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Data de lançamento
28 Fev. 2002Duração
Rainbow Rudolph (Robin Williams) é o apresentador de um popular programa infantil que é demitido após ter seu nome envolvido em um escândalo. Em seu lugar é contratado Sheldon Mopes (Edward Norton), que com seu personagem Smoochy o substitui à altura e logo alcança o sucesso. Entretanto, quando Rudolph descobre que Sheldon está tendo um caso com Nora (Catherine Keener), sua ex-amante que é também uma executiva que ocupa um cargo importante na emissora em que trabalhava, ele decide então arquitetar um plano para se vingar e eliminar seu substituto de uma vez por todas.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Morra, Smoochy, Morra (2002), ou Death to Smoochy, é um filme que realmente me surpreendeu, talvez por eu não esperar nada lendo essa sinopse e com essa premissa “infantil”, mas o filme é muito melhor do que parece. O começo é meio arrastado, mas serve para contextualizar tudo e encaixar as peças, situando os personagens nos seus papéis e preparando o terreno para o que vem a seguir, já que toda a dinâmica daquele universo de programas infantis depende dessa construção inicial.
Dentro dessa introdução mais lenta, surge o personagem do Robin Williams, alguém de quem eu não gostei muito, só reclamando e esbravejando o filme inteiro. Mas isso não é culpa dele;
aliás, o personagem dele é alguém que, como sugerido no próprio filme, tem a sua sexualidade reprimida. Isso é visto levemente em seu nome (Rainbow) e, no final, visto o jeito que ele aparece vestido, quase como um andrógeno, reforçando toda a confusão e frustração que movem suas atitudes.
Quando Edward Norton entra em cena, o filme ganha outro tom. Ele surpreende aqui, fazendo um personagem bem diferente do que todos estão acostumados: um personagem puro e que tem bons interesses e reais, não só na parte do entretenimento das crianças, mas nelas como um todo, na questão da saúde e alimentação, até como no relacionamento com pais e padrastos. Essa abordagem dá ao filme um contraste interessante entre ingenuidade e corrupção, reforçando o conflito central.
Assim que Smoochy começa a fazer sucesso, surge um monte de gente se aproveitando dele, e essa parte foi bem chata, justamente porque expõe o lado mais sujo daquele meio.
Porém, quando as coisas mudam e Tommy — a agente interpretada pela Catherine Keener — realmente se mostra alguém que vai ajudar ele, o filme melhora, mostrando que Norton passa a ter um suporte por trás de tudo aquilo contra aqueles que querem apenas aproveitar-se do show para ganhar sua parte usando o nome das crianças e as figuras de um personagem infantil.
O elenco também ajuda a construir esse tom agridoce do filme. Danny DeVito, Edward Norton e Robin Williams formam um trio principal bem marcante, mas o filme conta também com participação de Vincent Schiavelli e Michael Rispoli, que interpreta o Spinner Dunn,
que tinha certo atraso intelectual e era um personagem infantilizado devido às suas condições, mas que era bonzinho e realmente gostava de tudo aquilo. Sua morte foi bem triste, poderia ter sobrevivido ao ataque pelo menos, já que seu papel dava um toque genuíno e sensível à história.
No fim, mesmo com suas esquisitices e momentos mais exagerados, o filme funciona justamente por equilibrar crítica social, humor ácido e personagens quebrados de maneiras diferentes. E por causa disso, acaba sendo muito melhor do que sua premissa inicial sugere.
Assistido em 02/12/2025
tô em choque até agora...isso não pode ser real. deve ser um sósia...edward norton? vestido de rinoceronte rosa, cantando, dançando e...sorrindo!!! e sem estar prestes a matar ninguém...edward norton numa comédia-comédia(a festa da salsicha não conta, nem dá pra saber q ele tá nesse filme)com robbin williams e danny devito...e sorrindo. com gliter e maquiagem nos olhos...e sor-rin-do!! eu acho q nunca tinha visto edward norton sorrir de alegria ou felicidade na vida. ele só sorri de raiva, de rancor...de prazer ao matar alguém...eu não consegui acreditar no personagem dele em nenhum momento do filme, só esperando ele se revelar e trucidar todas aquelas crianças...
ok, agora vcs vão me dizer q consideram os filmes de wes anderson como comédia-comédia? os filmes dele não são de comédia...são de "vale da estranheza", são coisas inclassificáveis...não são de comédia...é pra rir de nervoso e não pq são engraçados...q coisa estranha esse filme. sério...5 estrelas pela coragem do "experimento científico": "como o mundo reagiria se edward norton fizesse uma comédia de verdade", eu, pelo menos, fiquei em choque.
ah, sim, o filme...nunca entendi o fato das crianças gostarem de programas infantis...nem qdo eu era criança. eu gostava dos desenhos e só...por sinal eu sempre marquei a hora em q começavam pra não precisar perder tempo com essas bizarrices(sim, eu era criança e já tinha vergonha alheia dessas coisas). lembro q o único q gostei foi "banana split" pq eles eram uma banda...nem lembro de ter crianças participando(o filme de 2019, ótimo por sinal, kkkkkkk..., diz q tinha mas eu realmente não lembro disso...), eram só eles, não eram??
sei lá. vejam aí esse "experimento"...talvez vcs fiquem em choque tb, sei lá, cara...edward norton sorrindo...choque...agora imaginem o crispin glover nesse papel...chessuss, acho q vou ter pesadelos essa noite...
Eu sinceramente gosto bastante do filme, acho legal o humor ácido, o estilo noir .
Acho que foi o pior filme com o Robin Williams que eu já vi.
O início é um saco, mas confesso que na parte final (depois da morte do outro rinoceronte) as coisas dão uma melhorada.
Se não fosse o Edward Norton (que tava lindo, aliás), ver isto teria sido uma total perda de tempo.
Revendo esta comédia mórbida que mantém o estilo conhecido do Danny DeVito. Gosto da acidez do roteiro, que coloca o mundo dos programas infantis como uma verdadeira organização criminosa. As motivações dos personagens são um tanto voláteis, mas isso não destoa da maluquice geral que é proposta.