Emanuelle Béart é a Nélly do título original, uma jovem e belíssima mulher, com boa formação escolar e profissional porém desempregada no momento, e Michel Serrault é o Monsieur Arnaud do título original, um homem idoso (não velho, mas idoso, segundo ela define para o marido assim que o conhece), que foi magistrado e abandonou a carreira por achar que ela era vazia e inútil, tornou-se em seguida um muito bem sucedido homem de negócios e agora vive dos bens que acumulou, escrevendo sem pressa um livro autobiográfico.
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Segundo o consenso crítico, é um filme apenas mediano. Considerando-se a maestria do diretor e a maravilhosa seleção de elenco, tinha expectativas empolgadas, e tive o privilégio de conferi-lo numa tela grande, acompanhado por uma amiga que não via faz tempo: e amamos o que foi testemunhado. Que direção, que elenco, que roteiro! Para além de toda a sapiência da elaboração, estamos diante de um documento valioso sobre as primícias da era computadorizada, sobre as modificações que isso instaura num cotidiano em si bastante movimentado. É impressionante o quão interrompidos são os personagens nas conversas, seja por outros personagens, seja pelos telefones que não param de tocar! O desfecho pode ser considerado surpreendente, em seu caráter circunstancial, na maneira corriqueira como tudo acontece... Emmanuelle Béart está no auge da beleza e talento e Michel Serrault está ótimo. Um filme-testamento de primeira grandeza, que ainda conta com uma inusitada (e contida) presença do genial Michael Lonsdale. Fui arrebatado: fiquei pensando no filme por muito tempo após a sessão... (WPC>)
Belíssimo filme, delicado e sutil! Imagino que nem tenha sido lançado em DVD no Brasil, quem tiver a oportunidade de ver aproveite!