O filme mostra a vida da rainha do século XVIII, retratando sua transformação emocional desde sua infância, passando pela sua fase jovem como princesa austríaca até seus últimos dias na corte de Louis XVI, nos tempos da Revolução Francesa.
Mostra também a disputa pelo poder na corte francesa, tendo o Duc d'Orleans como o vilão que arruinou a imagem da rainha.
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Norma Shearer realmente é o grande destaque desse belo filme de 1938. Em "Maria Antonieta", dirigido pelo competente W.S. Van Dyke, Norma arrasa como a protagonista-título. Tyrone Power, John Barrymore e Robert Morley se sobressaem no quesito interpretação.
Baseado no livro Marie Antoinette, esse épico romântico foi o último projeto de Irving Thalberg a se tornar realidade. Agendado desde 1933 como veículo para sua esposa Norma Shearer, a produção começou somente no final de 1937, mais de um ano após sua morte, ocorrida em setembro de 1936.
A MGM buscou Tyrone Power na 20th Century Fox para fazer par com Norma, mas ele acabou ofuscado por Robert Morley, ator do teatro inglês que interpreta o Rei Luís XVI. Thalberg pensara em Charles Laughton, mas ele pareceu velho demais para o papel. Norma Shearer, afastada das telas desde o falecimento do marido, recebeu sua sexta e última indicação ao Oscar, como a malfadada rainha que teria mandado o povo comer brioches, na falta de pão. John Barrymore, por sua vez, como o Rei Luís XV, disse adeus à MGM.
Um clássico do cinema em P&B para ser visto e revisto.
Adaptação bem trabalhada e caprichosa,principalmente nas categorias técnicas.Algo bem a cara de Van Dyke mesmo.A longa duração coloca tudo em seu devido lugar sem muita pressa.
>Assistido em 07 de Junho de 2023
Norma Shearer meus parabéns. Que espetáculo de atuação
Finalmente, um filme de 1938 vale a pena defender! Eu já vi cerca de 10 filmes como parte do meu estudo de filmes indicados ao Oscar de 1938, e "Marie Antoinette", estrelada por Norma Shearer, é de longe a melhor interpretação do filme, ela ganhou o prêmio em Veneza de Melhor Atriz. O irônico é que nem sequer recebeu uma indicação como Melhor Filme! Ainda mais irritante, ele perdeu em todas as categorias para as quais foi indicado, incluindo Melhor Atriz (Shearer como a rainha condenada), Ator Coadjuvante (Robert Morley em sua estréia na tela), Melhor Trilha Sonora e Melhor Direção de Arte. WS Van Dyke, indicado para Melhor Diretor em 1935 e 1937 (para "The Thin Man" e "San Francisco", respectivamente) não foi indicado para "Marie Antoinette". É uma farsa que esse filme tenha sido tão curto no Oscar em 1938, um ano em que quase não havia competição. Foi uma produção gigantesca da MGM, com cem extras e figurinos e cenários de tirar o fôlego. Como "Gone With the Wind", lançado pela MGM no ano seguinte, o filme tem um intervalo embutido no filme, interrompendo seu tempo de execução de quase três horas. Também é aberto com uma abertura completa enquanto a tela está em branco. A MGM fez todos os esforços para esta produção, e o estúdio entregou de todas as maneiras. A história não é tão rica ou fascinante quanto "Gone With the Wind", mas é envolvente, emocionante e séria. Para terminar com uma nota sombria e realista. Talvez seja por isso que o filme tenha sido tão mal tratado pela Academia. Com a guerra na Europa em 1938, talvez fosse difícil reunir-se em torno de um filme que abordava um tema pesado e que tinha um final triste e assustador. Coloque "Marie Antoinette" na sua lista de filmes da década de 1930 que merecem ser redescobertos. E parabéns à MGM e à WS Van Dyke por manterem suas armas e fornecer uma imagem forte e inteligente.
HUMBERTO DE ANGELS - COMO FAÇO PARA BAIXAR O FILME?