso que o faz genial. A câmera nos coloca frente a frente com os outros ocupantes do elevador e nunca recua para caber em alguma narrativa tosquiada. Em um segmento, um par de passageiros mais velhos chupa sorvete. O ato inócuo rapidamente se torna um ataque ao preconceito racial e ao privilégio. É o tipo de coisa "normal" (aspas pesadas) que os filmes, e especialmente os documentários, nunca mostram pessoas estrangeiras não-brancas fazendo. Normalmente o apelo de um relato de viagem é experimentar uma cultura totalmente diferente da sua própria. Manakamana melhora este status quo ao não remover seus sujeitos do contexto de sua cultura; mas, retratá-los como pessoas na sua cultura. E paradoxalmente, o fato de serem enfadonhos os torna a todos totalmente fascinantes. Manakamana é um filme cheio de tais contradições. É difícil imaginar que um filme tão esparso também possa ser tão denso e rico, mas o é. Você não esperaria que um documentário tão lento fosse tão atrativo, mas é. Você não pensaria que ficaria encantado com um filme de vinte minutos de filmagens de cabras, mas ficará; veja-o!. E embora você possa pensar que odiará esse filme apenas por ler uma descrição, há uma boa chance de que não odeie. Manakamana é a maior surpresa; ouso dizer, uma obra de arte extremamente poderosa e chocantemente divertida. Indico fortemente!

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Anish Gandharba

Chabbi Lal Gandharba 0 0

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Narayan Gayek 0 0

Narayan Gayek

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