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Uma releitura de um livro que não li. Diante da ausência de contato prévio, não tenho referencial para comparação. Mas tendo assistido entrevista com o diretor, sabia que a proposta seria diferente.
A melhor interpretação do Caio Blat é narrando. Como quiseram colocar a fala rimada e com ares musicais o tempo todo, fica bem cansativo, sem modulação. Houvesse alternância nesse ponto, teria um resultado melhor. Gostei muito de Luis Miranda também.
Notei uma possível referência ao filme Brazil (1985), de Terry Gilliam: naquele beco em que o vento começa a levantar plásticos que cobrem os personagens abraçados lembra muito a cena do Robert De Niro envolto por jornais no meio de uma ventania.
No final, é um filme com vários problemas, mas com saldo positivo. Gosto quando os diretores arriscam, mesmo quando erram. Foi algo que ocorreu em Tenet do Nolan, por exemplo, o qual não gostei, mas prefiro isso a ver apenas cinebiografias e adaptações sem espaço para algo mais autoral.
Excelente documentário. Há entrevistas com Gabe Newell, diversos membros da equipe de produção, incluindo desenvolvedores e o roteirista (Marc Laidlaw).
Falam dos bastidores de produção até brigas judiciais com a distribuidora. Mas os pontos altos são aqueles em que cada responsável por uma parte comenta como as ideias foram concebidas e vemos o trecho em questão no jogo. Para citar alguns exemplos: expressões faciais, física, puzzles, uso de veículos, inteligência artificial dos inimigos etc.
Falam sobre como a parte da Gravity Gun "turbinada" foi algo não planejado inicialmente.
Também há comentários sobre as "expansões": Episode One e Episode Two. Neste último, o cara que concebeu a mecânica do trecho final a explica enquanto rolam as imagens do jogo. É minha parte favorita, mas não costumo dar os detalhes para não estragar para quem ainda não jogou.
Por fim, o documentário encerra mostrando cenas inéditas (ao menos para mim) do desenvolvimento inicial do Episódio 3, como uma arma que cria barreiras e até rampas de gelo (aos 1:53:34).
Também explicam porque o Episódio 3 não foi lançado. Se é uma justificativa sincera ou não, não sei. Mas faz sentido: muitos membros da equipe trabalharam por mais de 8 anos na franquia, que é conhecida por sempre trazer uma grande inovação em relação aos jogos anteriores. E parecia não haver espaço para isso desta vez. Particularmente, acho que eles também têm medo de manchar a imagem desta propriedade intelectual. Fato é que elevaram tanto a barra, que fica difícil superar o patamar que chegaram. Acredito que jamais veremos Half-Life ² Episode Three ou Half-Life³.
Tirando o começo, o final e a parte da revolução, é um ótimo filme.