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Data de lançamento
5 Fev. 1936Duração
Um operário de uma linha de montagem, que testou uma "máquina revolucionária" para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela "monotonia frenética" do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado de sua crise nervosa, mas desempregado. Ele deixa o hospital para começar sua nova vida, mas encontra uma crise generalizada e equivocadamente é preso como um agitador comunista, que liderava uma marcha de operários em protesto. Simultaneamente uma jovem rouba comida para salvar suas irmãs famintas, que ainda são bem garotas. Mas o pior ainda está por vir.
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é um filme q estava na minha lista pra ver há muitos anos mas sempre acontecia algo e acabava não vendo. uma vez até comecei a maratonar todos os filmes do chaplin mas a vida mudou e eu acabei deixando de lado. recentemente meu chefe, numa das muitas "apresentações" dele(ele chama de reunião mas como só ele fala...), perguntou se já tínhamos visto esse filme e saiu recomendando...hj, depois de finalmente assistir, o filme ficou muito mais engraçado justamente por causa disso. será q ele não conseguiu se reconhecer no filme?? o cara q não faz nada e fica o tempo inteiro mandando aumentar a velocidade da produção, o q atrapalha o serviço e faz o funcionário entrar pela porta errada e causar acidentes, o q manda o funcionário fazer coisas q não fazem parte das funções dele...a cara dele.
e 4 estrelas por finalmente ter visto um clássico...
Uma obra-prima do cinema!
Brilhante! Tudo em Tempos Modernos é um espetáculo, desde as excelentes atuações, até o contexto do roteiro que se encaixa perfeitamente até hoje. Sem dúvidas que Charles Chaplin foi uma das mentes mais brilhantes para o cinema.
***** (Excelente)
Um chute nos bagos é mais divertido. Não é engraçado e outras obras fazem críticas sociais melhores.
É o "Ilha das Flores" gringo, não tem jeito.
MODERN TIMES
Direção: Charles Chaplin
Ano: 1936
Assistido em: 01/01/2026
A primeira vez que eu assisti Tempos Modernos foi há aproximadamente 17 ou 18 anos, em um curso que eu fazia na adolescência. Só que, naquela época, com meus 16 anos mais ou menos, eu não tinha a menor maturidade para entender o porquê dele ser um dos maiores clássicos da história do cinema. Depois de todo esse tempo sem reassistir ao filme, decidi que ele seria o primeiro que eu veria neste ano, e é impressionante como, a cada nova revisita ao universo de Charles Chaplin, fica mais claro o quão brilhante esse homem era.
Um operário conhecido apenas como Tramp luta para sobreviver à vida moderna durante a Grande Depressão, tentando acompanhar o ritmo desumano das linhas de montagem e sendo repetidamente despedido, preso e humilhado pelas exigências da sociedade industrializada. Quando encontra Ellen, uma jovem órfã em dificuldades, os dois formam um vínculo enquanto enfrentam juntos a pobreza, a vigilância das autoridades e o sonho de uma vida melhor fora do maquinário implacável do mundo moderno.
A melhor parte do filme, disparadamente, é o primeiro ato. Logo nas sequências iniciais, vemos o Tramp trabalhando em uma fábrica onde o ritmo industrial já é tão intenso que tudo o que ele faz acontece no automático, sem nem perceber. A opressão do sistema capitalista é tão forte, tão violenta, que o personagem tem um ataque de nervos, ficando completamente descontrolado. O longa foi lançado em 1936, portanto há exatos 90 anos. Naquela época, a Revolução Industrial ainda estava a todo vapor, o ser humano ainda estava entendendo o real poder das máquinas, e Charles Chaplin já nos mostrava um personagem sofrendo de burnout, de uma crise nervosa, devido aos absurdos do ambiente de trabalho. Ou seja, há 90 anos podia não ter nome bonito, mas os problemas já estavam lá.
Chaplin recusou durante toda a sua vida o rótulo de comunista, mas é totalmente "compreensível" que tenha sido tão perseguido pelo macartismo como se fosse um. Olha o que esse cara fez, olha esse roteiro, criticando o capitalismo selvagem, criticando o ser humano que perde a própria humanidade em prol de um ritmo de trabalho descontrolado. Olha como ele sempre evocava a simplicidade, a alegria do Tramp mesmo diante das maiores adversidades que pudesse enfrentar. É um filme que clama para o ser humano refletir sobre o que de fato é importante, algo que os grandes donos de capital não suportam.
Charles Chaplin é, na minha humilde e modesta opinião, o maior artista que já existiu na história do cinema. Ele era perfeito em tudo: diretor, roteirista, produtor, músico. Ele nos fazia rir, nos fazia emocionar e, enfim, era um dos mestres absolutos do humor físico. Aqui temos apenas mais uma das inúmeras provas disso. Não faz muito sentido eu ficar elogiando alguém cujo trabalho já recebeu todos os elogios possíveis. Este filme, além disso, marca o último trabalho de Chaplin como o eterno Tramp e simboliza sua luta contra o cinema falado. Aqui, ele se vê obrigado a colocar palavras na boca do personagem, mas faz isso cantando uma música sem letra, sendo literalmente o canto do cisne, para o último ato de uma figura eterna.
A única coisa que posso dizer que me desagradou um pouquinho é que algumas sequências de comédia parecem um pouco soltas, sem fazer parte direta do contexto geral. Mas, pelo amor de Deus, eu sou apenas um cretino qualquer que não tem moral alguma para discordar da escolha do lendário Charles Chaplin. A força desse filme é inegável, o impacto é inegável, e ele ainda termina com uma das músicas mais belas já feitas, Smile, nos lembrando que, por mais difícil que seja a vida, por mais opressora que a sociedade se torne, devemos fazer como o Tramp e manter um sorriso. Sem sobra de dúvidas uma bela despedida para uma figura cujo o maior mérito desde de sua criação foi nos fazer sorrir.