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Data de lançamento
30 Ago. 2014Duração
Angelo Manglehorn (Al Pacino) é um antigo criminoso que agora leva uma vida de serralheiro recluso em uma cidade pequena. Como as escolhas que fez no passado o levaram a perder a mulher que amava, ele fica obcecado sobre não poder mudar o que se passou. Depois de tentar, sem sucesso, dar a volta por cima, ele precisará resolver de uma vez por todas os problemas que o atormentam. Tendo um gato como melhor amigo, um estranho relacionamento com seu filho e começando uma amizade com uma mulher bonita, ele se encontra em uma encruzilhada entre ser consumido pelo passado ou abraçar o presente.
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Eu gosto desse filme hein, mas acho que é pelo Al Pacino... só pode rs
Perde por diluir sua história de uma forma que não consegue ser reunida mesmo no subjetivo do espectador.
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Al Pacino ok.......todo filme......bem chato e previsível !
*David Gordon Green - 6/12*
"I don't have anyone either. Who do I have? When you choose this life, there is no one. It's only you. Every man for himself. And let me tell you something: when you're sitting there, wherever you are, in a dark room, suffering with the pain, guess what? There's still no one. No one answering the phone. No one responding to the letters you send. You're invisible. We're invisible."
Existe uma série/reality show do Comedy Central chamada "Nathan for You". No último episódio de sua quarta temporada, "Finding Frances", o apresentador, impulsionado pela insistência de um sósia do Bill Gates, resolve ir em busca de uma antiga ex-namorada do tal sósia, descrita por ele como "seu amor perdido". Contudo, o episódio - e Nathan - é brilhante ao ir desvendando a realidade dos acontecimentos, descobrindo que ela não casava perfeitamente com o romancismo floreado do velho sósia e, com isso, traça um perfil sensacional a respeito de um homem que, em uma fase crucial de sua vida, na qual se vê entediado e sozinho, apega-se ao passado e tenta reimaginar sua história. É, realmente, um documentário fantástico escondido sob o pretexto de ser um episódio qualquer de TV e vale muito ser visto.
Mas o que isso tem a ver com o filme em questão? Bom, em "Manglehorn", me deparei com uma situação bastante similar. O personagem de Al Pacino insiste e insiste que Clara foi a mulher de sua vida, aquela que simultaneamente fazia o tempo parar e correr duas vezes mais rápido, aquela que "sempre tinha algo interessante a dizer". E eu não conseguia tirar da cabeça: "é o sósia do Bill Gates todinho".
Pois bem, quando nos vemos presos em um presente sufocante, nos aterrorizamos e procuramos tentar fugir olhando para o passado. Mas o passado das nossas lembranças nunca é o verdadeiro. É uma nostalgia falsa, de algo que nunca existiu. A verdade é que éramos iguaizinhos nesse tempo que passou ao que somos hoje e, assim, só nos resta fazer o melhor que pudermos com aquilo que temos.
Angelo lembra muito a mim, uma pessoa cínica, irritável, que diz preferir seu gato - ou cachorro - às pessoas. Mas, mesmo assim, contrariando sua personalidade, ele puxa papo com a balconista do banco, busca por seu filho, leva sua neta ao parque porque, por mais enervante que pessoas como a Dawn sejam, ele sabe que elas estão certas: a vida é melhor quando há "substância" humana.
Só não consigo entender porque o gato do pôster não é o mesmo gato do filme haha
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Momentos marcantes:
- Manglehorn tapando os ouvidos na cama para não ouvir o alarme e não precisar levantar;
- Manglehorn e sua neta no parque, vendo mímicos e conversando sobre o vento;
- Toda vez que a Holly Hunter aparecia, em especial no festival de panquecas;
- A história do Gary sobre seu técnico: "(...) fire goes right out and he takes his hand up and there's a flame shooting up from his palm and he just looks me in the eyes and goes 'Puff, happy birthday'";
- A conversa entre pai e filho;
- O barco cheio de lembranças;
...
...
- A cena final com o mímico. A cena final com o mímico é MÁGICA, é cinema em seu auge, é tudo que há de bom! Finalmente, você achou a chave de que tanto precisava, Angelo.
A trama é triste na maior parte do tempo.Nos deparamos com um homem destruído emocionalmente por conta de várias perdas recentemente.Muito bem interpretado por Al Pacino,temos uma história que caminha vagarosamente,e se torna regular chegando no final.Parece algo experimental,não é nada daquilo que Pacino já realizou na carreira.
>Maratona Al Pacino - Assistido em 06 de Abril de 2018