Dirigido por
Duração
O filme "Maré, Nossa História de Amor" conta a história de Analídia (Cristina Lago), filha de um chefe do tráfico de drogas preso, que briga pelo poder com o irmão de Jonatha (Vinícius D'Black), na favela da Maré. Separados pelo 'apartheid' entre as facções rivais, eles encontram no grupo de dança da comunidade, dirigido por Fernanda (Marisa Orth), um refúgio para o amor, a arte, o sonho e a possibilidade de uma vida longe do crime. Jonatha é MC da comunidade e seu sonho é gravar um CD. Dividido entre os irmãos mais velhos _ Paulo (Flávio Bauraqui), idealista, trabalhador e amante do samba e Dudu (Babu Santana), irmão adotado, chefe de uma das facções que comandam o tráfico na favela, ele vive o dilema de aceitar ou não a ajuda deste último, que promete financiar sua carreira com o dinheiro das drogas.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
- embora eu ache que essa história deveria ser contada por alguém que realmente vive na comunidade, é bom ver a lucia saindo da zona de conforto
- romeu e julieta abrasileirado e com ritmo e voz da nossa cultura, tá longe de ser perfeito, várias falhas técnicas, mas a intenção e ser um musical brasileiro conta muito
ainda pensando muito e tentando estruturar as críticas. assim, rapidinho, posso dizer que apesar das muitas questões, como a superficialidade e a insistência no estereótipo, é inegável a importância da arte na favela, a importância do filme pros jovens atores (não sei se são todos da maré de fato) e até mesmo para o resto da equipe.
meu eu adolescente vibrou com esse filme de dança BR e meu eu adulto com a deize tigrona gravidíssima no baile!
um aconchego ver o nominho da carmen luz nos créditos. s2
Ue o Ramarinho virou ator ?
Primeiro ponto, eu sou dançarina, e não sei como nunca me falaram desse filme de dança, é sempre "ela dança eu danço", "honey", "cisne negro" etc etc, e tem uma obra tão boa quanto os estrangeiros contada na favela em pleno Brasil, retratando uma realidade de forma tão artística e delicada que ó, eu to abismada até agora. Mas falando do filme, pontos altos das interferências com danças e das rimas ao longo do filme como narrativas onipresentes que mesclam com trilha sonora em um momento outra dimensão do filme. Aí releitura do clássico Romeu e Julieta, na favela, com facções rivais, e que tem o ponto neutro no grupo de dança. As criticas sociais são gritantes, racismo, preconceito com homem que dança, homofobia, o destino do morador da favela, e a cena final, que obra de arte a cena final. Talvez seja clichê q todo filme na favela com alguma história de amor tenha finais bem parecidos, mas a realidade brasileira é essa mesma que aparecem nos jornais, é quase uma utopia terminar de outra forma. Amei.
Assistir a este filme sabendo que foi escrito por Lúcia Murat, uma mulher branca, de classe média alta, e já nos seus quase 60 anos à época de sua realização, torna o roteiro um pouco como aquele seu tio ou professor mais velho que quando vai falar com pessoas muito mais jovens tenta imitar o que ele pensa ser o comportamento do jovem moderno, utilizando de gírias e "expressões da contemporaneidade". O ambiente da periferia e, sobretudo, dos adolescentes da periferia, não é exatamente o mais habitual à Murat, ela tenta vencer essa barreira cultural com certo esforço, mas existe uma artificialidade na representação dessas personagens que é inevitável.
Se não bastasse a artificialidade na representação desses jovens, o roteiro ainda é muito mais óbvio e expositivo nas ligações que pretende estabelecer com a obra de Shakespeare do que era desejável, tudo soa um pouco esquemático demais, e só volta para o campo da naturalidade quando decide focar na personagem da professora de dança interpretada por Marisa Orth, talvez justamente por ser o ponto de identificação da cineasta com o filme, o que faz com que este até mesmo flerte em certo ponto em dar à ela o protagonismo.
Por mais estranho que possa parecer, no entanto, o filme ainda conseguiu me ganhar pelo seu carisma. As cenas envolvendo as aulas de dança possuem um desenvolvimento leve e divertido, e como já dito anteriormente, Marisa Orth está suficientemente confortável em cena nestes momentos para guiar todos esses jovens e inexperientes atores. entre os quais eu destacaria a estreante Cristina Lago.
Pontos também para a maravilhosa e "gravidíssima" Deize Tigrona cantando em uma cena de baile funk.