Medéia, A Feiticeira do Amor

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Medéia, A Feiticeira do Amor (1969)
Medea
Média do filme: 3.7 de 5 — baseado em 523 votos
MÉDIAFILMOW
3.7
523 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Pier Paolo Pasolini
Data de lançamento 27 Dez. 1969 Outras datas
País de origem Itália 🇮🇹
Duração 110 min (1h50)

Dirigido por

Data de lançamento

27 Dez. 1969

Duração

110 minutos
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Sinopse

Medéia mata o próprio irmão para fugir com o amado, Jasão, que roubara o velocino de ouro. Anos mais tarde, Jasão a abandona, para se casar com a jovem e bela filha do Rei Creonte. Indignada, Medéia planeja uma terrível vingança contra Jasão.

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A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
edpersona
Ed Persona
½
1 ano atrás

Primeiro filme de Pasolini que vejo na vida. E a experiência não foi das melhores. Vou dará 2,5 pelo visual e a fotografia, realmente parece que estamos na Grécia antiga... Mas o filme é confuso, tem uma montagem bagunçada, passagens de tempo imperceptíveis, uma trilha sonora caótica, acredito que foi a intenção, mas aquele som de bois berrando o tempo todo, com todo aquele instrumental desafinado, me incomodou demais.

i_ken
斎藤健介・
½
2 anos atrás

É uma narrativa bastante elíptica. Pode-se apreciar melhor já conhecendo de antemão o mito. A aridez dos grandes planos e da trilha sonora nos transportam para uma antiguidade mítica e a atuação de Callas nos faz sofrer de pensar no quanto perdemos por ela não ter feito mais cinema.

rodarte-quayle
Rodarte-Quayle
3 anos atrás

assistir uma adaptação de Medeia, ler a peça de Eurípides e ainda assistir duas vezes outra adaptação (a primeira foi com muito sono) em um mês definitivamente não é algo que eu faria se não fosse trabalho de faculdade. mas, mesmo cansado, sou grato por ter participado de uma reflexão sobre arte (sempre importante) que eu gostei muito em todas as três formas.

de um jeito estranho e até ansiógeno, a ênfase que o filme dá para a religiosidade que Medeia comanda na terra dela, ou, a famosa sabedoria do mal que a personagem encarna, é deslumbrante. nos rostos de atores (provavelmente não profissionais) poderia parecer que existe uma indiferença, especialmente quando eles saem desse estado assim que o sangue de um homem sacrificado é distribuído entre eles. mas fica evidente que existe uma rigidez enorme nessa sociedade, já que a religião está em tudo. muitos dos momentos que mostram isso ainda são pontuados por uma trilha sonora bela, mas bem discordante.

quando Medeia foge com Jasão e desmembra o irmão pra despistar o povo dela que veio atrás deles, essa decisão é tão acertada que é quase cômica: o povo é tão ritualístico que recolher os restos do morto precisa de uma solenidade que dá muito tempo para o casal fugir.

Jasão é criado pelo personagem mais carismático do filme — o único —, um centauro que conta muitas histórias à criança, o jovem, o adulto. ele tem um monólogo que deixa os temas do filme bem claros: se trata da perda da religiosidade, da Grécia mais próxima do laico do que nunca diante da raiva de Medeia, apropriada da sabedoria mística, a arte de se utilizar de venenos (em uma versão) ou maldições (em outra) quando o assunto é vingança.

Jasão rejeita seu papel como herói trágico — papel que, originalmente, era destino traçado pelos deuses e terminava em morte —, sendo carregado por Medeia no seu feito principal (por misericórdia, o único nessa adaptação) e depois desprezando o reino que ele deveria tomar — livre de julgamento a princípio, mas que acaba se revelando prova da arrogância do personagem. quando ele abandona Medeia por uma oportunidade mais oportuna, a bárbara feiticeira traz calamidades com as quais a cidade grega de Corinto está espiritualmente incapaz de lidar.

é impressionante que logo no final do filme a noiva e o sogro de Jasão, princesa e rei, sejam tão humanizados, e ainda com pouquíssimas pinceladas. já seria triste o destino deles se o filme não tivesse incluído uma visão que mostra eles morrendo por fogo só pra depois concretizar o assassinato de um jeito que talvez... nem tenha precisado de magia pra acontecer.

enfim, em toda tragédia grega a história geral era bem conhecida pelo povo, era uma tradição oral que existia antes das peças serem escritas. ou seja, não existiam spoilers nos festivais, sendo valorizados o tratamento e os pormenores que cada autor dava a essas histórias. o filme do von Trier alude a isso quando resume a trajetória do casal até começarem as imagens logo quando Medeia entra em luto por causa da traição de Jasão. o filme do Pasolini é mais seletivo, e em um ou outro momento é difícil perceber que houve um pulo bem grande no tempo (10 anos, no principal caso). o bom é que, junto com as visões, igualmente sorrateiras, que Medeia tem, isso dá um ar de sonho ao filme. enquanto isso no filme do von Trier seria mais pelo lado expressionista de um pesadelo, aqui é daquelas experiências que te levantam da cama perplexo. ENFIM, não é tão recomendado entrar neste filme sem conhecer a lenda de Medeia, se você não puder decifrar o filme. mas as informações estão lá, e a experiência cinematográfica é marcante.

obs.: uma das pouquíssimas vezes que Maria Callas atuou no cinema, e a experiência dela como cantora de ópera brilha no filme. quase todos os personagens têm olhares fixos e expressões que não mudam, mas no caso dela, existe uma majestade em cada emoção sólida que ela mostra, um luxo que o resto do elenco não tem. é muito importante pra entender a personagem que ela já estivesse infeliz durante seus rituais. aliás, também ajuda ela ser absolutamente linda como uma rainha

igorcxt
igor
3 anos atrás

"Hei de fazer do pai, marido e filha uma trinca sinistra, pois domino imenso hall de vias morticidas."

matheusviga
Matheus Viga
3 anos atrás

É incrível como Pasolini trabalha muito bem "Grandes Planos" em seus filmes. É incrível como ele explora muito bem os cenários daquele ambiente, contando a história, simplesmente, através desses exuberantes cenários. Outro ponto fortíssimo do filme é a direção de arte que envolve figurinos e maquiagens belíssimas e marcantes.

Pra quem conhece a história do Jasão e os Argonautas facilita a conexão no filme, já que personagens emblemáticos dão aquela vinculada nostálgica na história. Personagens como os irmãos Castor e Pólux, Orfeu, Jasão, etc.

O ato final do filme é intrigante e envolvente de se acompanhar com uma atuação de Maria Callas fazendo jus ao que Medéia simboliza na mitologia grega.

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Elenco de Medéia, A Feiticeira do Amor

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(Glauce's maid)
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Laurent Terzieff

(Centaur)
Luigi Barbini 0 1

Luigi Barbini

(Argonaut)
Margareth Clementi 0 0

Margareth Clementi

(Glauce)

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