Antes de mergulhar neste filme, li muito sobre o seu diretor e vi alguns filmes prévios dele. Defendê-lo em relação à teatralidade é irrelevante: seu estilo vai além disso, possui especificidades interseccionais muito próprias. E geniais! Os diálogos rápidos, as atuações apaixonadas, a grandiloqüência dos ensinamentos que passam (e são ressignificados) de avô para pai para neto e para o espectador, e o ritmo fílmico são insignes. Tachar o cineasta de misógino é não saber decifrar um roteiro tão acabado e respeitador das vozes em conflito num diálogo que tende à harmonia via riso. Afinal, bom humor é a marca registrada de vida do Sacha Guitry, por mais difamado que ele tenha sido após a II Guerra Mundial. O desfecho é um tanto rasteiro (ficamos querendo mais!), mas os jogos de olhares e falas entre o diretor e sua então esposa Delubac são imorríveis. Não chega a ser excelente por pouco, mas tornou-se um de meus favoritos da vida: pois tenho horror ao conceito de paternidade, em razão de traumas íntimos, e o filme obriga-nos a ir além deles o tempo inteiro. Não obstante algumas frases isoladas assustar-nos em seu machismo contextual, devidamente situadas, elas demonstram-se brilhantes enquanto signos de uma época em reavaliação histórica e emocional. Genial! (WPC>)
Os filmes do Sacha só compensam pela Jacqueline Delubac, de resto eu acho seus diálogos aborrecidos e envelhecidos.
Antes de mergulhar neste filme, li muito sobre o seu diretor e vi alguns filmes prévios dele. Defendê-lo em relação à teatralidade é irrelevante: seu estilo vai além disso, possui especificidades interseccionais muito próprias. E geniais! Os diálogos rápidos, as atuações apaixonadas, a grandiloqüência dos ensinamentos que passam (e são ressignificados) de avô para pai para neto e para o espectador, e o ritmo fílmico são insignes. Tachar o cineasta de misógino é não saber decifrar um roteiro tão acabado e respeitador das vozes em conflito num diálogo que tende à harmonia via riso. Afinal, bom humor é a marca registrada de vida do Sacha Guitry, por mais difamado que ele tenha sido após a II Guerra Mundial. O desfecho é um tanto rasteiro (ficamos querendo mais!), mas os jogos de olhares e falas entre o diretor e sua então esposa Delubac são imorríveis. Não chega a ser excelente por pouco, mas tornou-se um de meus favoritos da vida: pois tenho horror ao conceito de paternidade, em razão de traumas íntimos, e o filme obriga-nos a ir além deles o tempo inteiro. Não obstante algumas frases isoladas assustar-nos em seu machismo contextual, devidamente situadas, elas demonstram-se brilhantes enquanto signos de uma época em reavaliação histórica e emocional. Genial! (WPC>)