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Sinopse
Retirante nordestino atravessa o agreste e a zona da mata fugindo da seca e esperando encontrar em Recife uma vida melhor. Adaptação do poema de João Cabral de Melo Neto, musicado por Chico Buarque de Holanda.
Um grande registro histórico de um passado ainda presente no nosso país, infelizmente. É duro ver esses depoimentos, quanto sofrimento! Como filme e adaptação, ele tem uma apresentação bem diferente da versão de 81, que eu acho bem melhor. Aqui foram adptados dois poemas... Queria saber se as partes com os atores em locação fechada, foi opcional, ou por falta técnica ou financeira? Não gostei muito dessas partes.
"Esta cova em que estás, com palmos medida. É a conta menor que tiraste em vida É de bom tamanho, nem largo nem fundo. É a parte que te cabe deste latifúndio Não é cova grande, é cova medida. É a terra que querias ver dividida É uma cova grande pra teu pouco defunto. Mas estarás mais ancho que estavas no mundo É uma cova grande pra tua carne pouca. Mas à terra dada, não se abre a boca"
Que brilhante adaptação. O registro documental, duro e seco como a terra, intercalado com as performances da poesia de João Cabral de Melo Neto traduz maravilhosamente bem em tela o texto. A escolha de escalar como Severino não um, mas diversos atores reforça esse texto, dando também vozes e faces dos tantos severinos representados pelo povo entrevistado. Difícil sair do filme sem um nó na garganta.
Um grande registro histórico de um passado ainda presente no nosso país, infelizmente. É duro ver esses depoimentos, quanto sofrimento!
Como filme e adaptação, ele tem uma apresentação bem diferente da versão de 81, que eu acho bem melhor. Aqui foram adptados dois poemas... Queria saber se as partes com os atores em locação fechada, foi opcional, ou por falta técnica ou financeira? Não gostei muito dessas partes.
"Esta cova em que estás, com palmos medida. É a conta menor que tiraste em vida
É de bom tamanho, nem largo nem fundo. É a parte que te cabe deste latifúndio
Não é cova grande, é cova medida. É a terra que querias ver dividida
É uma cova grande pra teu pouco defunto. Mas estarás mais ancho que estavas no mundo
É uma cova grande pra tua carne pouca. Mas à terra dada, não se abre a boca"
Filme mais brasileiro como este não existe!
Que brilhante adaptação. O registro documental, duro e seco como a terra, intercalado com as performances da poesia de João Cabral de Melo Neto traduz maravilhosamente bem em tela o texto. A escolha de escalar como Severino não um, mas diversos atores reforça esse texto, dando também vozes e faces dos tantos severinos representados pelo povo entrevistado.
Difícil sair do filme sem um nó na garganta.
As interpretações, roteiro, fotografia, realismo e poesia são nota 10...algumas músicas destoam um pouco...
obra prima! Excelente!
Viva a poesia Pernambucana!