Martin Short tem um carisma impressionante, mesmo passando por perdas muito duras durante a vida. Não sabia que ele era uma das pessoas mais queridas do meio artistico lá em Hollywood.
Marty, Life Is Short (ótimo trocadilho) vai além da carreira de Martin Short e mostra um homem que aprendeu a conviver com perdas sem deixar de seguir em frente. O documentário emociona principalmente quando fala de Nancy Dolman e de como ela continua presente na vida dele e dos amigos. Em vários momentos me peguei imaginando como deveria ser divertido participar daqueles encontros com Tom Hanks, Steven Spielberg, Catherine O'Hara, Steve Martin e tantos outros. Talvez faltasse explorar um pouco mais a carreira de Short, mas a mensagem que fica é simples: a vida pode ser curta, porém o amor, a amizade e as boas lembranças permanecem.
O diretor norte-americano Lawrence Kasdan, de “Corpos ardentes” e “Silverado”, dois filmes aplaudidos dos anos 80, realiza seu primeiro documentário em 45 anos de carreira. E justamente uma homenagem ao ator Martin Short, com quem trabalhou apenas uma vez, em “Dr. Mumford: Inocência ou culpa?” (1999) - mas de lá para cá desenvolveu forte amizade com o astro da comédia. Ganhador de dois prêmios Emmy, Martin Short (hoje aos 76 anos) consagrou-se como um dos grandes nomes do Saturday Night Live, icônico programa de humor da TV americana, além de participações engraçadíssimas em inúmeros outros programas, sem contar os filmes (como “Três amigos” e “Os três fugitivos”). No documentário, Martin Short é a estrela principal, num filme em que ele relembra a trajetória marcada por altos e baixos, a relação com a família e os amigos, suas viagens e a recepção de colegas de elenco em sua casa de veraneio, que ficou famosa pelos encontros regados a música, vinho e piadas (frequentavam lá amigos pessoais dele como Steven Martin, Eugene Levy e Catherine O’Hara – que falam ao filme também). É uma obra afetuosa, com certa melancolia, que celebra a versatilidade de Short, que transitou por décadas entre o palco, a televisão e o cinema com uma energia radiante, sempre disposto a criar novos personagens. O filme explora também seus dramas pessoais, o homem por trás das máscaras, com as fragilidades e perdas (em fevereiro deste ano, durante as gravações do doc, sua filha Katherine, de 42 anos, cometeu suicídio, o que o abalou profundamente e o fez terminar seu relacionamento de quase dois anos com a atriz Meryl Streep – eles se conheceram nas gravações da famosa série com Steve Martin “Only murders in the building”). O filme tem ritmo ágil, pontuado por imagens de arquivo bem pessoais, como gravações de vídeos caseiros de festas e encontros do ator, bastidores e making of, além de cenas de filmes, séries e esquetes em programas humorísticos. O documentário, da Netflix, equilibra irreverência, drama e autocrítica, expondo com delicadeza a vida de um ator que é dos mais completos e queridos tanto do público quanto dos colegas de cena. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
Martin Short tem um carisma impressionante, mesmo passando por perdas muito duras durante a vida. Não sabia que ele era uma das pessoas mais queridas do meio artistico lá em Hollywood.
Marty, Life Is Short (ótimo trocadilho) vai além da carreira de Martin Short e mostra um homem que aprendeu a conviver com perdas sem deixar de seguir em frente. O documentário emociona principalmente quando fala de Nancy Dolman e de como ela continua presente na vida dele e dos amigos. Em vários momentos me peguei imaginando como deveria ser divertido participar daqueles encontros com Tom Hanks, Steven Spielberg, Catherine O'Hara, Steve Martin e tantos outros. Talvez faltasse explorar um pouco mais a carreira de Short, mas a mensagem que fica é simples: a vida pode ser curta, porém o amor, a amizade e as boas lembranças permanecem.
O diretor norte-americano Lawrence Kasdan, de “Corpos ardentes” e “Silverado”, dois filmes aplaudidos dos anos 80, realiza seu primeiro documentário em 45 anos de carreira. E justamente uma homenagem ao ator Martin Short, com quem trabalhou apenas uma vez, em “Dr. Mumford: Inocência ou culpa?” (1999) - mas de lá para cá desenvolveu forte amizade com o astro da comédia. Ganhador de dois prêmios Emmy, Martin Short (hoje aos 76 anos) consagrou-se como um dos grandes nomes do Saturday Night Live, icônico programa de humor da TV americana, além de participações engraçadíssimas em inúmeros outros programas, sem contar os filmes (como “Três amigos” e “Os três fugitivos”). No documentário, Martin Short é a estrela principal, num filme em que ele relembra a trajetória marcada por altos e baixos, a relação com a família e os amigos, suas viagens e a recepção de colegas de elenco em sua casa de veraneio, que ficou famosa pelos encontros regados a música, vinho e piadas (frequentavam lá amigos pessoais dele como Steven Martin, Eugene Levy e Catherine O’Hara – que falam ao filme também). É uma obra afetuosa, com certa melancolia, que celebra a versatilidade de Short, que transitou por décadas entre o palco, a televisão e o cinema com uma energia radiante, sempre disposto a criar novos personagens. O filme explora também seus dramas pessoais, o homem por trás das máscaras, com as fragilidades e perdas (em fevereiro deste ano, durante as gravações do doc, sua filha Katherine, de 42 anos, cometeu suicídio, o que o abalou profundamente e o fez terminar seu relacionamento de quase dois anos com a atriz Meryl Streep – eles se conheceram nas gravações da famosa série com Steve Martin “Only murders in the building”). O filme tem ritmo ágil, pontuado por imagens de arquivo bem pessoais, como gravações de vídeos caseiros de festas e encontros do ator, bastidores e making of, além de cenas de filmes, séries e esquetes em programas humorísticos. O documentário, da Netflix, equilibra irreverência, drama e autocrítica, expondo com delicadeza a vida de um ator que é dos mais completos e queridos tanto do público quanto dos colegas de cena. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom