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Ida é mineira de formação burguesa, católica, neta de barões; Felipe, seu marido, é moralista e cheio de princípios, alto funcionário em grande organização bancária. O casal desfruta de boa posição social em Curvelo, onde vive. Felipe tendo herdado uma fazenda em Vila Velha, cidade natal de ambos, resolve cultivar suas terras, colocar o engenho em funcionamento, educar o filho em boa escola no Rio de Janeiro. Chegando à Vila Velha, os dois travam conhecimento com Ana e Mário, descrentes do casamento. A morte do filho leva Ida e romper com o seu status.
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A forma em que foi filmado,meio um estilo documental consegue valorizar ainda mais a narrativa. O ambiente tristonho,simples,aquele clima de cidadezinha do interior melhora muita coisa no filme. As locações são todas feitas em Paraty-RJ,mas traz algumas pequenas sequências em Minas Gerais,que eu achei bem melhor.
É um filme que trata bem a solitude e a liberdade. A solitude por conta do vazio dos personagens,muitos tendo muita coisa pra falar,mas preferem ficar calados,apenas contemplando toda a melancolia. E a liberdade sobre aquele eu interior que deixamos morrer ao longo e aqui representado por um casamento inútil em que a mulher com o tempo cansa e fala abertamente ao marido que precisa viver sozinha. Esse filme traz vários momentos de uma coragem sem igual para a época,um dos poucos filmes nacionais que investiram em relacionamento gay e aqui é muito bem realizado.
No mais,trata-se do último filme de Leila Diniz que após o lançamento desse morre tragicamente em um acidente de avião.
>Maratona Irene Stefânia - Assistido em 05 de Setembro de 2026
Achei muito aleatória a narrativa, que não cativa ,muito cansativo Vi em 30-05-22
Experimental e bastante ousado em alguns pontos. Fotografia e trilha sonora belíssimas, mas para por aí. Não é fácil adaptar a obra de Lúcio Cardoso para as telas.
Confesso que boei muitas vezes, esteticamente o filme é bem bonito, mas as narrações em off as vezes cansam e confundem. Foi bom ver Leila Diniz pela primeira vez (para mim), mas a edição de som do filme não permite apreciar muito sua atuação. O filme é bom, mas pouco convencional e não é para todos os gostos.
É uma pena que a boa premissa e personagens tenham sido subestimados pelo próprio filme, que parece nunca sair da própria superfície. Ao final da sessão fica apenas a sensação de "poderia ter sido mais", Luiz Carlos Lacerda insistiu em não ousar e acabou entregando um filme esquecível(mas não necessariamente ruim) que retrata a hipocrisia em uma cidade do interior.