Seguindo um sinal de emergência enviado do distante planeta Aura, a tripulação da espaçonave Argos enlouquece durante o processo de aterrissagem. Uma vez que a ordem é restabelecida, descobrem que uma diabólica forma de vida alienígena está dominando o corpo dos tripulantes mortos.
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Tomei conhecimento de O Planeta dos Vampiros pelo canal Central Pandora, como sendo inspiração para Alien (1979). Imaginei que meu interesse se esgotaria por aí e que não compensaria assisti-lo na íntegra. Ledo engano!
Estou lendo a novelização de Alien (1979) e fiquei intrigado com a nave abandonada, mais algumas diferenças que notei entre livro e filme. Ao assistir alguns vídeos de bastidores, novamente o filme dirigido por Mario Bava veio à tona.
Escrevo aqui pouco depois de assisti-lo e já o coloquei em minha lista "WOW" (filmes que me surpreenderam positivamente). De antemão, deixo claro que o O Planeta dos Vampiros se sustenta sozinho e vai muito além de "o filme que inspirou Alien".
Muito se fala de seu baixo orçamento e até mesmo da precariedade de seus efeitos. Mas, covenhamos: trata-se de um filme de 1965! Três anos antes de 2001: Uma Odisseia no Espaço; doze antes de Star Wars; e quatorze antes de Alien, o oitavo passageiro!
Dito isto, não o achei o tosco. Trata-se não somente de uma película antiga como também produzida fora de Hollywood e com uma estética típica das gravações realizadas em estúdios-galpões, não em locações externas. Como alguém cansado de filmes com cortes a cada dois segundos e ângulos claustrofóbicos de tão fechados, encontrei aqui um respiro.
Particularmente, não há que se falar aqui em "suspensão de descrença". É óbvia a percepção de um cenário (e sangue) artifícial assim como a falsidade da lava, com sua água borbulhando e luzes avermelhadas.
Todavia, encaro tudo isso como mera representação, tal qual temos numa peça de teatro. Sabemos da ausência de realismo, mas apenas apreciamos o espetáculo (assim como em "Chaves" não nos importamos com o fato de adultos interpretarem crianças).
Ainda assim, cabe salientar o bom uso da perspectiva no cenário. Quando querem mostrar amplitude, filmam o "galpão" em sua largura; já quando querem dar um efeito de maior profundidade, como nos túneis, ele é filmado de "comprido".
E aqui, para mim, está a maior beleza e mérito do filme: que é mostrar uma tomada ampla, estática, com os personagens indo ou vindo pelas três camadas / planos. Algo que causa um paradoxo: já que traz a sensação de amplitude, mesmo num estúdio fechado. Isso ocorre inclusive dentro da nave.
As interpretações são bem típicas também, a exemplo dos desmaios, cenas de luta etc. Sinceramente, para um filme com esse tom "Pulp", não esperava muito mais que isso.
Já o roteiro, ainda que seja bem simples, é rodeado por uma boa atmosfera de mistério, reforçada pelas relíquias encontradas. É exatamente aqui que Alien bebeu bastante. O principal elemento de ficção científica e/ou sobrenatural conta com uma boa sacada que dispensa efeitos práticos adicionais. Seu final, do qual eu não esperava nada, surpreende e, como bem lembrado por outro comentador, remete a outro filme de FC que viria a ser lançado somente três anos depois...
O Planeta dos Vampiros está aí para nos lembrar que, muitas vezes, tudo que queremos é um filme de entretenimento que vá direto ao ponto: sem introduções mirabolantes e gigantescas (principalmente aquelas realizadas com um personagem contando isso tudo para o protagonista...).
Nos lembra também que o filme pode sim ter apenas 90 minutos, com começo, meio e fim bem definidos, sem falsas reviravoltas, sem aquela trilha sonora estridente a todo momento querendo conduzir o espectador. Se econtrá-lo em DVD ou Blu-ray por preço acessível, quero tê-lo na coleção e me animei agora em explorar mais filmes desta época e estética.
Deu para notar de qual fonte "Alien - O 8º Passageiro" bebeu.
Não consegui me sentir imerso no filme por causa da artificialidade da cenografia. O ritmo lento também não ajudou.
Aula de como fazer um filme pagando os atores com uma coxinha e duas latas de coca e construindo o set de filmagem com o que sobrou da festa de Halloween da escola.
O título em inglês e em português é horrível pq estabelece uma expectativa que não é cumprida e ao mesmo tempo, tira um pouco do mistério. Até pq eu gosto mais do que o filme entrega de fato do que a ideia de "vampiros no espaço", honestamente.
É aquele tipo de filme que você tem que assistir sabendo o contexto da produção pra conseguir curtir? Sim. Mas uma vez que você entende a época, o orçamento e a vibe de ficção pulp do filme, dá pra enxergar tudo o que influenciou décadas do sci-fi e do terror no cinema, a começar por Alien, que muito obviamente se inspirou aqui (quase um plágio em diversos sentidos hahaha). O bom é que nesse caso eu já tenho o remake com um orçamento maior que eu fiquei querendo ver.
Se a gente parar bem pra pensar, reiterando o que disse meu amigo William Mur, Bava fez MILAGRE com o orçamento de coxinha do filme. Tem atmosfera, tensão, cor, ótimos sets (levando em conta o orçamento). Eu não consigo levar muito a sério a roupinha, mas tentei relevar lembrando da época e da influência do pulp.
Claro, não podia deixar de sublinhar o fato que foi ótimo ver a Deise Coturno de "Toma Lá, Dá Cá" explorando planetas esquisitos no espaço (o que é bem legal, se pensar que ela estreou no cinema com "O Homem do Sputnik".
Enfim, eu SEMPRE amo ver os filmes que vieram antes de grandes clássicos e os inspiraram, mas quase ninguém dá crédito.
- atriz internacional norma bengell estrelando filme italiano, e melhor ainda, do bava!
- esse uniforme pra mim sempre vai ser icônico
- traduziram como vampiros, mas não é bem assim
- serviu de inspiração para alien e inúmeros outros do gênero
Um dis filmes que inspiraram Alien. E bom ver uma brasileira em um dos papéis principais do filme.