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Data de lançamento
10 Março 2000Duração
Quando a primeira missão tripulada a Marte sofre um catastrófico e misterioso desastre, uma missão de salvamento é enviada para investigar a tragédia e trazer de volta possíveis sobreviventes.
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⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu esse filme, corra daqui.
Nos anos 2000, Hollywood deu 100 milhões de dólares pro Brian De Palma fazer o seu próprio "2001: Uma Odisséia no Espaço". O resultado foi "Missão: Marte" (Mission to Mars), um mamute orçamentário que reúne Gary Sinise, Tim Robbins, Don Cheadle e Connie Nielsen para fazê-los passar duas horas com cara de paisagem vermelha num filtro de câmera Kodak.
A desgraça começa quando a primeira equipe é atacada por um vórtex alienígena — um tornado de areia em CGI mambembe que parece um liquidificador gigante que tritura os astronautas sem dó. O único sobrevivente é o personagem de Don Cheadle, que fica preso anos sozinho em Marte, morando numa estufa improvisada, cultivando plantas pra conseguir respirar, e trocando ideia com as alfaces da horta que cuida.
No meio do filme a trama descamba pra um melodrama de espaço ridículo, desses clichês brabo que tem até em animação. Na cena da caminhada espacial no vácuo, vendo que a esposa vai abraçar a morte, o personagem de Tim Robbins simplesmente tira o capacete no meio do nada. Né? O sujeito congela na hora, virando um picolé espacial com cara de pânico, enquanto a esposa grita no vácuo sem som, um dramalhão de quinta categoria.
Quando finalmente resgatam o doidão do Don Cheadle na estufa, o filme dá vida de forma mequetrefe às histórias do livro do Erich von Däniken "Eram os Deuses Astronautas?". Eles descobrem que a famosa "Face de Marte" é uma catedral alienígena e conseguem entrar assobiando a sequência do DNA humano — porque a fechadura intergaláctica meio que funciona por reconhecimento de voz igual ao portão eletrônico do condomínio.
Lá dentro, tem um ET em CGI translúcido (acho que é rascunho de algum filtro de tela do Windows 98), que faz um holograma brega da história do mundo, explicando que foram os alienígenas que semearam a vida na Terra e blá-blá-blá. O ápice do ridículo é o Gary Sinise chorando de emoção, entrando num casulo cheio de água de privada espacial e sendo disparado para outra galáxia com um sorriso de noivo no altar.
"Missão: Marte" é a prova de que nem mesmo o talento de Brian De Palma salva um roteiro que mistura ficção científica, terror B de tornado de areia, sobrevivência de alfaces e breguice intergaláctica. Na época eu assisti ainda nas TV de tubo das Telas Quentes da vida. Achei legal, mas foi só. Revendo hoje é preciso ter paciência com as escolhas ruins do Palma. Pelo menos "Missão Marte" ainda distrai um pouco.
Então foi daqui q o pessoal tirou q quando chegarmos em Marte vamos descobrir q viemos de lá? kkk. De toda forma é um filme razoavelmente interessante, claro q eu esperava mais, mas OK.
Reassistido e achei bem legal.
15.07.2003
Os cineastas criaram a paisagem marciana em uma enorme caixa de areia perto de Vancouver. Foi um dos maiores cenários já construídos para um filme — cerca de 180 mil metros quadrados.
Muitos dos adereços deste filme, incluindo o grande conjunto de rodas giratórias e o modelo da nave espacial, agora estão em exibição na área da fila do brinquedo "Mission Space" no Epcot, no Walt Disney World, na Flórida.
O diretor original do filme era Gore Verbinski . Quando o orçamento foi aumentado, Brian De Palma começou a demonstrar interesse. O roteiro também foi reescrito.
Cada um dos trajes espaciais custou cerca de US$ 100.000 para ser feito. Mas um traje espacial de verdade da NASA custa entre US$ 10 e US$ 12 milhões.
A equipe usou mais de 14.000 galões de tinta para pintar o solo de "vermelho Marte".