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A woman is walking alone through an abandoned city. She approaches the forbidden zone and tries to pass through. Everywhere the Morning Patrol and deceptive traps are watching. The city itself is alive but uncontrolled. Computer voices warn non-existing inhabitants to leave the city. The communication system works... cinemas show films... classic faces of a past era flash across TV screens. She is confronted by one of the few survivors guarding the city. They will come close to each other ; they will try to recall the past. Together they unravel their tangled memory - threads of this catastrophe and decide to penetrate the zone together ; They are linked by the bonds of violence and death since no other behaviour is possible in this kind of world. Is there an end? Is there hope and any future since no person that was allowed through ever returned to tell us whether the freedom of the sea exists. The fugitives encounter increasing dangers... A story of love in this unbearable world... what point can it have?
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Assisto um filme por semana e alterno entre nacionais e estrangeiros. Nesta semana, foi um filme grego chamado Morning Patrol. Não faço ideia de quando o adicionei ou de onde peguei a indicação.
Esperava um "Filme B", mas me surpreendi positivamente: possui uma ótima fotografia, com tomadas bem interessantes, principalmente aquelas mais abertas, as quais costumo brincar que, se pausar, viram um quadro.
Trata-se de um filme contemplativo, durante boa parte dele não há diálogos e conta com uma excelente narração em off, contendo excertos de obras literárias de autores como Philip K. Dick (não me pergunte de quais livros ou contos, pois fiz algumas pesquisas e não encontrei).
O enredo é bem vago: as cidades estão desertas e foram sitiadas por um grupo que se assemelha a militares. Não se sabe o que levou a esse estado de coisas, a protagonista também não parece saber ou se lembrar. Acompanhamos sua jornada e, de forma implícita, percebemos que pode ter ocorrido alguma guerra química, nuclear ou biológica, pois há sinais de contaminação e doença.
O longa não traz muita pirotecnia: o que prende e intriga o espectador é o clima de paranoia e, principalmente, suas excelentes locações. Neste sentido, é impossível não compará-lo a Stalker (Сталкер, 1979), do diretor Andrei Tarkóvski.
Em sua parte mais filosófica e narrações em off lembra muito Blade Runner (1982), tanto pelo aspecto existencialista e da brevidade da vida quanto pelas incertezas das lembranças sobre as origens. Em entrevista, o diretor Nikolaidis diz que o filme, lançado em 1987, está bem à frente do seu tempo e admite que foi profundamente impactado pelo seu próprio trabalho, dizendo que:
"Morning Patrol ainda é um filme que tenho medo de assistir. Para muitos, é meu melhor filme, eu apenas tenho medo de assisti-lo. Porque é um filme que fala sobre todas as coisas que eu temia e finalmente se tornaram realidade. Silêncio, frieza, comunicação quebrada, falta de emoções, assassinatos... Eu não quero falar sobre este filme. Ele me perturba".
O filme está disponível no Youtube (infelizmente, apenas com legendas em inglês).
Ótimos textos e diálogos.
Copiei do Sonata a sinopse em português para o pessoal (assim como eu) que não sabem Inglês!!
Numa cidade abandonada e desolada por alguma catástrofe (guerra? peste?), poucos foram os sobreviventes. Não se pode confiar em ninguém e a violência é o único meio possível. Nesse cenário hostil, uma mulher parte em direção ao mar, por acreditar que terá melhores condições de sobrevivência. O trajeto reserva armadilhas, além da vigilância da Patrulha da Manhã.
Com direção do Nikos Nikolaidis de Singapore Sling, Morning Patrol é mais uma variante sobre o pós apocalíptico vindo da europa. O filme acerta ao escolher a narração como diálogo principal, porém peca no uso excessivo da trilha sonora New age que nem sempre combina com as cenas. Mas o melhor de tudo com certeza foi utilizar cenas de clássicos do cinema como se esta fosse a única memória imortalizada no ambiente hostil onde estão os personagens.