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Baseado no romance de Herman Bang, com sutil inspiração no clássico da mitologia grega que narra a relação de Júpiter e Ganimedes. A história conta um triângulo amoroso entre o renomeado pintor e escultor Zoret (o diretor de Haxan Benjamin Christensen), seu protegido e assistente Mikael (Walter Slezak, que mais tarde faria o vilão nazista em Lifeboat, de Hitchcock) e a princesa Zamikoff (Nora Cregor), uma aristocrata "female fatale". Atraído e seduzido pela beleza da jovem princesa, Mikael começa a distanciar-se de Zoret, e este, começa a amargurar-se com a solidão. Considerado o primeiro filme "kammerspier".
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Dreyer era sempre ousado em suas direções,mas nessa aqui se superou.Drama com vários momentos fortes e que funciona bem até hoje.Slezak muito bem expressivo cai como uma luva no protagonismo.
>Assistido em 22 de Julho de 2023
Meu primeiro filme mudo. Gostei bastante e estou embasbacado com a ousadia para 1924.
Esteticamente um filme bastante elegante e muitíssimo bem conduzido por Dreyer. Apesar de ser essencialmente um conto sobre solidão e amparo, não se pode descartar seu cunho sugerido de relação homossexual em plenos anos 20.
As críticas falam sobre o caso de homoafetividade retratado no filme, mas confesso que não enxerguei dessa forma. Primeiro, que Zoret considera Mikael como seu filho adotivo, segundo que a interação dos dois, embora tenha ciúmes, era mais uma relação de profunda amizade, fraternal. Mikael mantém uma relação amorosa com a moça. Vê-se que a interação é bem diferente.
No final, quando Zoret está para morrer, ele diz que viu amor verdadeiro, mas será que ele não está falando de Mikael e Zamikoff?
Zoret <3