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Saiba como o Mortal Kombat caiu nas mãos do malígno feiticeiro Shang Tsung e como Goro se tornou o príncipe de Outworld, além é claro, de desvendar o ódio entre Scorpion e Sub-Zero e como nossos heróis estão se preparando para defender o reino da Terra no grande torneio.
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Revisitar essa animação dos anos noventa prova que a nostalgia muitas vezes é uma armadilha ilusória. O que prometia ser uma grande introdução à famosa franquia de luta revelou-se um produto corporativo feito às pressas, sacrificando a ação intensa por uma experimentação técnica desastrosa. As sequências em 3D são assustadoras: os personagens são blocos geométricos sem vida, e a captura de movimentos primitiva torna os combates, que deveriam ser o ponto alto, lentos e sem nenhum impacto físico. Para piorar, a transição abrupta e malfeita entre o traço 2D aceitável e os cenários digitais estéreis destrói por completo qualquer chance de imersão.
Os problemas técnicos se estendem até ao mais básico da animação, com uma sincronia labial tão amadora que as bocas chegam a se mover muito tempo depois das falas, esvaziando o peso de qualquer diálogo. O roteiro acompanha essa mediocridade ao transformar heróis icônicos como Sonya, Liu Kang e Johnny Cage em meros turistas passivos. Eles perdem todo o seu carisma original enquanto apenas caminham a esmo e escutam as lendas intermináveis contadas por Raiden. Essa lentidão narrativa domina a obra, substituindo o dinamismo esperado de um torneio de artes marciais por uma exposição verbal exaustiva.
Além de todas as falhas estéticas e de ritmo, o filme desrespeita a essência da marca ao higienizar completamente a violência. Ao remover o sangue e os golpes clássicos para se adequar ao público infantil, a obra perde sua identidade sombria, tornando-se genérica e inofensiva. Fica evidente que o projeto não passou de um comercial prolongado e cínico para promover o live-action e vender videogames — tática escancarada pelos códigos de Mortal Kombat 3 piscando nos créditos.
Apesar de ser estruturalmente deficiente e vazio, assistir a The Journey Begins hoje funciona como um fascinante exercício de arqueologia digital. Vale a pena encarar seus quarenta minutos de duração pelo valor histórico de testemunhar os tropeços iniciais da computação gráfica e entender como a indústria tentava adaptar o universo dos fliperamas na década de noventa.
Se você assistiu ao VHS no passado, vale a pena pela nostalgia. Se não, é melhor nem assistir, porque vai achar uma porcaria.
A nostalgia me fez gostar kkkkkkk
Olha esse behind the scene do filme 👏😆
A parte de animação em 3D envelheceu como queijo, mas deve ter sido super legal em '95. Já a parte da animação tradicional em 2D, essa é imperdoável. É muito ruim mesmo para a época. É muito mal feito, gente. Desenhos super bem animados feitos à mão existem desde o nascimento do cinema, não tem desculpa além de desleixo. 👎
É tão horroroso que se torna fascinante kkkk
Mas tenho que admitir que se eu tivesse visto quando criança ia adorar, principalmente a parte "3D", pra época ia explodir minha cabeça