Uma grata surpresa , ele é mega angustiante, tenso e trata de um tema bem delicado, atual e sensível que é a saúde mental. Temos um filme que vai e volta na cronologia e isso rende bons conflitos e descobertas, fora o elenco talentoso em cena , todos conseguem espaço pra brilhar, isso é inegável.
A ambientação por mais simples no sentido de não ter tantas locações traz um sufocamento ideal dentro daquele condomínio de elite.
Outro ponto positivo é a direção acertiva que mostra um amadurecimento da diretora que vinha de obras mais juvenis e também a trilha sonora instrumental / incidental … bem dramática e tocada a exaustão (e isso não é um ponto negativo rs) em várias cenas, criando mais ainda a sensação de aflição que o filme propõe.
Estreou nos cinemas nesse final de semana o intrigante drama com suspense ‘Meu casulo de drywall’ (2023), filme trágico e pessoal da diretora e roteirista Caroline Fioratti, que planejou o longa brasileiro durante 10 anos. Com elenco caprichado, conta com nomes de peso como Maria Luísa Mendonça, Bella Piero, Michel Joelsas e participações de Caco Ciocler, Debora Duboc e Marat Descartes. No aniversário de 17 anos de Virginia, uma adolescente de família rica, um crime terrível ocorre, abalando a vida de todos os convidados da festa. A garota está morta, e um a um dos amigos e familiares de Virginia tentam entender o que aconteceu naquela noite. O luto destrói a mãe da menina, o namorado e a melhor amiga, fazendo-os refletir sobre as relações que tinham com a vítima. A história se passa durante 24 horas, intercalado com flashbacks para explicar partes do passado dos personagens, e tem como foco refletir o luto, a solidão e as angústias da adolescência. Maria Luísa Mendonça tem uma interpretação dolorosa, da mãe enlutada, num de seus melhores trabalhos da carreira. Assista preparados, pois o filme é tristíssimo. Nos cinemas pela distribuidora Gullane+. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
No mês em que se é celebrado o Setembro Amarelo, o filme “Meu Casulo de Drywall”, dirigido e escrito por Caroline Fioratti, que estreia amanhã, nos cinemas brasileiros, aborda a temática da saúde mental por meio de sua personagem principal, a jovem Virgínia (Bella Piero), que, na noite de comemoração do seu aniversário de 17 anos, comete suicídio devido a uma overdose de medicamentos controlados.
De forma a tentar compreender o que levou Virgínia a cometer tal ato, o filme alterna uma linha narrativa que perpassa o passado e o presente para analisar de que maneira a morte da adolescente vai influenciar o futuro daqueles que eram mais próximos dela e, por consequência, foram afetados de maneira mais forte pela sua morte.
“Meu Casulo de Drywall” se passa num condomínio de luxo, dentro do segmento da classe média alta. Ao longo do aniversário de Virgínia, são revelados os problemas que me parecem afligir boa parte da juventude atual: a falta de identificação e a distância para com os pais, a vivência de relacionamentos abusivos, a instabilidade emocional, a superficialidade e as mentiras.
Por mais simples que possa parecer, a experiência de assistir a “Meu Casulo de Drywall” transparece algo que é nítido: o quanto o fato de estarmos absorvidos pelos nossos próprios problemas nos leva a não enxergar as dores de quem está próximo de nós, nos impedindo de oferecer a ajuda que ele(a) precisa.
Uma pena, no entanto, que uma temática tão importante se perca em um filme que tem problemas na sua narrativa e, principalmente, na forma como se propõe a apresentar a jornada de Virgínia, de sua mãe, de seu namorado, de sua melhor amiga e de um amigo próximo, agora, distante.
Uma grata surpresa , ele é mega angustiante, tenso e trata de um tema bem delicado, atual e sensível que é a saúde mental. Temos um filme que vai e volta na cronologia e isso rende bons conflitos e descobertas, fora o elenco talentoso em cena , todos conseguem espaço pra brilhar, isso é inegável.
A ambientação por mais simples no sentido de não ter tantas locações traz um sufocamento ideal dentro daquele condomínio de elite.
Outro ponto positivo é a direção acertiva que mostra um amadurecimento da diretora que vinha de obras mais juvenis e também a trilha sonora instrumental / incidental … bem dramática e tocada a exaustão (e isso não é um ponto negativo rs) em várias cenas, criando mais ainda a sensação de aflição que o filme propõe.
(VISTO NO CINEMA)
queria 30 min a mais com desenvolvimento da relação entre os pais, mas é um filme muito bom!
16.09.24
Maria Luísa Mendonça entrega uma excelente atuação.
16.09.2024
Estreou nos cinemas nesse final de semana o intrigante drama com suspense ‘Meu casulo de drywall’ (2023), filme trágico e pessoal da diretora e roteirista Caroline Fioratti, que planejou o longa brasileiro durante 10 anos. Com elenco caprichado, conta com nomes de peso como Maria Luísa Mendonça, Bella Piero, Michel Joelsas e participações de Caco Ciocler, Debora Duboc e Marat Descartes. No aniversário de 17 anos de Virginia, uma adolescente de família rica, um crime terrível ocorre, abalando a vida de todos os convidados da festa. A garota está morta, e um a um dos amigos e familiares de Virginia tentam entender o que aconteceu naquela noite. O luto destrói a mãe da menina, o namorado e a melhor amiga, fazendo-os refletir sobre as relações que tinham com a vítima.
A história se passa durante 24 horas, intercalado com flashbacks para explicar partes do passado dos personagens, e tem como foco refletir o luto, a solidão e as angústias da adolescência. Maria Luísa Mendonça tem uma interpretação dolorosa, da mãe enlutada, num de seus melhores trabalhos da carreira. Assista preparados, pois o filme é tristíssimo. Nos cinemas pela distribuidora Gullane+.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
No mês em que se é celebrado o Setembro Amarelo, o filme “Meu Casulo de Drywall”, dirigido e escrito por Caroline Fioratti, que estreia amanhã, nos cinemas brasileiros, aborda a temática da saúde mental por meio de sua personagem principal, a jovem Virgínia (Bella Piero), que, na noite de comemoração do seu aniversário de 17 anos, comete suicídio devido a uma overdose de medicamentos controlados.
De forma a tentar compreender o que levou Virgínia a cometer tal ato, o filme alterna uma linha narrativa que perpassa o passado e o presente para analisar de que maneira a morte da adolescente vai influenciar o futuro daqueles que eram mais próximos dela e, por consequência, foram afetados de maneira mais forte pela sua morte.
“Meu Casulo de Drywall” se passa num condomínio de luxo, dentro do segmento da classe média alta. Ao longo do aniversário de Virgínia, são revelados os problemas que me parecem afligir boa parte da juventude atual: a falta de identificação e a distância para com os pais, a vivência de relacionamentos abusivos, a instabilidade emocional, a superficialidade e as mentiras.
Por mais simples que possa parecer, a experiência de assistir a “Meu Casulo de Drywall” transparece algo que é nítido: o quanto o fato de estarmos absorvidos pelos nossos próprios problemas nos leva a não enxergar as dores de quem está próximo de nós, nos impedindo de oferecer a ajuda que ele(a) precisa.
Uma pena, no entanto, que uma temática tão importante se perca em um filme que tem problemas na sua narrativa e, principalmente, na forma como se propõe a apresentar a jornada de Virgínia, de sua mãe, de seu namorado, de sua melhor amiga e de um amigo próximo, agora, distante.