Mickey One é um animador de shows de boate fracassado financeiramente e envolvido com um bando de deliquentes a quem deve dinheiro. Amigos de Mickey tentam reabilitá-lo, mas este sente medo de ser reconhecido por seus credores e assassinado.
Os 4 minutos iniciais são maravilhosos, de fato, com um ritmo constante. Depois o filme nos apresenta diversos personagens peculiares, mas sem deixar o protagonista esquecido em momento algum. Vira, na verdade, um estudo sobre a síndrome do pânico e da percepção que as pessoas ao redor adquirem. Tudo é enfatizado pela escolha do preto e branco, com uma primorosa fotografia. É um filme que foge de regras, mas que não perde a essência de um noir e com o plus de uma alta carga psicológica. Nunca deixa de ser interessante.
Também achei o início do filme muito bacana, depois vai ficando na paranoia do personagem do Warren Beatty. Confesso que esperava um pouco mais, mas é um bom filme.
Um filme que nasce da vontade moderna de um realizador desgostoso com o status quo da indústria. "Mickey One" pode ser considerado a aposta de Arthur Penn e Warren Beatty, na época um protótipo de astro hollywoodiano, em um cinema que confronte as produções engessadas dos estúdios. Influenciado pelas cinematografias europeias, sobretudo a nouvelle vague, Penn comede o entusiasmo para entregar um drama devotado ao protagonista paranoico. Acho tão bonito que num primeiro momento Mickey foge do holofote, para depois encarar a luz perguntando: "vai haver amanhã?". Obra prefácio das mudanças que aconteceriam no cinema estadunidense dirigida por um admirador consciente.
Um comediante de Stand Up é perseguido (ou não !) pela máfia e passa anos escondido, com medo de arrumar um novo emprego e ser descoberto. Uma parábola sobre a paranoia americana da época do macarthismo. Warren Beatty atua com precisão criando um personagem que vai ficando cada vez mais inseguro e patético. Filme americano com cara de europeu.
É ao lado de "O Segundo Rosto"(1966), um dos mais emblemáticos exemplos daquilo que o experimentalismo e a psicodelia norte-americana dos anos 60 já foram capazes de produzir, em termos de cinema. Possui uma estética claramente influenciada pela nouvelle vague francesa, mas há também pitadas de surrealismo, sobretudo na construção de alguns personagens absolutamente bizarros que vão surgindo no decorrer da trama. Aliás, como já dizia um antigo professor meu (Francisco Conte), entender por completo quais os objetivos da trama apresentada, não é tarefa fácil... Mas não é isso o que realmente importa em "Mickey One", mas sim a ótima direção e o belo trabalho de fotografia que o caracterizam, bem como a simples ousadia de vermos um filme norte-americano que foge aos velhos preceitos hollywoodianos em termos narrativos. Destaque também p\ a bela atriz coadjuvante (Alexandra Stewart) que, aliás, um ano depois, iria filmar c\ Godard.
Os 4 minutos iniciais são maravilhosos, de fato, com um ritmo constante. Depois o filme nos apresenta diversos personagens peculiares, mas sem deixar o protagonista esquecido em momento algum. Vira, na verdade, um estudo sobre a síndrome do pânico e da percepção que as pessoas ao redor adquirem. Tudo é enfatizado pela escolha do preto e branco, com uma primorosa fotografia. É um filme que foge de regras, mas que não perde a essência de um noir e com o plus de uma alta carga psicológica. Nunca deixa de ser interessante.
Também achei o início do filme muito bacana, depois vai ficando na paranoia do personagem do Warren Beatty. Confesso que esperava um pouco mais, mas é um bom filme.
Um filme que nasce da vontade moderna de um realizador desgostoso com o status quo da indústria. "Mickey One" pode ser considerado a aposta de Arthur Penn e Warren Beatty, na época um protótipo de astro hollywoodiano, em um cinema que confronte as produções engessadas dos estúdios. Influenciado pelas cinematografias europeias, sobretudo a nouvelle vague, Penn comede o entusiasmo para entregar um drama devotado ao protagonista paranoico. Acho tão bonito que num primeiro momento Mickey foge do holofote, para depois encarar a luz perguntando: "vai haver amanhã?". Obra prefácio das mudanças que aconteceriam no cinema estadunidense dirigida por um admirador consciente.
Um comediante de Stand Up é perseguido (ou não !) pela máfia e passa anos escondido, com medo de arrumar um novo emprego e ser descoberto. Uma parábola sobre a paranoia americana da época do macarthismo. Warren Beatty atua com precisão criando um personagem que vai ficando cada vez mais inseguro e patético. Filme americano com cara de europeu.
É ao lado de "O Segundo Rosto"(1966), um dos mais emblemáticos exemplos daquilo que o experimentalismo e a psicodelia norte-americana dos anos 60 já foram capazes de produzir, em termos de cinema. Possui uma estética claramente influenciada pela nouvelle vague francesa, mas há também pitadas de surrealismo, sobretudo na construção de alguns personagens absolutamente bizarros que vão surgindo no decorrer da trama. Aliás, como já dizia um antigo professor meu (Francisco Conte), entender por completo quais os objetivos da trama apresentada, não é tarefa fácil... Mas não é isso o que realmente importa em "Mickey One", mas sim a ótima direção e o belo trabalho de fotografia que o caracterizam, bem como a simples ousadia de vermos um filme norte-americano que foge aos velhos preceitos hollywoodianos em termos narrativos. Destaque também p\ a bela atriz coadjuvante (Alexandra Stewart) que, aliás, um ano depois, iria filmar c\ Godard.