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Data de lançamento
1 Abril 1988Duração
A direção de Lars Von Trier faz deste filme um olhar chocante sobre a mente perturbada de uma mulher desprezada e abandonada. A vingança de Medéia é terrível mas nunca inacreditável. Ela faz o que qualquer pessoa em sã consciência faria se fosse destituída de tudo aquilo que ama. O filme marca a mente do espectador e lhe deixa com um duradouro sentimento de como a miséria humana pode se manifestar.
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Curioso observar como, apesar da baixíssima qualidade da imagem, há uma qualidade estética difícil de ignorar. Simultaneamente feio e belíssimo, com tomadas e composições fascinantes o bastante para manter o interesse. Pena que sua curtíssima duração e a ausência de um contexto maior da relação entre Medeia e Jasão afetem o envolvimento com a narrativa. Difícil sentir a dor da traição de um relacionamento que sequer conhecemos.
Lars Von Trier não é um diretor que gosto muito, fui assistir esse filme porque vi que o roteiro é assinado por Dreyer... Então, pelo pouco que conheço dele, Lars conseguiu filmar a maioria do filme exatamente como eu imaginava que Dreyer faria. É um filme curto, mas com cenas muito forte e belos planos.
É um filme bem objetivo. Nao fica fznd rodeios. A cena la q todos sabem é de dar pena. É de uma crueldade tbm...
Do Pasolini é bom, mas esse é curto e direto, do jeito que eu gosto.
vi na minha aula de Literatura no curso de Letras!! era von Trier ou Pasolini!! e o professor deu contexto vital pra gente, já que não pudemos ler o texto na íntegra
Medeia, constantemente olhando pra baixo, cabelos censurados numa toca preta, é uma FORÇA da angústia. nessa posição suprimida o filme causa um incômodo constante, especialmente se a protagonista está atravessando um pântano particular dela, indiferente a estar joelhos abaixo da água e constantemente lavada pela chuva. (esse pântano é particularmente lindo, dentro ou fora d'água, e o aspecto de tela faz parecer que é o caldeirão dela mesmo.) a ideia é que toda essa amargura requer uma resposta que vai surgir mais tarde, e isso é como uma frase que a atmosfera do filme registra constantemente na sua consciência.
não sei muito dos Campos Elíseos, mas parece que essa é a associação naquele final. a razão praqueles campos dourados serem um final tão forte, apesar de serem cenas tão enroladas, vem do contexto que me foi dado: à mulher grega não resta nada senão traição e os atos mais hediondos em reação